sexta-feira, 13 de maio de 2011

Comprimidos, respeito e uma certa sociedade

 

 

Boa parte dos brasileiros está comemorando o fato de o casamento gay ter sido aprovado e autenticado como legal pela legislação brasileira. Já outra parte considerável condena a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Eu sou a favor, mas sei bem as consequências que a aprovação desta lei terá não só para os gays, lésbicas e afins como para toda a sociedade.

Sem sombra de dúvidas foi um avanço imenso. Tanto na política em si como na cultura tão diversificada do nosso país. Só que a questão em xeque é saber se nós, brasileiros, estamos preparados para este tipo de decisão importantíssima para o desenvolvimento da nação e para quem lutou tanto para um pouquinho mais de igualdade no Brasil. Se tivéssemos a sapiência necessária para entender que cada um é responsável pelo o que é, pelo o que faz e pelo o que fala, talvez o país não estivesse no estado em que se encontra. E como se não bastasse só isso, ainda existe a famosa e trágica repulsa violenta por aquilo que não agrada de maneira alguma. Sei que todos vocês que estão lendo este texto até aqui são pessoas conscientes e que não saem rimpando rapazes no rosto pela rua com lâmpadas fluorescentes; porém, e quem é capaz de cometer atrocidades deste tipo? E aqueles que simplesmente não aceitam a opção sexual do próximo? Porque infelizmente vemos praticamente todos os dias nos telejornais os absurdos que homofóbicos praticam por serem quem são. Não me passa pela cabeça ver um casal gay na rua sem que alguém fique olhando daquela maneira estranha, como se houvesse algo de errado ali.

Se a compreensão, a sabedoria e principalmente o respeito fossem como comprimidos, que a gente toma em doses certas e nas horas certas, aposto como as coisas andariam um pouco melhores. Hoje pela manhã me foi de um impacto tremendamente negativo abrir o notebook, conectar a internet e entrar no Twitter e me deparar com o tema mais comentado do momento o ódio pregado por torcedores do Flamengo pelos nordestinos (no caso o Ceará, time que venceu o rubronegro) por conta do resultado do jogo! Confesso que fiquei bem chateado! Como não se revoltar com xenofobia dentro do próprio país? Aí vocês imaginam o que um homossexual não passará nas mãos de um povo tão desrespeitoso e preconceituoso!

Minha torcida é para que o casamento gay consiga colocar na cabeça complexa das pessoas que a felicidade entre um homem e uma mulher pode muito bem acontecer no matrimônio entre dois homens ou entre duas mulheres. Se bem que eu não acredite em casamentos felizes independentes do sexo... Mas isso aí já é outra história.

 

Pauta para o Blorkutando – 137ª Semana: União Estável

 

[Problemas técnicos no Blogger me impediram de voltar antes. Cá estou e logo mais volto com mais um post novinho! Desculpem pela ausência!]

domingo, 8 de maio de 2011

CRÍTICA: “Antonio Prata, um gênio”

 

Acredito que todos já tenham constatado que meu estilo de escrita é a crônica.  Desde que me entendo por gente, me saio muito melhor escrevendo em primeira pessoa do que em qualquer outra e até os professores reconheciam isso, mesmo que eu me saísse bem nos outros estilos de escrita. Pois bem, voltemos ao assunto que me trouxe aqui hoje: um cronista. Se duvidar, o maior cronista em atividade no Brasil. Conheci o Antonio Prata sem querer, folheando uma Capricho há muitos anos atrás, creio que em 2002/2003. Aquele modo de escrever, aquela versatilidade e o poder de nos contagiar com cada palavra dita fez com que eu me tornasse um fã dos grandes do Antonio, mesmo sem saber um ai sobre a vida dele. A cada texto publicado na revista, fui me interessando mais e mais e certa vez, não podendo mais conter tanta admiração, quis imitar o mestre. Sim, paguei de plagiador e na maior cara de pau fui copiando os termos desconhecidos mesclados com as minhas vivências. Pronto, surgia ali a minha primeira narrativa em primeira pessoa. Que bobo, havia escrito sobre a morte recente do meu cãozinho… Confessei isso tudo só para dizer que a influência que Antonio Prata tem em minha maneira de posicionar cada palavra na formação de um conjunto harmônico é grande. Imensa. Posso até arriscar dizer essencial. Não tenho vergonha em dizer que não tenho como ídolo literário Machado de Assis, nem meu xará de sobrenome José de Alencar e  nem Graciliano Ramos. Não sou hipócrita. Ídolo para mim é aquele que te faz querer seguir atrás dos seus objetivos, que te faz pensar em certas coisas sem fazer esforço e que acima de tudo não apela para nenhum meio para que seja reconhecido como tal. Antonio Prata é meu ídolo. Depois de ler “Adulterado” este final de semana, pude confirmar ainda mais todas as impressões mais do que positivas que já tinha dele. O livro é uma reunião das crônicas publicadas nos quase sete anos em que Antonio escreveu na coluna ‘Estive Pensando…’ da revista Capricho e tem uma mágica sem igual. Sabe aquele livro que você lê cada página como se fosse a última? Então, é deste tipo de livro que eu estou falando. “Adulterado” não deixa a desejar e para quem segue, como eu, o estilo de escrita do Antonio Prata, é imperdível. Não preciso nem dizer (já dizendo) que recomendo muito, não? Só cuidado para uma coisinha: você corre o risco de terminá-lo mais rápido do que gostaria. E essa sensação chata de quero-mais-e-não-tem não é muito legal…

 

 

Título: Adulterado

Autor: Antonio Prata (que não é nada para a Liliane Prata)

Páginas: 148

Onde comprar: na Saraiva

[Só um PS: eu disse que seria um #TopFive a ser postado hoje. Mas acaba que essa loucura de dia das mães não me deixou pensar direito num, então aguardem ainda essa semana um novinho em folha! E falando em mãe, já deram um beijo e um abraço nas suas mães musas e sensacionais? Tô acreditando no sim de vocês, hein? Eu beijei e abracei muito a minha genitora linda e fashion porque ela merece e é tuuuudo na minha vida <3 Enfim, até mais, seus lindos!]

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Virgem?

 

Oi. Meu nome é Tiêgo, gosto de chocolate branco e sou virgem. É, isso mesmo. Sabe, quando aquilo conhecido por sexo nunca aconteceu? Então. Não que eu me importe muito com isso, mas preciso deixar claras algumas considerações sobre esse assunto tão… assim-sei-lá.

Não me lembro de uma única vez na vida ter achado que eu tinha por obrigação transar. Muito pelo contrário, inclusive. O sexo, pra mim, aconteceria quando decididamente não pudesse mais como adiar o momento. Porém, eu não imaginava que fosse crescer tão rápido nem que fosse me desenvolver de forma tão acelerada. E desde a sétima série, venho sendo obrigado a ouvir buzinas insistentes a respeito da minha virgindade. “Ainda não , velho?”, “tá atrasado, hein?”, “pô, até meu irmãozinho já fez!", “só você que tá perdendo tempo” e por aí vai. Sempre ignorei cada um desses comentários porque eu sinto que seria pior se os tivesse escutado, mas eles ficavam alfinetando minha cabeça e ainda ficam, mesmo que de maneira menos agressiva, fazendo-me pensar. E não consigo enxergar o sexo como solução para alguma coisa (pelo menos até onde sei praticar o ato sexual não tira pesos da consciência nem resolve problemas de matemática).

Ser virgem é um problema. Sério mesmo. Principalmente quando toda a sociedade grita a palavra SEXO em todos os cantos, de todas as maneiras possíveis e impossíveis, pressionando-nos cada vez mais. A coisa complica um pouco mais quando você está prestes a entrar na faculdade e sabe que lá as buzinas voltarão a perturbar o “sossego” que a minha vida tinha… Entretanto, não farei absolutamente nada contra minha própria vontade só para me livrar de comentários grosseiros a respeito de virgindade. Acima do sexo, das palavras ofensivas e da inaceitação de um rapaz de 16 anos e absurdamente alto pra idade por ele ainda ser virgem, existem dignidade e princípios regendo a vida desta criatura. Não sinto vontade de fazer sexo, não pretendo fazer sexo e vou continuar me satisfazendo só com chocolate branco pois além de correr menos riscos, acho que a possibilidade de virar chacota por causa disso diminui consideravelmente.

 

***

Oi, gente!
Antes que vocês comecem a falar do texto, quero agradecer a todos os elogios à minha voz no vídeo do post anterior! Nunca imaginei que vocês fossem gostar tanto, muito obrigado mesmo por toda a moral seus lindos e sensacionais s2s2 Tô até pensando em fazer mais vídeos, tô aceitando sugestões de temas pra eu falar neles!
Essa semana foi absurdamente cansativa. Tanto que eu deveria ter voltado ontem aqui, mas não rolou porque eu cheguei em casa à noite depois do francês e capotei de tanto sono. Agora tô super bem disposto, tô até falando de sexo! hahahaha
E acho que não vou me prolongar muito aqui, não. Ainda tenho muito o que tratar na internet, mas acredito que eu volte logo mais pra postar um #TopFive! ~~TODOS GRITA DE EMOÇÃO~~
Enfim, tenham um bom final de semana e até mais!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

terça-feira, 3 de maio de 2011

Minha (pequena) estante de livros

Oi, gente!
E cá estou eu lindo e na pokerface pra apresentar pra vocês meu vídeo sobre meus livros, ou melhor, sobre minha "estante" de livros. Ganhei o meme da Vanessa, uma diva e sensacional s2 E que não disse pra quantas pessoas eu devia repassar. Então, apelando para o democraticamente correto, vou deixar o meme para todos os meus leitores queridos que estiverem afim, mas em especial para quatro pessoas: James, Jeniffer, Erica e Bárbara. E é isso, tudo o que eu tenho pra falar está no vídeo abaixo. Ah, antes que eu esqueça, algumas considerações sobre o mesmo:

- Um, eu não tenho uma câmera digital tampouco um celular com a resolução mais linda do mundo. Tive que gravar com o que tinha e o resultado foi esse "visível". Não me tasquem pedras, of course.
- Dois, se não parecer, ótimo. Mas eu estava MUITO nervoso na hora de gravar, minha mão tremia e tudo. É a primeira vez que faço algo do tipo, então foi literalmente um desafio. O meu nervosismo vai levá-los a ignorar o número...
- Três, as repetições de adjetivos e do sufixo "mente" em praticamente todo o vídeo. As palavras me faltaram várias vezes e eu não vi escolha senão repetir que nem um jeca. Sorry, guys, vocês são lindos e vão me entender :D

Vamos deixar de papo e ir para o que interessa? Espero que curtam o vídeo e até mais!

 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pensamento do dia feat. considerações



Quando você sabe que não pode e não deve se jogar, mas mesmo sim corre o risco pra ver onde vai dar.

***

Oi, seus lindos!
Enfim apareci. Era pra eu ter vindo ontem MÃS tive um pequeno imprevisto chamado FALTA DE CRIATIVIDADE e aí me lasquei, né. Aí ouvi ontem a letra dessa música que é um rap ontem na Haus of Gaga (mais conhecida como casa da vovó) que tem tudo a ver com uma parada aí que eu acho que vai rolar no mês de maio, tendo certeza eu conto pra vocês. Adianto que tem a ver com superação, pode ser que role um post sobre isso ;D
E o que as crianças acharam do meu novo layout? Achei prático, achei elegante, achei a minha cara. E não resisti, acabei colocando. E o povo todo para o qual perguntei amou então tá tudo lindo, só falta vocês curtirem também. Eu já não suportava mais aquela brancura toda do outro, really, já tava me dando taquicardia só de olhar. Mentira minha, era algo parecido. Enfim, já mudei e espero que vocês estejam mais à vontade com esse.
Ah, vocês nem sabem do bapho: ganhei um meme da Van chiquérrimo, no qual eu tenho que gravar um vídeo mostrando minha estante de livros! Gravarei-o hoje, e se tudo correr bem e se eu conseguir upar o vídeo no YouTube, posto mais tarde. Vocês vão super ouvir a minha voz e ver que essa coisa retardada aqui é de verdade, RSRSRS
E bem, acho que é só. Tô ficando profissional em deixar os PS's maiores do que a postagem principal e como eu não sei o que vocês acham disso vou parando por aqui. Logo mais a gente se vê, rezem pela minha internet e até mais!

Do seu escritor-aspirante,

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Casamento “real”?

 

E hoje o mundo parou para assistir o casamento entre o príncipe William e a até então plebeia Kate Middleton. O tão esperado casamento real, que todos aguardavam ansiosamente. Bem, acredito que eu não seja tão hipócrita a ponto de dizer que não quis saber de nada porque eu quis sim saber do que se tratava, pois Willian e Kate pra mim são só nomes próprios (e comuns) pra mim. Porém, depois que fiquei sabendo do que se tratava tamanho alvoroço, fiquei frustrado. Afinal, o que são os enlaces matrimoniais de atualmente mesmo? Ah, lembrei: uniões de dois segundos.

Não estou sendo exagerado, não. Estamos até saturados de tanto ver casamentos decaindo mais rápido do que foram planejados – infelizmente, indo de encontro àos famosos votos de aliança em tudo que é coisa. Cheguei a pensar que casar fosse algo sério, mas pelo visto só tenho motivos para estar enganado. As coisas evoluíram, meus caros. E com o casamento não foi diferente. Antes quando víamos toda aquela tradição de véu e grinalda, achávamos a coisa mais linda do mundo. Já hoje não passa de um mero acontecimento de rotina. É pra ocorrer, e só. O conto de fadas vivido por Kate Middleton não passará de uma ilusão das grandes quando ela acordar de toda a euforia de estar se tornando princesa e constatar que é o começo de uma série de fatos que mudarão para sempre a sua vida – o que eu aposto em dizer, fatos nada legais. Quem aí adoraria ficar subordinado à um sistema de segurança digno de Hogwarts pós-fuga de Sirius Black? Ou então ter que seguir regras atrás de regras, normas atrás de normas, como se acabasse de arranjar um emprego? Não acredito que esse seria o tipo de vida que eu gostaria de ter, não… Entretanto, alguma coisa me diz que o título dado a Kate fará com que ela se sinta mais do que recompensada por toda a “submissão” a qual foi indiretamente imposta. Status nessa sociedade vale muito, mas muito mais do que posses valiosas.

Acredito que a hipótese pra que tudo isso valha a pena é pura e simplesmente o amor. Se existir amor de verdade, o casamento dá certo. Se bem que na maioria das vezes, com o tempo, ele acaba mudando de várias formas… Mais um motivo para eu condenar o casório. Sei que é tudo muito relativo, só que não adianta querer ser feliz estando SEMPRE SEMPRE SEMPRE junto da pessoa amada. Sentir aquela saudade básica é até legal! Fora que ainda temos que suportar saber de tudo sobre o outro todos os dias, o que torna a inevitável rotina ainda mais deprimente. Portanto, fica a minha notinha de pesar pelo casamento do Willian e da Kate. Pois pra mim, não passam de mais dois seres humanos que tentarão ganhar na loteria ao dar certo no casamento.

 

Pauta para o Blorkutando – 135ª Semana: O Casamento do Ano

terça-feira, 26 de abril de 2011

Todos Amam Vitória, parte final

[Parte 1 | Parte 2 ]


- RÔ! - gritei desesperada. - Não, Rodrigo, não é nada disso que você...

- ESTÁ VENDO? - interrompeu ele ainda mais alto, com a frustração escorrendo pelos olhos junto com as lágrimas grossas. Toda a galera que estava na balada paralisou para ver os momentos seguintes de nosso do desastre. Gustavo não conseguia me largar e parecia que meu corpo era seu escudo para qualquer que fosse a investida do irmão. Não vou negar que fiquei receosa, até demais, com o próximo movimento do Rodrigo. O irmão que ele tanto confiava e a suposta namorada engalfinhados como se não tivesse existido nada entre mim e ele deve ter caído como uma bomba em sua cabeça. Fiquei fragilizada! Era como se eu tivesse cortado todas as articulações das pernas e fosse desmaiar a qualquer momento. Eu senti que amava o Rodrigo ali, com aquele vexame deplorável. Mas também descobri que amava o Gustavo porque ele me fazia sentir tudo o que eu precisava pra ser feliz! Era impossível explicar de maneira plausível o que se passava em meu coração. Mas eu tinha uma certeza: os dois eram o que eu queria. De verdade, por mais controverso que possa parecer.

- Vamos conversar, cara, a gente precisa conversar - repetia Gustavo, pressionando-me contra ele e me deixando ainda mais arrepiada do que já estava.

- CONVERSAR? SOBRE O QUÊ? - disse Rodrigo, indignado. - Vocês acabaram comigo. Poderiam ter sido no mínimo um pouco mais discretos. Mas preferiram agir dessa maneira. Palmas, vocês merecem o troféu cara-de-pau do ano - finalizou, batendo palmas e correndo até a saída. Larguei Gustavo quase que instantaneamente e segui os passos do Rodrigo, correndo o máximo que pude. Escutei a galera comentar alto o que havia acontecido. Ao virar-me para trás, percebi dedos apontando em minha direção - e para minha surpresa, Gustavo também havia vindo atrás de mim.

- Não vou deixar você enfrentar essa sozinha - disse ele ao se posicionar ao meu lado. - Afinal, foi tudo culpa minha.

- Tudo culpa sua. - completei, esperando a cara feia dele. Mas me surpreendi ao ver que Gustavo carregava uma expressão séria no rosto. Ele não era assim. E nem eu era tão derretida e emotiva desse jeito. Por isso mesmo, tratei logo de ir pensando no que ia falar para Rodrigo quando o encontrasse.

O que não tardou a acontecer.

Após alguns metros depois da saída, Gustavo avistou Rodrigo sentado de costas para a rua num banco de madeira da praça próxima ao lugar da festa. Ele parecia mais calmo do que no momento do flagra e aquilo me animou para começar a falar. Toquei em seu ombro e ele não se deu ao trabalho de virar-se para ver quem era.

- O que você quer? Acabar de vez comigo, é isso? - disse ele, ainda calmo, mas com uma aspereza interminável na fala.

- Rô, você precisa me ouvir antes que eu faça uma loucura - ameacei, também tentando permanecer calma.

- Ah, é? Você não pensou na loucura que eu pudesse fazer comigo mesmo quando você beijou meu próprio irmão na frente de todo mundo, não foi? - argumentou Rodrigo, certeiramente.

- Será que você pode me ouvir? Por favor? - pedi quase suplicando e não suportando mais tanta pressão sobre meus sentimentos. Gustavo me abraçou forte antes de eu criar coragem e sentar sobre o banco em frente ao Rodrigo. Ele parou de fitar o chão por alguns segundos, olhou no fundo dos meus olhos e assentiu dizendo um 'fala', seco mas provido de uma emoção que eu não pude descrever.
E desatei a contar tudo o que sentia. Tudo o que sentia em relação a ele, em relação aoo Guto e em relação a mim. Ele continuava calado, inclusive a cada pausa que eu fazia. Ao concluir meus pensamentos, minhas explicações e minhas desculpas, ele enfim se manifestou, de maneira surpreendentemente sábia:

- Eu posso entender.

Juro que absorvi cada palavra sem saber como começar a processar a informação. Era chegada a hora de ele se explicar.

- Eu sempre soube de tudo. Gustavo suspirante ao te ver, ao tocar no meu celular e ver sua foto no papel de parede, ao cantar todas as manhãs no chuveiro. Ele nunca havia se apaixonado e quando o fez, foi pela garota que eu mais amei em toda a minha vida. Fui covarde, deveria ter dito a ele tudo, desde o princípio. Ms deixei o meu amor por você, Vitória, ultrapassar os limites da razão. Eu não sabia como lidar com esse sentimento martelando dentro de mim. E ao te ver ali, com ele, não foi absolutamente nenhum choque por vocês dois. Foi por pensar que teria te perdido pra ele, justo pro Gustavo. Fiquei furioso. Nunca pensei que fosse ficar tão chateado apenas por pensar que fosse perder o amor da minha vida. Mas depois das suas palavras, eu estou disposto a te perdoar. E a perdoar o Gustavo, porque não o culpo por sentir o que sinto por você. Só não faço ideia de como continuar com você sabendo que meu irmão te deseja tanto quanto eu desejo, Vitória. O que eu faço? O que você fará?

Parecia um sonho. Rodrigo havia perdoado não só a mim, mas ao irmão também. Porém, o que eu faria para que não magoasse o sentimento de um sem deixar a felicidade proporcionada pelo outro?

A ideia que se passou pela minha cabeça foi completamente louca. Insana. Eu já havia lido em alguns lugares sobre, mas não tinha conhecimento de relacionamentos que tivessem dado certo. Só que o meu daria. Eu faria o possível para que tudo desse certo.

Eu seria a primeira garota da face da Terra a ter dois namorados. Sérios. E irmãos.

Eu não morreria por expor meus planos ao Rodrigo e ao Gustavo. Eles dois não eram crianças. Mas poderiam rejeitar a ideia maluca. E acima de tudo, eu poderia perdê-los definitivamente! Entretanto, tenho a sorte de possuir um otimismo diferente do normal. E agradeço muito a Deus por isso.

- Guto, pode sair de trás dessa árvore que eu sei que você está aí - eu disse, convidando-o para vir até Rodrigo e mim. Percebi que o Rô estremeceu de leve ao sentir os passos do irmão se aproximando, mas manteve a postura. Ele era mais novo do que o Gustavo, mas por vezes deixei de acreditar nisso.

Gustavo chegou até o banco de madeira onde eu estava, fitou o irmão com umma seriedade incomum e antes que pudesse começar a falar, Rodrigo interveio:

- Você está perdoado. E a Vitória está prestes a decidir com qual de nós vai ficar.

Guto sorriu torto, me olhou depressa e eu confirmei com a cabeça. Ele desmorou no banco ao lado do irmão. Eu sabia que era tudo ou nada. E dei o veredicto:

- Rodrigo, eu amo você e tenho certeza do que sinto. Gustavo, eu amo você e tenho certeza do que sinto. Amo os dois e não vi outra solução que beneficiasse a todos senão uma união tripla. Só assim ninguém ficará magoado, triste ou frustrado. Sei que vocês dois vão me achar uma maluca depois disso mas...

- EU TOPO - disseram os dois em uníssono. - Tudo para não perder você, Vitória - completaram também juntos.

Eu havia conseguido!

Abracei meus mais novos dois namorados que sorriam feitos dois bobos, segurei as mãos frias dos dois e nos levantamos juntos, satisfeitos e felizes em direção a... qualquer lugar. Qualquer lugar com o Rô e o Guto estava bem. Tudo estava bem.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Felicidade… é tudo que se quer!

 

Eu conheço a felicidade.

Ela não tem sobrenome imponente, não sabe falar, não consegue ler tampouco dançar e é impossível fazer uma descrição física dela. Mas mesmo sem enxergá-la, sou capaz de senti-la – o que diga-se de passagem é muito melhor do que ver e tirar conclusões precipitadas.

A felicidade é uma dose intensa de tudo o que há de bom e que se pode sentir. Nada se compara à sensação de achar que é capaz de tudo, indestrutível, impassível a erros, apenas com uma gargalhada verdadeira. Não há como não querer sair pulando como se tivesse ganhado na loteria ao sentir aquele choquinho delicioso na alma que nos faz sorrir. Encontrar algo que se iguale/compare ao status “estou feliz” me parece um desafio dos grandes. Muitas vezes, pode nem ser uma razão extraordinária, como conseguir um emprego importante numa multinacional logo na primeira tentativa; pode ser um gesto mínimo, mas de coração, como um sorriso sincero ou um ‘bom dia’ caloroso quando acordamos sob raios e trovões. A felicidade é um sentimento bem curioso: não importa o motivo que a tenha ocasionado, pois ela sempre causará o mesmo efeito contagiante em nós. Mesmo que essa coisa curiosa seja muito relativa, uma risada gostosa e eufórica de felicidade independe do que for considerado motivo para tamanha alegria. Eu ganho o dia com um abraço apertado, o Felipe come uma barrinha de chocolate que o deixa contentíssimo e a Carla sai com as amigas para ser tomada por esta emoção fantástica que é estar feliz.

Agradeço muito a Deus por ter sentido e por sentir todos os dias que sou feliz, acima de todas as indiferenças que fazem a tristeza querer reinar absoluta. Seja com meus simples gestos de bondade tanto no trabalho quanto em casa, seja acessando a internet e navegando neste universo de possibilidades que ela nos proporciona, acabo não conseguindo resistir: a onda de alegria vem quase que instantaneamente. Pode parecer piegas, mas eu acredito sim que a felicidade se encontra nas coisas mais simples da nossa complexa existência. Porque afinal, deitar na cama à noite e acordar pela manhã respirando e constatando que estamos vivos já é um motivo e tanto para ficarmos felizes. Aliás, como seria a sentir a felicidade sem vida? Impossível, não?

 

Pauta para o Blorkutando – 134ª Semana: Felicidade.

***

Oi, gente!

Enfim dei uma aparecida por aqui pelo PS pra explicar a overdose de postagem dos últimos dias com uma palavra: INS-PI-RA-ÇÃO.
Não sei explicar ao certo, mas acho que escrevendo eu me liberto um pouco dessa coisa louca que anda a minha vida. Não tô reclamando de nada, muito pelo contrário. Tô até gostando, já é um treino pra quando começar a vida de universitário daqui a três meses. Mas não vou negar, trabalho em demasia feat. o francês feat. um namoro todo cheio de história estão me deixando meio pirado. Ainda bem que ao começar a escrever, tudo isso some da minha cabeça e as palavras por si só me invadem de felicidade. OPS, mais uma vez essa palavra linda nesse post alegre e que saiu num momento de total alegria, ao menos pra mim.
Hoje é sexta-feira da paixão e todos os anos eu sempre prometo mudar, ser uma pessoa mais legalzinha e tudo. Fui até a igreja hoje, rezei, pedi a Deus pra me ajudar a ter ainda mais paciência do que já tenho pra lidar com meus problemas. Agora é esperar pra ver se vou conseguir transformar esse eu tão desvirtuado da religião em alguém mais presente. EU SEI QUE NÃO PARECE MAS NÉ, EU ME IMPORTO SIM.
E o feriadão? Todos curtindo a folga deliciosa e que veio numa excelente hora? Espero que vocês estejam aproveitando, porque esse ano serão raríssimos esses momentos “mini-férias”, já constataram no calendário? Fui ver isso ontem, cara na poeira de quem conta com os feriados de sempre caindo nos finais de semana :/
E acho que é isso. Tô legal, numa vibe toda positiva e crendo que tudo vai dar certo! ~~TODOS OTIMISTA VIBRA~~ Ah, nem perguntei de vocês o que acharam da minha crítica de ontem! Gostei de fazer isso, aguardem por mais!
Como amanhã me atolarei de coisa pra fazer e o domingo provavelmente será cheio por conta da páscoa linda que é todos os anos na minha família, talvez eu não volte até segunda-feira. Então quero desejar a todos uma feliz páscoa! Muito chocolate, muita renovação e muitas calorias pra todos e todas!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

quinta-feira, 21 de abril de 2011

CRÍTICA: “Cordel Encantado, um acerto”

 

Para quem já se acostumou com as histórias nem um pouco atraentes das novelas das seis horas da Rede Globo, é bom começar a rever seus conceitos a partir de agora. Com um enredo no mínimo curioso, Cordel Encantado chegou para mostrar que um reino distante, o sertão nordestino e romances inesperados podem sim construir uma trama gostosa e capaz de prender nossa atenção do início ao fim.

No maior estilo “conto de fadas” adaptado, tudo se passa na pequena cidade de Brogodó, no sertão do nordeste brasileiro. Açucena (personagem de Bianca Bin) é uma jovem sonhadora, apaixonada pelo namorado, Jesuíno (interpretado por Cauã Reymond), e que vive fazendo planos para o futuro com o rapaz. O que ela não sabe é que é uma princesa, filha da majestade do reino de Seráfia, o rei Augusto (vivido por Carmo Dalla Vecchia) e de sua esposa, que acabou falecendo oito meses após dar a luz a Aurora (o nome dado a Açucena pelos pais biológicos). Augusto volta a Brogodó depois de 20 anos, após descobrir que sua filha está viva, prometendo casá-la com o príncipe Felipe (interpretado por Jayme Matarazzo). Só que esta busca não será nada fácil e até o encontro entre pai e filha, muita coisa pode acontecer.

A novela escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid conta com um elenco sensacional, digno de novela das oito, do qual vale destacar os nomes de Débora Bloch, Mateus Nachtergaele, Heloísa Perissé e Berta Loran. Além disso, os recursos visuais utilizados para a captação das imagens são de extrema qualidade, como podemos perceber a todo momento nos cenários fantásticos, tanto no sertão de Brogodó quanto no reino de Seráfia. A técnica vocal dos atores do núcleo nordestino da trama também chegam a surpreender. Inclusive os atores recém saídos da novela Passione Cauã Reymond, Bianca Bin e Bruno Gagliasso estão fazendo um trabalho incrível – e cheguei até a achar que teria sido um erro os três nos papéis principais de Cordel Encantado, uma vez que não tinha conhecimento do tamanho do potencial do trio.

Portanto, fica a dica: Cordel Encantado tem elementos perfeitos para ser uma novela de sucesso. A audiência da novela chegou a bater os 27 pontos de audiência por vários dias seguidos. Com tudo isso, recomendo sim assisti-la; cultura, emoção e diversão reunidas numa novela só não é todo dia que se tem a oportunidade de ver. E garanto que há anos não se via uma novela de época tão boa de se acompanhar, desde Alma Gêmea. É a Globo mostrando que ainda é capaz de nos tirar o fôlego com tramas boas, saudáveis e capazes de entreter o público sem apelações.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

100 vergonhas (ou não) about me, parte dois

Bora lá continuar a palhaçada do post anterior? Se joga e vem comigo!

 

  1. Tenho uma mania chatíssima de professor de português: corrijo todo mundo. MESMO QUE MENTALMENTE ALGUMAS VEZES.
  2. Quando não vou com a cara de alguém, sempre faço cara de paisagem pra tudo que a pessoa diz.
  3. Já quis levar gatinhos lindos que vi na rua pra casa. Mas meus pais nunca me deixaram ter um, só cães :/
  4. Já quis levar outros gatinhos pra casa, mas eu aposto como o babado ia ser pior.
  5. Acho mulheres de batom vermelho o cúmulo do sexy.
  6. Só usaria terno em último caso.
  7. Sou apaixonado por camisas gola V e morro de vontade de ter todas as do Fiuk. desabaphei
  8. Eu morro de vontade de ter o Fiuk. desabaphei2
  9. Leio bulas de remédio.
  10. Como açaí com ovos sem medo de ser feliz.
  11. Comida apimentada me fascina. Até a alma.
  12. Nunca bebi nada além de duas garrafas de Ice.
  13. Ainda sonho em conhecer o Max Fercondini pra ter certeza se ele é de verdade.
  14. Ainda sonho em conhecer a Marisol Ribeiro pra ter certeza se ela é de verdade.
  15. Vivo ouvindo meu nome sendo chamado por aí. Mas nunca olho pra trás pra ver quem é.
  16. Sou supersticioso. DEMAIS.
  17. Tenho horror a gente que fala errado.
  18. Gosto das minhas coisas velhas e legais, mesmo elas estando a um passo de se tornarem inúteis – tipo meu celular.
  19. Evito o máximo que posso usar reticências.
  20. Sou chorão.
  21. Leio blogs de fofoca e me orgulho muito de saber dos baphos na frente da fubá.
  22. VEJO GLEE. VEJO GOSSIP GIRL.
  23. A propósito, onde clica pra comprar um Will Schuester ou um Rufus Humphrey, me contem?
  24. Um dia, eu irei comer neve. Da França.
  25. Não assisto nada que já tenha começado. A não ser que eu goste MUITO.
  26. Roo unhas.
  27. Não penteio meu cabelo.
  28. Visto as primeiras coisas que vejo pela frente, tanto pra sair quanto pra ficar em casa.
  29. Já levei tanto fora que dou risada pra não chorar.
  30. Por ser ocupado, as pessoas me taxam de antipático. Principalmente no MSN. Gente, eu tenho culpa?
  31. Abro 3299283029832903 abas numa página, mas não abro outra página em quaisquer navegadores.
  32. Alô gaúchos, o sotaque de vocês me ganha. Favor ligar para
  33. Não sei embrulhar presentes.
  34. Não consigo mentir na cara dura porque eu acabo rindo. E me fodendo, consequentemente.
  35. Vou cursar Letras na faculdade mas MORRO de medo de Literatura. Sério.
  36. Relógios parados me dão siricutico.
  37. Eu falo “siricutico”.
  38. Não posso ver nada fora do lugar que já quero arrumar.
  39. Ah, sou terrivelmente organizado.
  40. Antes de saber o que significava a palavra DESIGN, pensava que era algo de comer.
  41. Tenho uma memória incrível, pago pau.
  42. Acredito no significado dos sonhos. Aliás, vivo tendo sonhos retardados.
  43. Já cheguei a pensar que fosse retardado, sério.
  44. Ano retrasado, adquiri o hábito ~~estranho~~ de falar sozinho.
  45. Não vejo a menor graça em Beatles, nem em Rolling Stones (que eu não sabia que existia até semana passada), nem em nada desses clássicos. Ser pseudocult PRA QUÊ?
  46. No melhor show da minha vida (NX Zero, ano passado), EU CAÍ DE QUATRO NA ARENA DE SHOWS. E quase fui pisoteado.
  47. Gosto de andar de ônibus.
  48. Fico frustrado quando vejo guris/gurias lindos/lindas com a letra feia.
  49. Todos dizem que minha voz é bonita. Já eu…
  50. Tô morrendo de sono e diga-se de passagem vivo morrendo de sono. Até mais, seus lindos!