terça-feira, 22 de maio de 2012

Me dá um abraço?



Poucas coisas são tão simples, prazerosas e aconchegantes quanto um abraço. Durante a vida, pessoas passam, de todas as formas, jeitos e estilos. O contato que mantemos com cada uma delas é fator decisivo na real significância delas em nossas existências e eu creio que não exista meio melhor do que abraçar para provar para uma pessoa o quão querida ela é para nós.

Particularmente, adoro abraços. Não consigo explicar de maneira decente a relação mágica que tenho com este ato. Abraçar vai além de pressionar o corpo contra o de outra pessoa. Não, muito pelo contrário! Um abraço é uma demonstração de carinho tão grande que parece absurda a ideia de que tantos sentimentos possam ser transmitidos por meio de um ato tão singelo quanto. Aquele choque gostoso por estar perto de quem você gosta é indescritível! É uma sensação maravilhosa quando sabemos aproveitar (aliás, qualquer coisa simples quando sabemos aproveitar acaba se tornando algo fantástico, não é mesmo?).

Lembro que sempre fui carinhoso com meus amigos e parentes. Mesmo só com os conhecidos, faço a maior questão de mostrar que me importo. Como? Com um abraço. Ou dois, três, quatro. O abraço fala por nós. Nas mais diversas situações, podem comprovar: a ausência de palavras exige um abraço. No fim de um relacionamento, ao invés dos clichês de sempre como "vai ficar tudo bem" e "é assim mesmo", abraçar funciona muito bem como um articulador de emoções. Mesma coisa na perda de alguém próximo ou fatos parecidos. O abraço faz com que a gente não se sinta só. E na união, fazendo minhas as palavras do ditado, somos mais fortes. Bem mais fortes.

Abraçar é tão bom! Vamos começar a enxergar neste ato a solução? Seja para aqueles dias de cão, seja para a falta de palavras, enfim. Podemos nos perder nos sentimentos provocados pelo abraço sincero. Inclusive já existem até pesquisas comprovando os benefícios do abraço. Ainda está perdendo tempo? Corre para abraçar alguém! Um abraço!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Patinho feio? Nunca mais.


Modéstia à parte, minha família é linda. Meus pais são lindos, meus irmãos são lindos, meus primos são lindos. Todo mundo é lindo. E parecia que eu fugia à regra. Eu olhava no espelho e via só aquele borrão estranho e diferente dos demais. Eu me sentia bem deprê quando parava para pensar nesse tipo de coisa e vocês não imaginam o quão mal isso me fazia. Não pensava em outra coisa senão em como eu parecia menor perto deles inferior. Pode até soar autodestrutivo, mas era mais ou menos isso que se passava pela minha cabeça. Mente bem imatura, sabe como é.
Pois então, o patinho feio percebeu que tinha que existir um jeito de compensar toda aquela feiúra física e que me distanciava daqueles ideais de beleza dos quais meus irmãos se encaixavam. Tentei praticar exercícios, não rolou. Tentei aprender a falar que nem os descolados da galera, não colou. Tentei ser uma pessoa que eu não era e definitivamente isso só fazia eu me sentir ainda mais feio. Até que, um tempão depois, vi que a solução estava bem debaixo do meu nariz e só eu não queria enxergar.
A solução estava dentro de mim mesmo. E cabia apenas ao Tiêgo constatar aquilo.
Foi aí que eu passei a valorizar o que eu sou. Se eu sou alto demais, ótimo, dá pra alcançar aquelas prateleiras mais altas. Se eu sou diferente demais dos meus irmãos (até no nome), excelente! É exatamente o que eu quero: ser percebido pelas minhas particularidades. E se eu não sou bonito, sinto muito, mas eu me amo e me aceito do jeitinho que eu sou, com minhas orelhas grandes, com meus cabelos bagunçados e meu andar desengonçado.
Você é você. Não importa a sua cor, a sua raça, a sua nacionalidade, o formato do rosto ou a altura. Você é lindo, você é linda! E não é preciso alguém parar e lhe admirar para que você perceba isso. Ser bonito e se sentir bem consigo mesmo vai muito além de ir à uma academia, se matar de malhar e no final das contas, continuar com a autoestima lá em baixo. Acredito que não é a sua beleza física que vai dizer quem você é. Não mesmo.
E só para finalizar, hoje me disseram que eu sou lindo. Preciso dizer mais alguma coisa?

***

Mil desculpas pela ausência, galera. A universidade está a mil por hora e eu não tô tendo tempo nem pra me coçar! Mas agora os professores entraram em greve e terei uma folguinha por tempo indeterminado. Vamos torcer pra que eu continue frequente por aqui! Sinto tanta falta daquela assiduidade de antes! =/ Ah, e em tempo: cantei pela primeira vez na vida para o público de um auditório, tenho que fazer um artigo científico com tudo o que tem direito, recebi um convite para palestrar fora do meu estado sobre a escrita juvenil e ainda recebi proposta de publicação de um livro, acho que emagreci dois quilos e tive a difícil tarefa de terminar um relacionamento e, mesmo assim, meu coração anda me deixando pirado. Tá bom pra vocês? hahahaha Até a próxima, queridos!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Conheça o blogueiro


Recebi o meme da Jenny, minha amiga linda e sensacional e fashion e maravilhosa do Meu Outro Lado. Vamos ao question-réponse? :D


1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?
R:  O meu blog surgiu após três outras tentativas frustradas de manter um. Sempre gostei de escrever e já escrevia (para mim mesmo, rs), só que não era o suficiente; só aquilo não me bastava. Foi quando resolvi me revelar ao mundo. Já tive dois blogs no Uol Blog no período de 2006-2007 e 2007-2009. E sem aguentar muito tempo longe da blogosfera, me mudei pro Blogger, com o Opinião Formada que não vingou. E como eu já tava de saco cheio de ficar mudando de domínio, resolvi ficar no Blogger mesmo. No dia 17 de julho de 2009, nasceu o A Pseudociência na minha última tentativa de manter um blog. E pelo visto deu certo! São quase três anos no ar! 

2. Origem do nome do blog:
R: A denominação "A Pseudociência" surgiu totalmente por acaso, enquanto eu fazia uma pesquisa para um trabalho de história! Eu já tinha abandonado o Opinião Formada e estava em busca de um novo nome para o seu substituto. Eis que eu passava os olhos por um livro quando de repente acho um box intitulado "As pseudociências e suas contribuições para a história". Nada do que estava contido ali me interessava (história = zzzzz), mas o termo "pseudociência" me interessou. E MUITO. Quando fui procurar o significado, tinha tudo a ver com o que eu procurava. O que eu pretendia passar era tudo aquilo baseado em minhas experiências, vivências ou em coisas produzidas pela minha imaginação e eu não teria nada com base em conhecimentos científicos. Ou seja, a minha pseudociência seria construída a cada texto, a cada post, a cada história nova. O nome combinou tão bem comigo que o mantive até hoje!


3. Você tem/teve outros blogs além desse?
R: Como já havia dito, tive outros três blogs antes desse. O primeiro foi o "Diário do Tiêgo", hospedado no Uol Blog e, não muito tempo depois, veio o "Ideia Sem Acento", que foi o que durou mais tempo depois do A Pseudociência. E por fim, tive o Opinião Formada, no qual fiquei pouco mais de dois meses antes do A Pseudociência nascer.


4. Já pensou em desistir alguma vez do seu blog?
R: Já, uma única vez, quando iniciei minhas aulas na universidade semestre passado. Fiquei muito sufocado com tanta coisa pra fazer de uma vez só que achei que não fosse dar conta de blogar. Estive a um passo de deletar o blog, mas eu fui resistente. E não tive coragem de fazê-lo. Ainda bem!


5. Mande uma mensagem para seus seguidores:
A todos que visitam meu blog, seguidores ou não, frequentes ou não, quero agradecer infinitamente. Vocês contribuem muito para que eu tenha cada vez mais vontade de escrever. Podem criticar, elogiar, o que for. Agradeço por cada palavra dita depois de ler um texto meu. Sou imensamente feliz por ter pessoas tão legais desfrutando da minha escrita! Vocês são o máximo! E desculpem-me se eu sumo daqui de vez em quando! hahaha



Sobre o blogueiro

1 - Uma música: Mika - We Are Golden (minha música favorita de longe sim ou claro?)
2 - Um livro: agora pegou... Complicado escolher só um, mas vamos lá: Histórias da Turma, de Márcia Kupstas, por ter sido o principal responsável pelo meu incentivo à escrita.
3 - Um filme: Cisne Negro. Sem mais.
4 - Um hobby: Escrever!

5 - Um medo: perder minha mãe.
6 - Uma mania: comer açaí com ovos sem medo de ser feliz <3
7 - Um sonho: conhecer Paris!
8 - Não consigo viver sem: internet. Porque eu sou realista, rs.
9 - Tem coleção de alguma coisa? CARTAS! <333 E livros também, mas colecionar mesmo de colecionar só cartas <3
10 - Gostaria de fazer alguma outra pergunta para os próximos participantes? O que você mais gosta de fazer em dias de frio?
11 - Um momento marcante na sua vida (pergunta da Jenny): ter me recuperado da paralisia facial.

Indique 10 blogs para fazer esse meme: indico a todos os lindos e lindas que me leem e que eu sei que vão responder com tanto carinho quanto eu respondi. Um beijo!

Conheça o blogueiro


Recebi o meme da Jenny, minha amiga linda e sensacional e fashion e maravilhosa do Meu Outro Lado. Vamos ao question-réponse? :D


1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?
R:  O meu blog surgiu após três outras tentativas frustradas de manter um. Sempre gostei de escrever e já escrevia (para mim mesmo, rs), só que não era o suficiente; só aquilo não me bastava. Foi quando resolvi me revelar ao mundo. Já tive dois blogs no Uol Blog no período de 2006-2007 e 2007-2009. E sem aguentar muito tempo longe da blogosfera, me mudei pro Blogger, com o Opinião Formada que não vingou. E como eu já tava de saco cheio de ficar mudando de domínio, resolvi ficar no Blogger mesmo. No dia 17 de julho de 2009, nasceu o A Pseudociência na minha última tentativa de manter um blog. E pelo visto deu certo! São quase três anos no ar! 

2. Origem do nome do blog:
R: A denominação "A Pseudociência" surgiu totalmente por acaso, enquanto eu fazia uma pesquisa para um trabalho de história! Eu já tinha abandonado o Opinião Formada e estava em busca de um novo nome para o seu substituto. Eis que eu passava os olhos por um livro quando de repente acho um box intitulado "As pseudociências e suas contribuições para a história". Nada do que estava contido ali me interessava (história = zzzzz), mas o termo "pseudociência" me interessou. E MUITO. Quando fui procurar o significado, tinha tudo a ver com o que eu procurava. O que eu pretendia passar era tudo aquilo baseado em minhas experiências, vivências ou em coisas produzidas pela minha imaginação e eu não teria nada com base em conhecimentos científicos. Ou seja, a minha pseudociência seria construída a cada texto, a cada post, a cada história nova. O nome combinou tão bem comigo que o mantive até hoje!


3. Você tem/teve outros blogs além desse?
R: Como já havia dito, tive outros três blogs antes desse. O primeiro foi o "Diário do Tiêgo", hospedado no Uol Blog e, não muito tempo depois, veio o "Ideia Sem Acento", que foi o que durou mais tempo depois do A Pseudociência. E por fim, tive o Opinião Formada, no qual fiquei pouco mais de dois meses antes do A Pseudociência nascer.


4. Já pensou em desistir alguma vez do seu blog?
R: Já, uma única vez, quando iniciei minhas aulas na universidade semestre passado. Fiquei muito sufocado com tanta coisa pra fazer de uma vez só que achei que não fosse dar conta de blogar. Estive a um passo de deletar o blog, mas eu fui resistente. E não tive coragem de fazê-lo. Ainda bem!


5. Mande uma mensagem para seus seguidores:
A todos que visitam meu blog, seguidores ou não, frequentes ou não, quero agradecer infinitamente. Vocês contribuem muito para que eu tenha cada vez mais vontade de escrever. Podem criticar, elogiar, o que for. Agradeço por cada palavra dita depois de ler um texto meu. Sou imensamente feliz por ter pessoas tão legais desfrutando da minha escrita! Vocês são o máximo! E desculpem-me se eu sumo daqui de vez em quando! hahaha



Sobre o blogueiro

1 - Uma música: Mika - We Are Golden (minha música favorita de longe sim ou claro?)
2 - Um livro: agora pegou... Complicado escolher só um, mas vamos lá: Histórias da Turma, de Márcia Kupstas, por ter sido o principal responsável pelo meu incentivo à escrita.
3 - Um filme: Cisne Negro. Sem mais.
4 - Um hobby: Escrever!

5 - Um medo: perder minha mãe.
6 - Uma mania: comer açaí com ovos sem medo de ser feliz <3
7 - Um sonho: conhecer Paris!
8 - Não consigo viver sem: internet. Porque eu sou realista, rs.
9 - Tem coleção de alguma coisa? CARTAS! <333 E livros também, mas colecionar mesmo de colecionar só cartas <3
10 - Gostaria de fazer alguma outra pergunta para os próximos participantes? O que você mais gosta de fazer em dias de frio?
11 - Um momento marcante na sua vida (pergunta da Jenny): ter me recuperado da paralisia facial.

Indique 10 blogs para fazer esse meme: indico a todos os lindos e lindas que me leem e que eu sei que vão responder com tanto carinho quanto eu respondi. Um beijo!

sábado, 21 de abril de 2012

Da série "this is the real life?"

Hora de falar sério, galera.
Já fazia um bom tempo desde que eu não passava pela rua sem que viesse algum desocupado gritar um "viado!" ou "lá vai a mocinha" para perturbar. E há muito deixei de me preocupar com essas agressões verbais até porque não é digno da minha pessoa deixar que isso continue me abalando. Mas eis que ontem aconteceu algo para o qual eu decididamente não estava preparado. E que me deixou deveras preocupado.
Ontem à noite eu voltava para casa com meu parceiro quando passamos em frente a um palco em uma praça onde se concentram pessoas de todos os tipos. Naquele momento, em especial, os jovens evangélicos estavam em peso ali para um show que aconteceria logo mais. Para falar a verdade, eu não fazia ideia de que teria alguma programação naquela praça que geralmente é tranquila, mesmo nas sextas. Até que eu tive a infelicidade de atravessar a rua e passar pela calçada da praça, onde estava mais iluminado e menos arriscado, pois já era uma hora considerável da noite. Abracei meu parceiro, nos despedimos e cada qual seguiu seu caminho. Alguns metros à frente, um grupo de garotos que provavelmente estavam ali para o show começou a rir. E eu sem entender absolutamente nada. Foi quando passei em frente ao banco no qual eles estavam sentados que eu entendi a palhaçada. O que saiu da boca do que pareceu "o líder da gangue", com estas exatas palavras em minha direção, foi:

- "É, é por causa de gente desse tipo que o mundo está desse jeito." - soltou o rapaz que parecia estar com a língua coçando para soltar a infeliz frase.

Precisei respirar fundo, olhar bem no rosto do menino que falou e me deparar com a frase que estava na camisa dele: "Sou + Deus". Normalmente eu não discuto com gente preconceituosa de cara até porque tenho mais pena de gente que pensa assim do que vontade de gastar saliva com elas. Mas naquele instante, fiquei tão perplexo que aquilo tinha partido de um menino que se dizia tão "de Deus" que as palavras me fugiram. Fiquei com pena, senti-me constrangido por ter que explicar o mesmo be-á-ba que explico para todos os meus amigos que são evangélicos e não deixam de gostar de mim pelo o que eu sou. Apenas disparei um "não vale a pena discutir com quem tem vocação pra idiota" e virei as costas, sem medo de ser, sei lá, apedrejado, espancado ou essas coisas horrorosas que são cometidas por preconceito que vemos praticamente todos os dias nos jornais. Ainda tiraram graça com o que eu disse, distorcendo tudo em vozes finas e me xingando de coisas que prefiro nem transcrever.

Cheguei em casa e me afoguei em reflexões para tentar entender o que de fato está acontecendo com o pensamento humano.

Sério, galera, não dá para engolir tanta contradição. Como já citei ali em cima, tenho diversos amigos (inclusive melhores amigos) que são evangélicos e nossas relações não poderiam ser melhores! Ou seja, por causa de algo que supostamente creem que é o correto (no meu caso, homem e mulher), acabam cometendo um crime consigo próprios: traem a própria crença. E aquele clichê-chavão da religião evangélica que diz que "Deus é amor", aonde entra nessa história toda? O certo não seria o "amai-vos uns aos outros como eu vos amei" ou algo do tipo? Tem alguma falha de coesão e coerência acontecendo com essa fanática pela religião que segue. Tem mesmo.
Quem me acompanha no O Quanto Quiser leu este texto meu falando sobre a fé que eu tenho. Acredito em Deus e eu não vou deixar de ser quem eu sou só porque está escrito em um livro (que eu não tenho a menor vontade de ler) que a relação entre dois homens não pode acontecer. Não vou mesmo. E se ainda tem gente achando que intimidar gays falando sobre pecado e tudo o mais dá certo, é bom dar uma revisada no repertório, porque esse argumento aí já deu o que tinha que dar. Não julgo ninguém pelo o que aparenta ser, pelo o que acredita ou pelo o que curte, mas sim pelo o que a pessoa é. Não me importo em ser chamado do que for, só que não dá para acreditar que a hipocrisia ainda esteja tão estampada na cara lisa de quem se acha correto por seguir o que toda uma sociedade postula como correto. E que ninguém faça nada para reverter isso, principalmente dentro de si.
Detesto admitir que esse fato lastimável tenha servido para alguma coisa. Transformei em um texto e espero que vocês todos tenham suas doses diárias de realidade tomadas depois de lê-lo. Porque tudo pode estar perfeito para você, mas infelizmente existe mais mundo real do que a fantasia pode suportar. Você querendo ou não. Querendo eu ou não.

sábado, 14 de abril de 2012

Da saudade de escrever


Ontem, após um dia daqueles, felizmente pude contar com algum tempo do descanso que eu não conheci durante toda a semana; quando não era a universidade com suas mil e uma implicações em minha vida, era o trabalho ou os cursos que faço de francês e inglês, para não contar um relacionamento que está sobrevivendo (graçasadeusmente) à toda essa loucura que é minha vida. Mas sabe quando você se pega pensando em algo que você não fez e que se arrepende muito de não ter feito? Pois então, foi exatamente isso que senti quando agarrei aquela pausa noturna da loucura diária para pensar.
E pensar em como eu era feliz e não sabia (por mais clichê que isso possa parecer).
Assim que parei para pensar, lembrei de 2009. Foi um dos piores anos da minha vida, porém foi o ano em que eu mais cresci como homem. Naquele ano, eu me vi preso em algo do qual eu precisaria me libertar por minhas próprias mãos - e assim o fiz. Em 2009, depois de mil tentativas frustradas, nasceu o A Pseudociência e desde então estamos juntos numa parceria que, se depender de mim, vai longe. E foi mais ou menos aí que meus pensamentos pararam. Eu sinto falta de escrever como eu escrevia antes. Não sou mais o mesmo há muito tempo e eu entendo isso perfeitamente. Só queria nunca ter perdido aquele jeito tão singular que eu tinha de lidar com as palavras. Hoje elas já não me saem mais com tanta facilidade quanto saíam há três anos atrás e isso me dói, mesmo que seja a mais pura verdade. Não é possível que eu tenha me tornado refém da obrigatoriedade para poder escrever e me sentir livre de mais uma obrigação. Não, muito pelo contrário! No dia em que isso acontecer, podem ter certeza que eu não serei eu mesmo. Pois eu escrevo pelo simples prazer de ver grafado tudo aquilo que se passa em meu coração.
Não sei como explicar. Mas sei que não sou mais o mesmo. Cresci, adquiri responsabilidades, tornei-me gente, por assim dizer. Só que a saudade fica. A saudade de falar das vingancinhas do colégio, a saudade de falar de como foi ruim a minha nota em geografia, a saudade de falar sobre como eu enxergava o meu futuro. Tudo mudou. E bem ou mal, não tem mais volta.
O que me resta é continuar perseverando que a escrita nunca deixará de fazer parte de mim. Podem vir mais dez, vinte anos. Ela estará intacta, correndo em minhas veias junto com meu sangue. Apenas se adequando aos meus mais diversos momentos - tal como absolutamente tudo nesta vida.
Um desabafo, um relato, não sei no quê este texto se classifica. Só sei que escrevê-lo não doeu. E só confirmou as minhas suspeitas: o escritor ainda vive!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

01 mágoa: hiatus

Pode até ser que isso nem chegue a ser um hiatus, mas enfim: galera, estou completamente enrolado com a universidade, meus cursos de línguas e meu trabalho. Estou muito pendente com vocês e já tenho dois textos escritos no papel que só faltam serem passados pra cá. Mas infelizmente a falta de tempo não está colaborando. Quando eu o consigo, preciso estudar e resolver problemas, então blogar está ficando complicado. Não abandonarei o A Pseudociência, a quem interessar possa, mas preciso que vocês se acostumem com minha ausência. Fui inventar de brincar de ser adulto, deu nisso. Vejo vocês assim que eu me desenrolar. Beijão!

terça-feira, 27 de março de 2012

Acasos, I

- Ops, c'est pas ça. - eu o corrigi, ao ver que ele conjugara o verbo "aimer" no tempo errado.

Ele olhou mais uma vez e constatou o erro. Deu uma risada e não hesitou em olhar bem nos meus olhos e murmurar um "merci" meio tímido, meio desajeitado, porém sincero. "Pas de quoi", respondi.
Silêncio.
Terminamos o exercício e, mesmo naquele incômodo silêncio, senti-me deveras conectado àquele cara estranho. E para dizer a verdade, ele nem era mais um estranho. Já era como se nos conhecessemos há séculos mesmo, a julgar pelo grau de intimidade com o qual um brincava com os erros na fala e na escrita de francês do outro. Eu não tinha (nem tenho) o hábito de me identificar tão rápido com as pessoas (pé atrás sempre, sabe como é), mas daquela vez foi diferente.
Eu acredito em destino. E naquele momento, naquela conversa, ele suspirou bem ao pé do meu ouvido: virão surpresas.

- Ainda me sinto tão verde em francês - lamentou-se. - Preciso de aulas. Um intensivão de francês. Se algum nativo vier falar comigo, não vou saber dizer nem um um 'bonjour' direito!
- Sério? Je ne crois pas! Qu'est-ce que tu penses, estou estudando para isso. Posso te ajudar se você quiser - propus, meio receoso da resposta.
Ele nem me deixou respirar.
- Que horas? Quando? Onde? É só me falar que estarei lá.
- Onde você achar melhor - disse, um pouco mais aliviado pela animação em suas "indagações afirmativas".
- Pode ser amanhã? Estarei livre depois do almoço.
- Por mim, perfeito. Ma... - fui interrompido pelo barulho dos colegas comemorando o fim da aula, guardando cadernos, livros e apostilas. Respondemos à chamada e, após arrumarmos nossas coisas, atravessamos juntos o hall de saída. Impossível esquecer daqueles olhos me paralisando antes de nos separarmos no portão e me congelando por dentro.
- Então amanhã a gente se vê, n'est-ce pas, mon ami? - confirmou novamente com uma pergunta e até ri ao o constatar.
- Oui, oui, après le déjeuner, j'vais chez toi. Étudiez le sujet de la classe! - aconselhei, enquanto ele permanecia estático, sem a menor pretensão de sair dali.
Encarando-me.
Aquilo me intrigou. Não que eu não fosse nenhum Edward Cullen da vida, mas algo me dizia que eu já sabia o que ele estava pensando.
Ele apertou minha mão por um bom tempo, sorriu, e juntos, total e involuntariamente, dissemos:

- Au revoir! À bientôt!

Cada um seguiu por um caminho. E mais uma vez, como se um tivesse lido a mente do outro, nos viramos e nos encaramos, por uma fração de segundo.
Talvez uma das frações de segundo mais esclarecedoras da minha vida.
Caminhando de volta para casa, vinha refletindo sobre o que estava acontecendo comigo - porque realmente eu não era assim. Mas nem precisei pensar muito.
Assim que cheguei em casa, uma simples mensagem de texto disse tudo o que eu queria ouvir: "Lembra que você me corrigiu quando eu disse 'je t'ai aimé'? Pois você estava certo. Eu não deveria ter utilizado o pretérito perfeito. Mas sim o presente do indicativo. Como é mesmo que se conjuga? Ah, sim: 'je t'aime'. Vraiment. Bonne nuit, ton ami."

sábado, 17 de março de 2012

En aimant



No texto anterior, fui bem claro ao dizer que agora sou fã do "deixa a vida a me levar" life style. E hoje só venho ainda mais reforçar esta teoria de que viver sem preocupações é a melhor coisa que existe - desta vez, por experiência própria.
Sempre tive um certo receio em me jogar de cabeça em relacionamentos. Desde que me entendo por gente, sondo bastante o terreno antes de pisar. Mas sabe como é, a vida tem dessas: uma hora, pega pesado. Na outra, afrouxa o freio e deixa a gente sentir um pouquinho de liberdade. Nesse momento, é assim que eu me sinto. Livre - mesmo que comprometido. É, isso mesmo. Tiêgo R. Alencar está comprometido com uma pessoa que o quer bem e melhor, perto de si.
Tudo aconteceu por um grande acaso do destino (que prefiro não entrar em detalhes para não perder a graça da história) e confesso que a rapidez com que ocorreu me fez perder o fôlego e me assustou no começo. Só que o tempo passa, passa, e vamos aprendendo que conviver é a melhor forma de conhecer. E foi tendo essa convivência que acabei esquecendo do meu receio de relacionamentos inesperados, joguei para o alto muito do que pensava até estes últimos dias, constatei que é muito melhor agarrar as oportunidades que a vida nos dá do que deixá-las escapar sem motivo e decidi que não importa o que acontecer daqui para frente, tirarei uma lição sem que haja arrependimentos - e garanto, por enquanto meu único arrependimento foi não ter dito "sim" mais cedo.
Sabe aquele calor gostoso quando estamos perto de quem a gente gosta? E aquele calafrio só de pensar em chegar perto? Não posso esquecer de citar a palma das minhas mãos molhadas, de nervosismo por estar com alguém tão perfeito para mim que eu fico me perguntando onde ele esteve escondido esse tempo todo. Aquela vontade de estar sempre perto, aquele desejo de abraçar e não soltar mais. Eu precisava disso para ser feliz e eu senti muita, muita falta dessas sensações deliciosas e capazes de entorpecer. É preciso, é necessário viver paixões, amores assim.
O mundo deveria se alimentar deste tipo de sensação.
Impressionante como me sinto feliz. Sem exageros nem nada, sinto-me satisfeito e completo. Como há muito não me sentia. Neste momento, para vocês terem uma ideia, meus dedos estão escrevendo apenas o que meu coração está sentindo e não o que minha mente quer que eles escrevam. A razão já não me é suficiente. Sou guiado por emoções, sou constituído de sentimentos, sou essência de vida! Não preciso mais me prender a nada para sorrir.
Agora sou feliz. Um sorriso me faz feliz, um abraço me faz feliz, um simples olhar já me deixa feliz. E o que você está esperando para viver o que a vida está lhe mostrando? O seu caminho para a felicidade está todo desenhado, basta apenas você se deixar perceber.
Como eu fiz. E olhem como estou agora.

***
Achei que precisava ser um pouquinho mais direto: estou namorando. Podem começar a me jogar pedras e tudo o mais porque fico absurdamente chato quando gosto de alguém. Chato de alegria, chato de emoção, chato de amor! hahahaha Beijão, até a próxima!

domingo, 11 de março de 2012

Piloto automático


Poucas vezes na vida tive tanta emoção a ser vivida de uma vez só. Foram tão poucas as vezes que consigo contar nos dedos quando meu coração deu solavancos sucessivamente. Confesso que sou fascinado por esse tipo de sensação frenética, que não quer saber de parar e que não está nem aí se você quer dar o stop ou não.
Pode até parecer loucura que alguém goste de viver assim, plugado numa tomada de 220v carregada de emoções, mas não me imagino de outro jeito; só aproveitando cada momento, cada oportunidade, sem aquele receio chato do fim das coisas. Não consigo me idealizar esperando por tudo como uma adolescente que aguarda ansiosamente o seu príncipe encantado chegar na porta da sua casa em cima de um cavalo branco. Aliás, a ideia de esperar por algo que eu sei que só depende de mim parece-me um tanto absurda. Como aguardar para comemorar um beijo e um pedido de namoro depois de séculos numa dúvida ou uma nota boa naquela disciplina complicada sem antes correr atrás de tudo isso? As pessoas pensam que ir atrás daquilo que lhes provoca emoções é cansativo, difícil, complexo. E acham tudo isso sem nem tentar, sem nem ter vivido dessa maneira. Sem sequer iniciar o caminho que lhe fará chegar até as sensações que as farão sentir vivas de verdade!
Sentir o controle da situação é bom, mas não é o suficiente porque você fica preso naquele posto sem chance de substituição. Não tenha medo de se permitir, de deixar sua vida no piloto automático. Cansei de achar que a razão me levaria onde eu sempre quis chegar. Cansei de pensar que se levar pelo momento é certeza de cara quebrada. Tive que errar para entender, mas finalmente a ficha caiu: receber uma descarga elétrica de emoção ao ganhar um abraço daquela pessoa especial para você e que lhe faz esquecer de tudo de ruim que lhe aconteceu durante o dia não terá um fim no momento em que os dois corpos se separam. Aquele instante, se aproveitado, poderá durar para o resto da vida, muito malém do que alguns segundos sentindo o calor de outra pessoa.
Se você se permitir nas horas de emoção, tendo prudência, só tem a ganhar. Deixe a vida lhe levar!

***
Amanhã recomeçam minhas aulas na universidade. Desejem-me boa sorte! E o texto está todo retardado porque fui o escrevendo em vários momentos da semana. E adorei fazer isso! Espero voltar logo! Até a próxima!