domingo, 4 de setembro de 2011

Além da capa do livro

Julgamento precipitado. Quem aí já sofreu desse mal que atinge dez em cada dez seres humanos questionados? Pode até ser que você nem tenha sido vítima desta prática nada saudável, mas garanto que um dia você será criticado apenas por existir. E é bom estar preparado para isto.

Acredito que eu não precise nem dizer que já cansei de ser julgado precipitadamente. Desde pequeno, quando meus amigos diziam que não foram com a minha cara porque eu respondia as perguntas à professora até agora, na universidade, venho me surpreendendo com o que as pessoas imaginam que eu sou só por causa do meu tamanho, ou da minha cor de pele, ou do meu andar, ou do meu jeito de me vestir. A partir do momento em que descobri que os demais tinham imagens completamente diferentes do que eu era de verdade, passei a prestar um pouquinho mais de atenção neste assunto. E inevitavelmente, citarei um clichê-chavão que todo mundo já ouviu, mas que entra por um ouvido e sai pelo outro: condenar é fácil, ser condenado é que são elas. No geral, as pessoas que criticam, que fazem isso sem se dar conta de que estão passíveis ao mesmo tipo de crítica, vivem com seus egos lá no alto e superinflados, para que nada possa abalá-los. Isto é um mito. Ninguém é autoconfiante o suficiente para que possa se sair de uma crítica sem no mínimo pensar nela, mesmo que rapidamente. E mais, ninguém tem o direito de sair por aí, cuspindo inconveniências e falando mal de uma menina porque ela beija em público ou porque um guri não curte futebol. Essa mesma menina e esse mesmo guri podem muito bem gostar de coisas que você também gosta e inclusive de maneira ainda mais intensa quanto! Já pararam para pensar nisso? A patricinha do colégio pode não ser metade do que você acha que ela é e aposto que bastará uma conversa para que você se convença de que não precisava tê-la julgado apenas por ela parecer algo – que, aliás, não é.

Com tudo isso, aprender que o livro vai além da capa não parece tão difícil, parece? E mais, não há todo um gostinho bom em desvendar aquilo que nos intriga, mesmo tendo julgado-o antecipadamente? Não importa se você não curte o estilo gótico em meninos ou se detesta que meninas ouçam hip hop. O que importa é que eles são pessoas, prontas para serem conhecidas, desvendadas e que, por uma estranha coincidência, são seres pensantes como você. Conhecer não dói. E nunca é tarde para rever conceitos. Portanto, não custa nada parar aquele dez segundinhos antes de evitar fulano ou ciclano só por causa da sua aparência. O conteúdo dele, garanto, lhe surpreenderá mais do que gostaria. E sim, isso é bom!

 

***

Oi, gente! QUANTO TEMPO! Hahahaha

Senti uma saudade louca daqui, olha. Mas ultimamente, não sei mais o que é tempo de sobra sequer para pensar em escrever. Nunca imaginei que chegasse o dia em que, SEIS HORAS DA TARDE eu quisesse apenas chegar em casa e dormir até o outro dia. Mas quebrei a cara e não chegou só um dia, chegaram vários. Mas pelo menos uma coisa boa está acontecendo: já me adaptei à essa correria toda do mix vida de universitário feat. vida de trabalhador. Imaginei que seria mais complicado, mas está sendo mais fácil do que pensei! O lado ruim  é que vou ficando longe daqui ;( E para completar, meu notebook ainda está sem fonte, o que me distancia ainda mais da blogosfera. Espero resolver esse problema logo para que eu possa vir aqui mais vezes durante a semana! Um pedidão de desculpas à galera que provavelmente notou que eu sumi de seus blogs e um muito obrigado a todos que ainda vem perder seu tempo aqui lendo meus textos e melhor, gostando! Valeu mesmo, mesmo, mesmo!
Agora é hora de correr, porque preciso aproveitar o pouco tempo que tenho na internet agora! hahaha Ah, e qualquer coisa tô no Twitter e no Facebook!


Do seu escritor-aspirante

Tiêgo R. Alencar

6 pseudocomentaram:

Gessy disse...

É isso mesmo o que acontece, né? Já aconteceu comigo várias vezes. Alguns de meus amigos dizem que me achavam séria demais e depois me mostrei bem animada em algumas situações, outros que me achavam legal, e, bem, eu não sou tão legal assim, rs
Mas sempre quando tentamos ver além da superfície nos surpreendemos.

Leila Ice Girl disse...

Ah Tiêgo eu já perdi completamente a esperança de não ser julgada pela aparência, mas quer saber, que se danem todos, quem perde são eles. Eu sempre tento dar uma chance a uma pessoa, até a patricinha mais insuportavel pode ter algo sim, é verdade, na minha facu tinha uma garota que era muito patty, e tudo, mas no fim a gente acabou se dando super bem, enfim, até quando aquele cara maloqueiro tá atras de tu no ponto de onibus, voce não vai ficar com medo só por que o cara tá com a maior cara de 171 né? Preconceito é sinônimo de burrice e ponto.
Beijos!

Tay disse...

Uma coisa que eu percebi com o tempo: ninguém é fútil. Todo ser tem a sua complexidade, a a futilidade "se mostra" porque não conseguimos ver o que não está na superfície. Simples assim.
Olhe, eu confesso que critiquei muito as pessoas também, pelo que achava que elas eram. E já fui muito criticada. Mas com o tempo, amadurecemos e percebemos que todo mundo tem o seu valor. Até aquela pessoa pra quem você torce o nariz.

Vanessa disse...

Julgar o livro, ou melhor, as pessoas pela capa é realmente muito fácil. Mas pode ser tão interessante desvendar o que há por trás de cada página. O tempo que perdemos julgando (e me incluo nessa) é o tempo que deixamos de usar conhecendo melhor as pessoas. Taí uma coisa produtiva: conhecer as pessoas realmente.

Jeniffer Yara disse...

Já juguei muito pela capa,e também já fui muito jugada,ainda sou. Acho que todo mundo vive isso; infelizmente. E é,concordo com você,temos,precisamos vencer nossos pré-conceitos sobre as pessoas e tentar conhecê-las melhor,antes de falar qualquer coisa ;}

Beijos

Andressa Silva disse...

Pois é...ta mais que comprovado que as aparências enganam muuuito!