sábado, 9 de abril de 2011

Minha primeira viagem, parte um

Oi, gente!
Primeiro, devo 39827328382 desculpas a todos por não ter voltado ontem. Fiquei com a cabeça CHEIA de coisa por causa da viagem e o cansaço foi supremo. MÃS dei meu jeito e cá estou BELÍSSIMO e com um bapho fortíssimo pra vocês: TÔ EM BELÉM, CAPITAL DO PARÁ! Muá! Vou contar pra vocês todos os detalhes desses quatro dias aqui, hoje as novidades não são muitas mas já tenho material o suficiente pra dar início ao meu primeiro diário (virtual) de viagens! VEM GENTE!

  • UM: O CHECK-IN.


Pra eu conseguir esse pedacinho de papel que vocês estão vendo aí em cima, levei umas 83822093279832 horas mais alguns minutos porque a moça feia que me atendeu pediu pra eu ter paciência porque os voos da PUMA AIR (anotem esse nome, lindos. PORQUE A COMPANHIA DÁ UM SHOW! De IRRESPONSABILIDADE.) estavam todos enfrentando problemas e mimimi. Acaba que eu embarquei num da Gol (que por sinal atrasou em mais de uma hora, mas tudo bem, minha paciência NUNCA FOI TÃ TESTADA QUANTO HOJE), depois de uma briga imensa com vários outros passageiros que assim como eu já deviam estar em Belém há séculos. Resolvida a bronca com o horário, segui feliz da vida rumo ao avião. Minha excitação com a viagem (sem trocadilhos, obrigado) estava a mil e eu só não dei pulinhos de euforia porque um macho de 1,94m dando pulinhos de euforia em pleno caminho de embarque não seria uma coisa da qual eu quisesse me lembrar pro resto da vida, né.

Aí em cima tá o avião gato e sedutor que me levou pra cá pra Belém. E a tia que não quis parar pra me ajudar a tirar uma foto minha perto do avião, mas tudo bem.

~~TODOS FUBÁ EMBARCA~~
PS: sentou um boy do meu lado nesse avião que OH MY RA, tinha um sotaque gaúcho irresistível, quase morri. HELDER CORDEIRO, SE VOCÊ ESTIVER ME LENDO SEU LINDO EU NÃO TE ESQUECI, VIU? ~~todos acha graça~~

Uma vez dentro do avião...
SOU GATÍSSIMO
... tive que suportar a voz da comissária de bordo que era linda (pra variar, né). Apertei meus cintos, coloquei a bagagem no compartimento de cima e arrasei na pokerface tentando dormir, mesmo quase ficando surdo com aquele ruído INSUPORTÁVEL das turbinas. Ah, fica a dica pra quem ainda não viajou de avião: engula saliva e dê um show de desobstrução do canal da audição. Ah, e outra: beba água no percurso. ACHEI POBREZZA da Gol não me dar nem uma garrafinha de água, foi mal e mal um copo que os AEROMOÇOS (?) me deram e um ainda era lindão, parecia o Victor do Victor e Leo (sim, ele é um tiozão lindo me deixem). Tirando essa parte da pobreza, não senti frio na barriga, nem vontade de fazer o que não devia, nem de nada. Só fiquei admirando o mundo virar uma formiga enquanto eu estava lá no alto esbanjando glamour ao lado de um gaúcho lindo e que puxou papo comigo umas três vezes. Vida linda, né?

O voo foi uma maravilha, tudo correu bem graças ao meu bom Deus e enfim cheguei em Belém. Por uma medida filha da mãe de segurança só pude ligar o celular (de onde tô tirando essas fotos com um show de qualidade e resolução pra vocês -N) lá na esteira onde fiquei esperando uma caixa IMENSA que minha tia mandou eu trazer pra cá. UM SÉCULO DEPOIS, a maldita caixa chegou e eu pude comemorar indo encontrar minha tia linda e diva. Fomos resolver a questão da nossa volta naquela praga daquela Puma Air pra então começarmos a conhecer Belém. O aeroporto em si já é uma coisa sensacional, parece um shopping. Fiquei louco com uma livraria que tem na parte de cima s2s2

eu já na parte de cima do aeroporto, bem na frente da livraria
Não muito tempo depois, picamos a mula pro hotel só largar as bagagens e ver a nossa situação antes que algo de mais acontecesse. Tudo nos trinques, corremos pro shopping RYQUEZZA aqui perto de onde estou instalado - no centro da cidade, ops ops ops - e andamos. MUITO. AI, e tenho baphos fortíssimos pra vocês: encontrei Christina Aguilera Flop da Silva belíssima numa loja da C&A e ela me contou que logo mais vai bombar nas paradas de sucesso com alguma coisa -N. Taí eu xavecando a musa:


Depois disso, não fiz nada de mais além de andar e comer na praça de alimentação que tinha McDonalds e o Giraffas do AAAAAAAANHA É O HAMBURGUER DE PICANHA hahaha. Aliás, jantei um pão de quatro queijos com uns temperos ÓTIMOS, amei aqueles 30cm de delícia, tô satisfeito até agora. Agora deixem eu ir indo antes que eu desabe aqui na frente do note ~~com a wi-fi ótima do hotel s2s2~~. No resumo, ADOREI os primeiros momentos que tive de Belém. Amanhã tem mais!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

terça-feira, 5 de abril de 2011

Meu futuro? AS LETRAS!



Eu poderia ser advogado. E defender os injustiçados que buscam mais do que tudo provar sua inocência.
Eu poderia ser médico. E cuidar dos enfermos fragilizados pela dor das doenças.
Eu poderia ser policial. Ah, não, não poderia não, risos.
Eu poderia ser ator. E incorporar mil e uma facetas incrustadas em mim mesmo.
Eu poderia ser até designer. Se um acaso imenso do destino não tivesse me empurrado pra minha vocação.

Mas diferente de tudo isso, contrariando meio mundo que imaginasse que eu pudesse seguir uma das carreiras acima, escolhi aquilo que me faz feliz, aquilo que me desperta pra qualquer coisa e que me faz entender que o mundo tem sim um pouco de sentido: as palavras.
Desde que me entendo por gente, sempre fui apaixonado pelas letras, pelas frases, pelas sílabas e fonemas. Nada no mundo me fascina mais do que o poder sedutor que a linguagem me proporciona. Sinto-me tão a vontade com as palavras, tão incrivelmente envolvido com elas que a nossa relação chega a ser quase uma história de amor. Não não, ela É uma história de amor. Mais do que qualquer outra que eu possa ter vivido.
Sabe, lindos, essa semana foi crucial pra que eu tivesse ainda mais certeza do que eu quero. Primeiro, porque pra quem ainda não sabe, começarei a universidade em agosto e cursarei Letras/Francês e desde já estou exercitando e procurando conteúdo sobre o curso. Por puro prazer. Segundo, porque PRA QUEM NÃO SABE 2, GANHEI O BLORKUTANDO DE OURO no prêmio Melhores do Ano no qual concorria nas categorias blog e blogueiro do ano! Fiquei tipos, FELIZ ATÉ OS OSSOS! Caramba, há um ano atrás eu sonhava em estar DISPUTANDO o prêmio e de repente, eu ganho o prêmio principal! Isso foi um incentivo ainda maior pra que eu continuasse a escrever e acho que decididamente se passou pela minha cabeça deletar este blog por falta de comentários ou coisa parecida, JAMAIS pensarei de novo. Ou pelo menos não tão cedo. E em terceiro, comecei meu primeiro trabalho como revisor textual e nunca me senti tão bem fazendo uma coisa séria - mesmo que pra um amigo. Tudo me empurra pras letras. Não me importa se eu for professor, colunista de jornal ou revisor textual. A carreira que eu seguir terá que mexer com palavras e eu já decidi isso! E É LÓGICO, antes de morrer aguardem um livro meu na prateleira da livraria mais próxima. Porque né, depois de todo esse apoio com meu jeito de escrever, tá difícil esquecer de criar vergonha na cara e escrever uma coisa que me faça querer publicá-la a todo custo. TODOS VOCÊS ME LERIAM ATÉ SE EU FALASSE DE SEXO, NÉ? hahaaha

Depois desse post demorado e todo simplinho, vou me despedindo porque tô até a alma de coisa pra terminar e vocês nem imaginam a loucura que tá a minha vida por causa da viagem e do francês. Mas não vou esquecer daqui não, logo mais tô voltando com algo mais sério ~~e produtivo~~ pra vocês. Até mais!

Do seu escritor-aspirante,

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Do triângulo à reta

 

Marie,

 

Ontem à noite foi inútil tentar dormir. Mil pensamentos torturavam minha cabeça que parecia uma bombarrelógio, prestes a explodir ao mínimo movimento brusco. Decisões não são fáceis de se tomar, muito menos quando eu falo de duas coisas que mexem tanto comigo. Sim querida, meu coração se abriu ao amor. Novamente.

Você vai me tachar de mentiroso, de ridículo, de traidor. E ok, eu compreenderei todos os seus julgamentos. Porém, antes de qualquer outro pensamento repudiante seu, saiba que você foi e sempre será a primeira pessoa que amei nesta vida. Tudo o que vivemos juntos jamais me será apagado da memória. Desde o pôr-do-sol no almirante até as noites incríveis de amor que passamos. Meus momentos junto a sua presença hipnótica não tem como serem esquecidos. Tanto que para mim, esta decisão foi a mais dura e cruel que tive que tomar até hoje.

O mundo dá voltas entorpecedoras, minha amada. E isso tudo que está acontecendo comigo é complicado demais para eu conseguir compartilhar com alguém e acabar cometendo um erro que eu não deveria cometer. Seria impossível descrever tudo o que estou sentindo neste exato momento. Mas tenho certeza absoluta do que toma conta do meu coração; agora eu tenho. Depois de meses de uma dúvida incompartilhável e sendo a ponta principal de um triângulo perfeito, mas não equilátero como eu gostaria que fosse, é chegada a hora de lhe dizer, Marie, que não há como amar e ficar junto de duas pessoas ao mesmo tempo, sem sentir com se fosse romper a alma ao meio.

Pode ser que você nem esteja mais lendo esta carta, mas fique com a certeza de que o nosso amor, o nosso incrível e lindo amor, foi perfeito. Minha história com você teve um fim, mas podemos continuá-la de outras formas, sem que haja corações partidos e pessoas magoadas. Sinto muito não ter conseguido ter lhe dito da forma como deveria.

 

De seu eterno,

 

Gérard.”

 

Pauta para o Blorkutando – 131ª Semana : O Triângulo

***


Salut, bébés! Comment allez-vous?

Eu vou muito bem, obrigado. Essa semana voou, né? Nem acredito ainda que chegou o final de semana, minhas jornadas ultimamente tem sido  um absurdo de cansativas, vocês não fazem ideia. Tô precisando de um relógio que faça o tempo passar um pouco mais devagar em alguns momentos porque né, ter montes de coisas pra fazer e o tempo que corre quando eu preciso é injusto comigo.
Tô pensando em elaborar um #TopFive pra essa semana, quem tiver sugestões, tô aceitando! De filmes a sites, podem falar ;)
Minha vida tá numa mesmice só… Mesmo com um namoro lindo e uma correria de rotina, parece que tô dando voltas e voltas no mesmo lugar. ALGUÉM ME LEVA PRA MARTE, SÓ PRA EU SABER COMO É? Brigado.
AH, ME LEMBREI DE UM BAPHOOOOOOOOOO PRA VOCÊS: VOU VIAJAR PELA PRIMEIRA VEZ NA MINHA VIDA Dia nove vou pra Belém, capital do Pará (que antes possuía meu estado, risos). Vou ter babados pra vocês!
Ai, gente, essa semana foram chegando as cartinhas das meninas da máfia das cartinhas, uma delícia <3 Ainda tô aceitando correspondentes, quem estiver afim dá um UP!
E enfim, acho que é só. Tô falando demais esses tempos e vocês não gostam de tagarelas que eu sei.

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

GRRRRRRRRRRRRR!

MUITA COISA ME TIRA DO SÉRIO.

 

Desde a fome que me persegue pelo dia todo até o despertador que me faz o favor de lembrar que tem uma realidade me esperando pra ser desbravada, já perdi a conta das coisas que me tiram do sério. Numa missão dificílima, consegui colocar classificar cinco coisas que definitivamente me fazem querer matar cachorro a grito. BORA PRESTAR ATENÇÃO, LINDOS?

 

  • ATRAPALHE-ME NO AUGE DA MINHA CONCENTRAÇÃO QUANDO ESTOU ESCREVENDO/LENDO. Sério, não é de Deus um indivíduo que vê que a gente tá superempolgado fazendo alguma coisa e mesmo assim vai lá te pentelhar. Se o motivo da interrupção tipo pra dizer que alguém muito importante morreu ou que roubaram meu celular, até que vale engolir a raiva. Mas caso contrário… desejaria até a alma ter uma pedra pra tacar na peste. SIM, SOU MEIO CHATO NESTE ASPECTO, RISOS DESCONTRAÍDOS.
  • SEJA INCONVENIENTE. TODA PESSOA NORMAL SABE QUANDO DEVE E QUANDO NÃO DEVE METER O NARIZ EM DETERMINADA SITUAÇÃO. E eu te garanto que não é legal me interromper no meio de uma explicação ou conversa legal. Ano passado mandei mesmo um colega pra casa do Carvalho por querer falar o que ele achava bem quando EU ESTAVA FALANDO. Tenho medo não, sou uma pessoa linda e que sabe muito bem que quem estava falando é quem tem a razão. ENFIM, fale bobagem num papo sério, fique onde não deveria ficar e repasse a informação errada. O MUNDO TE DESPREZA, CIDADÃO.
  • ACORDOU DE MAU HUMOR? O PROBLEMA É TODO SEU, QUERIDO. Fico putíssimo da vida com aquela pessoa que insiste em jogar a culpa no mau humor pra tudo quando quer humilhar alguém, gritar sem motivo ou tratar mal quem tanto gosta dela. Caramba, é tão difícil assim dar um sorriso amarelo e fingir que tá tudo bem, criatura? Pelo amor da deusa Nyx, todo mundo nasceu meio ator nessa vida, bora começar a fazer a poker face e dar uma atuada básica quando estiver nesses dias porque olha, ninguém é obrigado a te aturar não, viu?
  • INVASÃO DE PRIVACIDADE. Além de ser crime, essa porra me irrita mais do que qualquer outra coisa. NADA A VER UMA PESSOA VIOLAR ALGO QUE É PESSOAL, QUE É EXCLUSIVO DE OUTRA PESSOA. Sinceramente, fico de cara com quem faz isso. Já tentaram ler meus diários aqui em casa e eu quis matar, até porque as pragas daqui sabem que eles são uma coisa tipos, MAIS DO QUE PARTICULARES. Pra você que tem a mania velha feia de ficar xeretando onde não deve, amiga, uma vergonha nessa cara ia bem. Quero ver se um abençoado descobre onde foi sua primeira vez, com quem e como foi e resolve espalhar pro resto do colégio. Ainda vai pensar em querer ver meus diários?
  • E POR FIM, MALDITO SEJA AQUELE QUE COMETE INJUSTIÇA. Seja em novela ou em qualquer outro lugar, injustiça me faz querer encarnar o John Travolta e virar o justiceiro porque olha, taí uma coisa que me faz ficar indignado. Bullying, preconceito, julgamentos errôneos ou o que for, não existe nada mais revoltante no mundo.

 

E acho que é isso. Passaria um dia todo falando do que me irrita, mas meu bom senso me impede. MÃS, quero saber de vocês: o que tira vocês do sério? Semáforo fechado? Implicância de pais? Esperar? Digam-me o que faz vocês quererem chutar o pau da barraca!

 

 

Pauta baseada neste tema do Tudo de Blog.

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Oi, leitores lindos e divos e sensacionais s2s2s2 – ando meio Fiuk ultimamente, não liguem. Todos bem?

Pois é, demorei a voltar. Deveria ter vindo no domingo, mas tive problemas com a internet e ainda perdi DOIS POSTS por culpa da droga do Windows Live Writer, que me fez o favor de travar na hora de colocar as fotos do post. MEREÇO, VIU?
Ultimamente minha vida tem estado tão normal… Quero emoções diferentes. Acordei pensando nisso hoje. Sonhei que viajava de moto sem capacete, numa montanha linda com o amor da minha vida na garupa, só pra vocês terem uma noção do meu perigo. Aliás, tenho tido sonhos bem estranhos ultimamente, preciso ir numa taróloga now porque eu acredito nisso sim e me chamem de bocó porque eu sei que sou um.
Ah, le français <3 Chaque fois il reste meilleur. Meus colegas novos me receberam super bem, e mais uma vez sou o mais novo da turma, que só tem adulto. ME SINTO MEIO DESLOCADO, SABE, MAS UMA HORA A MAIORIDADE VAI CHEGAR e todo mundo vai acreditar em mim – coisa que não acontece quando digo que tenho 16 anos, né.
E por fim, uma última consideração: não ganhei em nenhuma das duas categorias nas quais concorria no Blorkutando. MAS NÃO PENSEM QUE ME ABALEI, NÃO. Só de estar entre os melhores já me senti honradíssimo! Devo muito à todos vocês que me colocaram lá. Como? Não me deixando desistir do A Pseudociência em nenhum momento. VOCÊS SÃO UNS LINDOS E FANTÁSTICOS! Obrigado, muito obrigado pelo apoio!
E é isso. Espero voltar na sexta pra postar a pauta pro Blorkutando dessa semana!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Quando o amor acaba…

 

Eu sei que pode soar infantil ou até mesmo piegas, mas acredito sim em finais felizes. Mesmo porque eu tive um! Ao final de meu primeiro e único namoro sério até hoje, Marina e eu simplesmente seguimos nossas vidas como o destino havia escrito. E foi da vontade dele que nos tornássemos amigos. Só que há uma coisinha incômoda – ou nem tanto – no meio dessa história: o amor de verdade.

 

Serei bem sincero nas próximas palvras: nunca esqueci nem vou esquecer a única pessoa que amei em toda a minha vida. E por mais que as pessoas insistam em dizer que seus relacionamentos acabam por “falta” de amor, ainda prefiro acreditar na instabilidade da intensidade do amor, da chama da paixão que faz nossos corpos tremerem ao ver a pessoa amada. Meu namoro acabou por conta da distância forçada entre nós dois, mas independentemente do motivo para o término de qualquer relação e não só a minha, sempre resta aquele pingo de sentimento no fundo da alma – que é alimentado pelas inevitáveis lembranças.

 

É impossível não se lembrar dos momentos juntos do amor das nossas vidas. Desde o primeiro beijo tímido e cheio de desejo até os passeios de mãos dadas no parque, os flashes que passam pela mente são mais difíceis de conter do que imaginamos. Se bem me recordo, não há uma só vez que eu tenha visto um piquenique sem ter lembrado dos que eu armava para Marina em  nossos aniversários de namoro. E por incrível que pareça, lembrar disso me deixa tão feliz! Saber que vivi momentos lindos ao lado de alguém que me amava tanto quanto eu a amava é mesmo para ser de uma alegria intensa. Se acabou, infelizmente foi para acontecer. Mas eu não me queixo, não.

 

Se cada dia junto dos amores de nossas vidas nos fez feliz, não temos porque ficar lembrando do fim, justo do fatídico término. Poucas coisas na vida são tão lindas e incríveis quanto amar, não é mesmo? Então vamos nos preocupar com as coisas ruins da relação pra quê? Já diz aquela velha canção: “o amor que entorpece e faz sofrer é o mesmo que te faz lembrar e lembrar e sorrir…”

 

 

Pauta para o Blorkutando - 130ª Semana: Do You Remember?

***

Oi, crianças!


Pois é, cá estou eu de novo. Sem muito pra falar, porque eu realmente queria falar de amor e falei tudo o que eu queria aí em cima. Estejam bem servidos com a minha visão super cool do lado bom do fim das relações ;D
Ah, outra coisa: eu queria que vocês votassem em mim no Prêmio Melhores do Ano do Blorkutando porque eu mereço, ok? Não estou forçando ninguém a votar em mim nem nada, então votem se acharem necessário. Fico feliz só de vocês entenderem isso! :D
ENFIM, acho que é isso. De baphos da minha vida, estou felicíssimo no amor, continuo arrasando muito no francês e ainda quero a fórmula pra acelerar o tempo, porque tá difícil lidar com a espera. E olha que eu sou paciente!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Moda?



Por mais bizarro que possa parecer, esse poste ambulante de 1,94m de altura se importa com moda. É CLARO QUE eu gostaria de ter dinheiro o suficiente pra possuir aquelas roupas de marca chiquérrimas e os acessórios que deixam a gente com um toque de estilo ainda maior. Só que eu não sou rico. E me viro com o que tenho. Sou apaixonado por camisa gola polo e gola V, amo xadrez e tenho uma queda por coisas listradas – como se tudo isso dissesse algo sobre meu estilo, mas enfim. O que eu acho desnecessário é uma pessoa abdicar de tudo o que tem para estar na moda. Não entendo e não me passa pela cabeça a ideia de que o indivíduo será mais feliz se possuir aquela camisa idêntica a que eu comprei numa lojinha aqui perto da minha casa, só que com uma etiqueta Calvin Klein. Já até tentei compreender o que acontece com alguém que gasta um absurdo com uma bolsa que seria capaz de me sustentar por um mês, mas desisti. E há muito aprendi a estabelecer a diferença entre consumismo e obsessão por consumir. Porque não é normal alguém querer gastar tanto por uma coisa que simplesmente leva uma assinatura que faz seu preço ir lá na estratosfera! Por isso mesmo que eu já aprendi a fazer moda e a arrasar com o que ganho, porque minha felicidade se consolida quando uso minha camisa gola V azul, minha bermuda xadrez branca e minhas sandálias de pneu reciclado. E moda não é usar o que é a tendência para o outono, mas sim se sentir confortável com o que está vestindo, não é mesmo?


*Pauta baseada neste tema do Tudo de Blog.

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Oi, seus lindos!
Ultimamente me bateu uma saudade e resolvi assim, do nada, escrever sobre todos os temas antigos do Tudo de Blog. Espero que vocês curtam, as pautas serão mais curtinhas e assim ninguém terá motivos para não comentar, né? Aliás, não esqueçam de deixar a opinião de vocês sobre o que acham de eu escrever assim, num parágrafo só.
Minha vida anda uma delícia. Estou feliz com o amor da minha vida, o curso de francês está cada dia melhor – e mais difícil – e não há um dia que eu não tenha certeza do que quero. Tiêgo S2 Letras <3
Sei que não sou o cúmulo do famoso na blogosfera, mas nem por isso vou deixar de pedir pra vocês. Não esqueçam de votar em mim no prêmio Melhores do Ano do Blorkutando! Quero ter merecido os votos de vocês, hein?
Sidney Sheldon <3
#HappyBDayDrielyAlencar {aniversário da minha irmã hoje, achei digno colocar esta menção honrosa. Afinal, não se faz 15 anos todo dia, né?}
Et c’est ça. Logo mais a gente se vê!
Do seu escritor-aspirante,

domingo, 20 de março de 2011

TiTiTi 2010 : o melhor remake de todos os tempos



Ontem demos o adeus definitivo ao remake mais bem produzido e sensacional da TV brasileira. TiTiTi 2010 entrou pra a história da teledramaturgia nacional por diversos fatores. O primeiro deles – e o mais importante, devemos considerar – foi a missão arriscada incumbida à Maria Adelaide Amaral de dar uma roupagem atual e descontraída a uma novela que foi sucesso de audiência em seu período de exibição (5 de agosto de 1985 a 8 de março de 1986). E podemos dizer sim que a autora cumpriu com louvor a sua tarefa. Mesclando núcleos de Plumas & Paetês (que assim como TiTiTi 1985 foi escrita por Cassiano Gabus Mendes), Elas por Elas, Locomotivas e Meu Bem, Meu Mal, o remake acertou em cheio ao tratar de assuntos não tão abordados na sociedade brasileira em geral, como moda, com um toque de naturalidade e extravagância que foram capazes de seduzir o expectador sem muita dificuldade.



Além disso, a novela teve seus momentos de ápice com a rivalidade sem fim entre os personagens André Spina/Jacques Leclair e Ariclenes Martins/Victor Valentim, rixa esta que conquistou o coração de todos. Os trejeitos forçados de André/Jacques como arma para seduzir suas clientes consagraram o ator Alexandre Borges, aclamado pela versatilidade do personagem. Murilo Benício, que deu vida à Ariclenes Martins, também deixou excelentes impressões ao encarnar o estilista espanhol Victor Valentim.



O núcleo cômico de TiTiTi também não ficou por menos. Rodrigo Lopéz e o próprio Alexandre Borges foram destaques e sinônimos nítidos de risadas na maioria de suas aparições.



Triângulos amorosos foram elementos que instigaram os telespectadores, seja para torcer ou simplesmente para tentar adivinhar quem terminaria com quem. Luis Otávio Martins, Camila Bianchi e Valquíria Spina, interpretados respectivamente por Humberto Carrão, Maria Helena Chira e Juliana Paiva, começaram a trama de um modo e terminaram de outro completamente diferente. Mas quem roubou mesmo a cena foi a personagem Marcela de Andrade, interpretada por Ísis Valverde, que viveu boa parte da novela em uma dúvida sem fim entre ficar com o pai do seu filho, Renato Villa (interpretado por Guilherme Winter), e o homem que aprendeu a amar, Edgar Sampaio (interpretado por Caio Castro). E o desfecho desse triângulo, só ficamos sabendo mesmo no último capítulo!



O público se comoveu com a história de Cecília Sipna e sua perda de memória. Acolhida por Ariclenes, a personagem de Regina Braga emocionou em vários momentos, desde suas lembranças da família até a confecção dos vestidos de suas bonecas (que Ariclenes usava para transformar nos croquis que davam origem às “criações” de Victor Valentim).




Os vilões de TiTiTi não decepcionaram no quesito maldade. Tanto os vilões cômicos, como Help e Rony Pear (vividos por Betty Goffman e Otávio Reis) quanto os vilões “de verdade” como Luísa Salgado e Stéfany Oliveira, interpretadas por Guilhermina Guinle e Sophie Charlotte, deram um show de interpretação. Mesmo que todos tenham tido um ‘final feliz’, não podemos deixar de bater palmas para os personagens no decorrer da trama. Despertaram muita antipatia e raiva de quem via o folhetim – inclusive eu.



Um parêntesis deve ser aberto para a atuação de Clara Tiezzi, a Maria Beatriz Spina, filha caçula de André Spina na trama. Em sua estreia na TV, a atriz mirim mostrou-se um tanto talentosa e sua personagem, que esbanjava inteligência e riqueza em seu vocabulário e bom gosto ao falar de moda, exigiu uma atenção a mais. Clara se mostrou mais do que só um rostinho bonito – e ganhou o respeito e a consideração de quem via a novela. Aprovada!



A internet foi uma grande aliada na trama de Maria Adelaide Amaral. O site da revista Moda Brasil, os blogs de moda como o de Beatrice M. e os portais de fofoca como o da revista Drix Magazine deram um toque de modernidade e adicionaram ainda mais tititi à história!



E eu não poderia deixar de citar o núcleo gay da novela, claro. André Arteche, em seu segundo papel na TV e de maior destaque, deu vida ao homossexual bem resolvido Julinho Santana – o que de longe foi um desafio bem cumprido pelo ator. Na história, seu namorado Osmar Sampaio (interpretado por Gustavo Leão) acaba falecendo num trágico acidente de carro. A dor da perda acabou dando lugar a um amor que foi crescendo aos poucos pelo surfista bem confuso e nem tanto resolvido assim Thales Salmeirón, vivido por Armando Babaioff. O final feliz dos dois agradou muito a quem acompanhava a relação cheia de altos e baixos. Mas além deles, Adriano Novais (personagem de Rafael Zulu), Vicky (interpretado por Marcos Tumura) e as belas namoradas Lourdes e Paula, vividas respectivamente por Maria Carol e Viviane Netto completam o time LGBT da novela, que diga-se de passagem foi muito bem elaborado.



As já aclamadas e admiradas Cláudia Raia, Cristiane Torloni, Nicette Bruno, Mila Moreira e Mônica Martelli simplesmente foram impecáveis com suas respectivas personagens Jaqueline Maldonado, Rebeca Bianchi, Júlia Spina, Stella Sanches e Dorinha Bacelar. Se meu respeito pelas musas já era grande, multipliquem por dois. Quem não quis dançar o Ilariê com a Jaqueline ou o amor incondicional de dona Júlia?



E pra finalizar, a trilha sonora maravilhosa de TiTiTi! Na nacional, dividida em dois álbuns, podemos contar com nomes de peso como Caetano Veloso (em Nature Boy), Titãs (em Go Back), Ney Matogrosso (em Seu Tipo) e Maria Gadú (em Rapte-me Camaleoa); sem contar os diversos outros artistas que contribuíram grandiosamente com os hits que embalaram a novela. E na internacional, cantores em alta como Ke$ha (em Blah Blah Blah), Wanessa (em Fallin’ For You), John Mayer (em Heartbreak Warfare) e Lu Alone (com Not The Right Day) fizeram por merecer estar ali. Impossível não ouvir as canções e não se recordar da novela. Baixei todos os cd’s das trihas!




Seria impossível falar de todos que fizeram esta novela, que foi mais do que só um sucesso. Chegando a superar as novelas das nove horas Passione e Insensato Coração, TiTiTi cumpriu sua missão e deixa o horário das sete horas da Rede Globo sem um motivo para reclamarmos. Á todos que ajudaram direta e indiretamente, o meu agradecimento por terem feito uma trama tão fantástica e envolvente. E mesmo quem eu não citei do elenco ficou gravado na minha memória, no meu coração. TiTiTi se vai, mas as lembranças de uma das novelas mais geniais que já assisti ficam. Neste momento, inesquecível é uma palavra que define tudo o que eu quis dizer. E que venham muitos outros tititis que nos viciem tanto quanto a trama de Maria Adelaide Amaral viciou.


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TEM RECADINHO PRA VOCÊS AQUI ACIMA DA PÁGINA DE POSTAGEM!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ma musique parfaite

 

Ah, a música. Desde pequeno sempre fui louco por música. A melodia, a harmonia, os vocais… Tudo me era mais do que sedutor. Naquele período, eu poderia sem medo me considerar eclético, musicalmente falando. Porém, fui crescendo. E à medida que ganhava centímetros, meu gosto musical ia se afunilando cada vez mais. Excluí pagode, tecnobrega, calypso (sim, eu ouvia tudo isso) da minha playlist. Até que cheguei ao ponto de ter certeza do que gosto e do que não gosto.

 

Neste momento, estou escrevendo inspirado pelo estilo pop. De longe, é meu favorito – o que não me impede de curtir rock, folk ou indie. Ouvir Mika, Lady Gaga, Fergie, Rihanna ou Céline Dion me inspira. Principalmente naqueles momentos em que eu não tinha de onde tirar a essência para meus textos. E acredito que a música perfeita para mim seria neste estilo. Nada me motiva mais a escrever d que a música pop. Consigo encontrar a palavra exatas tanto em “Quelqu’un m’a dit” da Carla Bruni quanto em “Comment te dire adieu”, performizada pelo Mika. É quase inexplicável! Simplesmente existe uma conexão entre mim e as canções que tanto me inspiram!

 

Com essa conexão, ficaria bem mais fácil compor uma música legal, daquelas que você ouve uma vez e não se esquece nunca mais. Minha música falaria de amor, de uma forma bem alegre (e sem um pingo de “vou-cortar-meus-pulsos”, lógico"). Falaria de amizade, da beleza da vida. Das melhores cores e das delícias de surpresas que que o destino nos reserva. Comporia sobre o céu, o mar, a lua e as estrelas. Minha canção poderia facilmente ser taxada de “sem organização”, mas acredito que eu não ficaria satisfeito falando ou só de amor, ou só de amizade, ou só das belezas da vida. Mesmo que a música virasse uma redação, já estaria feliz só por ter a certeza de que havia escrito algo com o qual as pessoas iriam se identificar! Porque afinal, a música foi feita para fins identificativos, não é mesmo? E é impossível não se achar na letra da sua canção favorita cantada pelo seu ídolo!

 

Minha música poderia nem ser tocada nas rádios, mas para mim bastaria se ela mexesse com você. Do brega ao pop, tem sempre alguém gostando, não é? Então para quê se preocupar? Vamos ser felizes com as músicas das nosas vidas, do jeitinho que elas forem!

 

 

Pauta para o Blorkutando – 129ª Semana : Minha Música

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LUTO OFICIAL: ACABOU TITITI.

 

Do seu escritor-aspirante,

 

Tiêgo R. Alencar

terça-feira, 15 de março de 2011

Cartas, cartas, cartas

Prontinhas as cartas das meninas que são e que não são da máfia das cartinhas <3


Como bem vocês sabem, eu sou uma pessoa antiga. Sempre prezei o costume não tão moderno, mas muito prazeroso e delicioso de trocar cartas. Desde que descobri esse meio de comunicação, em 2005, fui gostando cada vez mais e mais e hoje eu sou simplesmente fascinado pela magia que o carteiro traz ao bater no meu portão dizendo que tem carta pra mim - sim, até a CARTEIRA (vocês sabiam que as mulheres arrasam entregando cartas, né? A Dulce já tá no coração. hahahaha) me conhece de tanto que chega carta pra mim. Só que de uns tempos pra cá, a ascensão gloriosa de uma tal de internet ESTRAGOU com o encanto que as cartas proporcionavam. Ninguém mais queria trocar cartas e pior, pra ficar horas no Twitter  ou jogando conversa fora no MSN. Isso me entristeceu MUITO, mesmo eu sendo um viciado na web. Deusa Nyx sabe que eu valorizo muito o papel e a caneta. Até meados de 2008, eu pensava que fosse só eu que ainda era adepto desta prática. Só que me enganei, redondamente.

Por culpa da Gwen e de um plano muito legal dela de homenagear a revista Atrevida, acabei conhecendo-a. Virei fã desde que um texto dela foi publicado na revista em agosto (?) de 2008 e eu senti que precisava conhecer melhor aquela guria. E graças ao Orkut, esse lindo, nos conhecemos. Trocamos endereço, e não muito tempo depois, as cartas começaram a chegar. Uma atrás da outra, duas por mês. Isso me reanimou, totalmente. Minhas esperanças haviam triplicado. Ainda existiam pessoas que gostavam de trocar cartas! Não tardou muito para que eu fosse conhecendo gente com o mesmo amor pela escrita e por esse meio de comunicação. Depois vieram a Lays, a Van, a Isa, as meninas da Máfia das Cartinhas Amanda, Rúvila, Deyse e também as divíssimas Mayara e Bia TM que quiseram entrar na brincadeira comigo. Nem preciso dizer que estou FELICÍSSIMO com tudo isso, né? De repente, meninas lindas e sensacionais e que tem o mesmo amor pela escrita em comum trocando cartas comigo! Ainda estou em êxtase.

Suas lindas e sensuais, minhas cartas estão chegando logo mais na casa de vocês! Foi simplesmente mágico escrever cada uma delas e tenho orgulho por cada uma de vocês cultivar um ato tão legal como este. E que um dia meu acervo de cartinhas esteja do tamanho do meu contentamento por vocês quererem trocar cartas comigo!

Antes de concluir o post, foto do meu atual tesouro:

Ih, eu tinha muito mais do que isso. Mas minha sábia mãe achou que minha caixinha linda da dona Baratinha (MENTIRA) não era nada de mais e simplesmente tacou no lixo. Cheguei em casa da fisioterapia no comecinho de 2008 VIRADO NO CÃO morrendo de dor e ainda fico sabendo dessa. DÓI até hoje só de lembrar disso, olha. Eram quase 50 cartas acumuladas de 2005 até janeiro de 2008! :O

Meu maço lindo de cartas since novembro de 2008

E é isso, musos! Quem ainda duvidou da minha paixão por escrever, CALE-SE AGORA E ME MANDE UMA CARTA! Entre em contato comigo por comentário, por Twitter ou por sinal de fumaça. GRATO!

***
Oi, bebês!
Já falei quase tudo o que tinha pra falar pra vocês hoje. Eu ia postar uma coisa melosérrima, mais do que mel. MAZAÍ tive a ideia de postar isso e fomentar a prática do envio de cartas - e não e-mail, tá? - porque meu blog também é cultura, né. Tenho só algumas considerações pra colocar porque o post tá imenso e eu não gosto nada disso porque vocês não vão ler nada:

1) O QUE FOI O THALES SE DECLARANDO PRO JULINHO ONTEM EM TI TI TI? Dei uma morrida básica! Eu já estou apaixonado, vendo essas coisas então... Fico ainda mais! VEM GENTE! É a última semana da novela e tá tendo babado atrás de babado então NÃO SEJAM TOLOS E OUTS e arrasem! Tititi é TEMDENSIA E tá parei.
2) Hoje recomeça as aulas no meu curso de francês! Cá vou eu para o quinto semestre, cheio de expectativas! Posso realizar meu sonho de ir fazer intercâmbio esse ano! Torçam por mim!
e 3) QUEM ME AJUDA A CONTROLAR A ANSIEDADE PRO INÍCIO DA UNIVERSIDADE?


Do seu escritor-aspirante,

domingo, 13 de março de 2011

Todos amam Vitória, parte 2

- GUTO? – exclamei, um pouco surpresa e feliz demais do que deveria ter parecido, pra quem estava decidida há um segundo atrás.

Ele me olhou, sorriu daquele jeito que só ele sabe sorrir e disse, fazendo cada parte do meu corpo estremecer ao pronunciar aquelas palavras:


- Você não devia estar surpresa. Eu havia dito a você que nunca duvidasse da minha palavra, não disse? – ele parou de bater os pés impacientemente, levantou-se do sofá e caminhou até minha direção. Não vou dizer que quis fugir dali porque eu não queria; meu desejo era abraçá-lo, beijá-lo ali mesmo, sem pudor nem nada.

Mas eu tenho uma coisa muito legal chamada bom senso, que me impediu instantaneamente de fazer algo involuntário porque um, eu estava em casa e dois, eu não ia morrer de remorso horas depois me sentindo uma piriguete por tê-lo atacado.


- Não, Guto, a gente já conversou tudo o que tinha pra conversar. E você não tem o direito de vir até aqui pra…


- Pra isso? – ele me interrompeu, calando minha boca com seus lábios. Mais uma vez me sentia como se fosse cair no chão, tamanho era o jeito como o ele me beijava. Fiquei furiosa, mas não reuni forças o suficiente para me afastar dele. Para minha surpresa, depois de morder meus lábios como da primeira vez em que havíamos ficado, ele me soltou e antes que eu pudesse reagir de alguma forma, Gustavo simplesmente disse:


-  E não pense, depois disso, que eu vou desistir de você tão fácil – e caminhou até a porta.

Lógico que quis matar aquele garoto. Ele não podia ter ido até a minha casa às dez horas da manhã só pra me beijar e sair assim, como quem não fez nada. Que idiota que eu sou! Nunca tinha me sentido tão fraca assim, eu deveria ter sido mais dura! Não adiantou de nada lembrar do bom senso se o físico… bem, se o físico parecia tão mais irresistível. Aquela enxurrada de pensamentos ia tomar conta de mim se minha mãe não aparecesse para me despertar do devaneio.


- O bonitão sempre te deixa assim? Devo proibir algo entre vocês?


Fui pega desprevinida com as palavras de mamãe. Ela sempre foi liberal comigo a respeito de namoros e tudo, mas ela nunca parecia me empurrar para os caras que eu parecia me interessar, o que estava acontecendo naquele instante. Senti na voz dela o apreço pelo Guto. E eu decididamente detestei aquilo.


- Quer que eu seja bem sincera, mãe? Nunca mais quero ver esse idiota na minha vida! – disse, sem transparecer um pingo de indecisão.


Só que minha mãe sabia como me desarmar.


- Não foi o que pareceu quando você correspondeu ao beijo dele com tanta… receptividade, digamos assim – disse ela, completando com um risinho adolescente. Quis me enterrar naquele instante.


- A senhora viu? – perguntei, pasma.


- Claro que sim, sua boba. E não pense que não gostei. O rapaz me pareceu uma boa pessoa, deu pra perceber pela conversa dele. E eu não preciso nem pensar muito pra perceber a sua indecisão entre ele e outro cara. É isso, não é?


Eu simplesmente me detesto. Sou óbvia demais!


- É isso. E se a senhora não se importa, vou me deitar na cama e só acordar na próxima reencarnação, quem sabe isso não resolva todos os meus problemas – disse impassível, me retirando da sala sem dar chance para minha mãe responder. Eu me detestava quando tinha que fazer isso, mas a mania da minha mãe de querer ser adolescente às vezes me irritava. Não que eu não achasse o máximo, mas nessas horas eu preferia sofrer sozinha. Sim, eu sou masoquista.


Subi as escadas de volta para o quarto, enquanto ainda tentava absorver o que o Guto tinha feito comigo. Aquele cara não me merecia. O Rodrigo sim era perfeito pra mim. Mas porque era tão fácil assim do Guto mexer comigo? O que eu precisaria fazer para ele deixar de ser tão insuportável e irresistível?

Joguei-me na cama querendo muito uma luz. Minha cabeça precisava ser iluminada com algo que clareasse, não que deixasse só visíveis as coisas. Porque eu tinha que estar apaixonado por irmãos? E porque eles tinham tanto que fazer meu tipo?


Eu na certa passaria o resto da manhã e do dia lindo que fazia lá fora pensando nessas interrogações, mas eu tenho a sorte de contar com a Pri pra animar minha vida. Meu celular vibrou nos bolsos e era ela, me convidando por SMS para ir à uma festa na casa de um amigo nosso, o Luís. É, bem que eu estava precisando me animar… Era o que eu precisava, de uma festa para esquecer aquilo tudo. Era isso. Ao invés de me martirizar com a situação Rodrigo-Gustavo, acabei me deixando levar pelo lado menininha e planejei todos os meus passos para aquela noite.


* * *

Pri passou pontualmente às nove para me pegar. Eu já estava mais do que animada para a festa e entrei totalmente sem neuras naquele carro para ir ào aniversário do Luís. Não teria Rodrigo muito menos Gustavo para me impedir de ser feliz. E eu não ia perder meu tempo pensando neles com uma festa daquele nível para eu me divertir. O estilo balada do lugar me surpreendeu quando entrei naquela casa, devidamente equipada para o momento. Já estava apinhado de gente e só de sentir a vibração daquele lugar já me senti um tanto melhor. Decididamente era tudo o que precisava.

Eu e Pri estávamos no melhor da dança quando aquele cheiro, aquele perfume me preencheu. Mais uma vez, me senti inválida. Eu não ia lutar contra aquilo de novo. Aquele cheiro era irresistível, simplesmente. Guto me agarrara por trás e a Pri, ao invés de me proteger daquela tentação, acabou dando espaço para que ele se aproximasse de mim. Infelizmente. Eu conhecia o cheiro dele, mas eu tinha esperança de que não era ele. Pelo menos eu tinha, até ele me puxar contra ele e mais uma vez me extasiar com seu beijo.

O que eu não contava era que Rodrigo assistia à cena, totalmente arrasado.