sábado, 4 de junho de 2011

Pais e filhos, decisões e independência

 

Mãe canadense defende decisão de manter sexo de filho mais novo em segredo

Em artigo publicado neste sábado, uma canadense defendeu a decisão tomada por ela e por seu marido de manter em segredo o sexo de seu filho mais novo, para dar à criança a oportunidade de desenvolver a sua identidade sexual por conta própria. A decisão tomada por Kathy Witterick, 38 anos, e David Stocker, 39, de não revelar o gênero de seu bebê Storm, de quatro meses de idade, gerou uma avalanche de reações - positivas e negativas - após reportagem do jornal Toronto Star, publicada nesta semana. (...)
O sexo de Storm é mantido em segredo até mesmo dos avós das crianças. Apenas os dois pais e os dois irmãos conhecem o gênero da criança, além de um amigo próximo da família e das duas parteiras que ajudaram Kathy a dar à luz. Segundo o Toronto Star, os avós ficaram preocupados com a decisão dos pais de Storm, mas acabaram sendo compreensivos.” (mais sobre, aqui)

Numa sociedade tão adversa e cheia de complexos como a nossa, uma notícia como esta chega a não espantar tanto quanto deveria. Cada vez mais vemos as pessoas lutando por seus direitos, abraçando causas liberalistas e se reunindo em torno de objetivos em comum. Com tudo isso, também passamos a perceber que a presença jovem nestes movimentos se torna constante e crescente, mostrando que a independência está chegando cedo para estes. E os pais estão admitindo surpreendentemente esta precoce maturidade de seus filhos.

Tanto que os da notícia em questão estão permitindo ao seu filho escolher, montar, planejar sua vida desde pequeno. É meio difícil que um menino, vendo os outros jogando futebol e videogame, não se sinta como tal. Mas e se ele não sentir vontade nem prazer nas coisas “de menino”? E se ele preferir brincar de bonecas com outras meninas? Os seus responsáveis já saberão lidar com isso a partir daquele momento, sem tentar dizer o que é certo e o que é errado (conceitos que dificilmente alguém consegue manter por muito tempo, não é?). E mais: já iniciarão a preparação psicológica para arcar com as consequências das escolhas do filho: uma vez que parece que os pais nunca estão prontos para receber a notícia de que ele gosta de alguém do mesmo sexo. Pode parecer estranho sim, mas por mais absurdo que possa parecer, o correto seria sempre permitir que os filhos seguissem aquilo que gostam e acham conveniente. Lógico, não levemos isso para o lado negro da vida, como as drogas por exemplo.

Existindo um acompanhamento por parte dos responsáveis, é possível que decisões como esta mostrem a todos que a liberdade para que seus filhos manifestem sua sexualidade real logo aos primeiros anos de vida. Atualmente, vivemos sobre um regime onde a opiniaão de cada um sobre si vale mais do que qualquer outra coisa. E a autoaceitação, independente de sexo, raça ou o que for, é o que verdadeiramente conta na construção de uma personalidade.

 

Isso seria uma pauta para a 140ª Semana do Blorkutando – Notícia #01.

 

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Oi, lindos!
Tô me sentindo melhor agora, graças aos deuses. DETESTO FICAR DOENTE. Fico insuportável, fico chato e pior, não consigo escrever de jeito nenhum quando sinto dor. Ainda não tô cem por cento, porque a dor desgraçada de estômago ainda permanece e a de garganta também. Enfim, não vou me prolongar aqui. Ah, e minha internet anda péssima! Espero ter explicado minha ausência do blog de vocês, viu? Mas logo mais estarei respondendo aos comentários! Até mais!

Do seu escritor-aspirante

Tiêgo R. Alencar

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