domingo, 25 de setembro de 2011

Saudade, estranhezas e saudades

Não faço a menor ideia de como explicar, mas tenho certeza que há alguma coisa de errado comigo.

Vocês sabem que eu amo escrever e que isso é fato consumado, mas de uns tempos pra cá tem uma força maldita que me bloqueia quando tento pensar em escrever. Parece que, na mesma hora, mil coisas surgem para resolver e a escrita, minha tão amada escrita, fica de lado. Este problema já vem me afligindo faz umas duas semanas e estou começando a ficar preocupado. Sério.

Será que eu posso jogar a culpa em cima da universidade? Ou seria irresponsabilidade minha? Ou aliás, excesso de responsabilidade? Desde agosto, quando minha vida virou de cabeça para baixo com o início de minhas atividades acadêmicas, venho percebendo que tem algo se modificando dentro de mim. Minhas atitudes dizem isso por si sós, inclusive. Vários dos meus amigos já vieram me puxar as orelhas por eu parecer um senhor de cinquenta anos ao conversar com eles e eu até brinco com isso dizendo que estou parecendo um velho mesmo, só que no corpo de um guri de dezessete anos. Não que eu ache isso legal, mas enfim, voltando à questão do bloqueio mental na hora de escrever, acho que quem estuda, independente de ser em escola, cursinho ou universidade, trabalha e ainda busca afazeres complementares nas horas vagas (como no meu caso o estudo de línguas estrangeiras) sabe muito bem qual o real significado da palavra cansaço. Ao final das minhas jornadas, meu pensamento está na minha cama e em mais nada. Mais uma vez, repito: não que eu esteja reclamando disso tudo, não. Está sendo uma experiência incrível constatar o meu crescimento em todos os sentidos (ah, e eu cresci um pouquinho mais para cima neste meio tempo, só para constar); o ruim é ter que  arcar com as consequências disso tudo. Ainda sou apaixonado pelas palavras, adoro escrever e vejo na escrita o meu refúgio em todos os momentos. Só que agora eu tenho muito menos tempo para me dedicar à ela, infelizmente.

Sinto falta de blogar, de comentar nos blogs, de rir com os textos de vocês e de me emocionar com a intensidade que muitos deles não cansam de transpassar. Peço apenas um pouquinho de paciência para que eu consiga pegar de verdade o ritmo da coisa e consiga, enfim, conciliar a vida de trabalhador/universitário/estudante de línguas com a vida de blogueiro. Porque eu posso garantir a vocês, com toda a certeza desse mundo: não dá para desaprender a escrever. Posso sumir, mas esquecer do poder que as palavras possuem, jamais. Tanto que, sem querer, acabei escrevendo esse texto!

Até breve!

Tiêgo R. Alencar

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

(Apenas) Mais uma de amor

Nós não tínhamos nos visto até então.
Ela havia adoecido e estava acamada e eu estava ocupado demais com minhas obrigações diárias na universidade e no trabalho, quando não tinha que estudar para provas e mais provas. Sentia-me mal por ela estar daquela maneira, mas eu não poderia fazer nada para ajudá-la; só me restava torcer pela sua recuperação, para que ela voltasse logo a ser a mesma guria que eu conheci.
E por quem me apaixonei, inclusive.
Naquele dia, acordei pensando nela. Tanto que até sonhar eu já havia sonhado com aquela guria, sempre a mesma coisa ruim que terminava em coisa boa. Não sei se eram sinais ou algum tipo de premonição, mas passei o dia todo pensando em como seria se nós nos encontrássemos: se ela me estranharia, se riria comigo ou se me acharia um tolo com quem perdeu o seu precioso tempo. Naquele dia, não parei de idealizar o momento em que íamos nos conhecer e que seríamos, enfim, apresentados de carne e osso. Foi assim por toda a jornada cansativa e maluca do meu dia.
Voltando para casa, ainda refletindo sobre aqueles sonhos e a realidade, percebi que não poderia perder tempo: eu poderia, eu deveria vê-la, conhecê-la, custasse o que for. E assim parti em busca de minha recém-descoberta amada, a amada que tanto havia esperado e que estava bem perto de mim o tempo todo e só agora pude constatar.
O destino foi meu grande aliado. Devo bastante a ele. Sem ele, eu não teria conseguido. Fui em busca do amor da minha vida e, entre uma rua e outra, encontrei seu refúgio. Ela estava indefesa, sozinha, precisando de alguém. E eu, agradecendo muito à sorte, era este alguém! Assim que a vi, ela riu e até chorou ao me abraçar. E depois de muito conversar, rir, se conhecer, emudecemos. O silêncio reinou por um minuto até eu olhar no fundo dos seus olhos e dizer "eu amo você" com lágrimas nos olhos. Ela sorriu de canto, abraçou-me e, para minha surpresa, pediu-me para fechar os olhos, enquanto limpava os vestígios das lágrimas lentamente, pondo, em seguida, seus lábios sobre os meus.
Por um minuto, senti como se o mundo não existisse e fôssemos só nós dois. Aquele choque familiar percorreu meu rosto, meu corpo ao passo que ela também estremecia, leve e lindamente. Quando terminou, nos olhamos, sorrimos um para o outro e nos abraçamos, no que pareceu ser um dos instantes mais felizes da minha vida.
Até agora ainda não acredito. Ou acredito e nem sei. Mas que o amor está me fazendo ver tudo mais bonito, isso está. E a propósito, já estou com saudades do sorriso mais lindo do mundo, dos cabelos macios e da felicidade que irradia daquela garota...

*

Isso foi um sonho.
Baseado numa realidade.
Bem minha.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Forçação de barra: não trabalhamos


Detesto forçação de barra.
Desde que me entendo por gente, conheço pessoas que forçam a barra em todos os sentidos e eu, infelizmente, fui uma delas num período bem "punk" da minha curta existência. Queria que tivesse sido diferente, lógico, mas não me julguem: na época, eu mal sabia quem eu era. E lembro que a galera que me conheceu nessa época até tentou me alertar, mas eu não quis saber de nada (sabe como é, tem uma fase da vida em que você acha que pode resolver tudo sozinho até precisar de cinco reais para o lanche no colégio). Algum tempo depois disso, eu, já consciente de que fizera muita bobagem por conta de excessos mais do que desnecessários, fui reparando que o mundo tinha uma certa tendência - triste - de seguir o "forçaçãodebarrismo", uma corrente filosófica criada por algum retardado em algum tempo aí que eu não sei dizer qual e que implica na extrema e ridícula perseguição para alguma finalidade, geralmente vantajosa à quem persegue. Tsc.
Hoje eu dou risada ao recordar de quando eu agia desta forma tão brusca, mas antes das risadas e de qualquer outra coisa cômica conscientizei-me de que estar forçando alguém a algo é bem mais do que péssimo. Levar alguém a ser o que não é, fazer o que não deseja e pior, seguir (literalmente, de babar ovo e tudo o mais) alguém por achá-lo "maneiro" (ainda se usa essa expressão?) não é legal e só mostra que o indivíduo, além de não ter amor próprio, não tem o menor respeito e compaixão pelo próximo - o que anda muito escasso hoje em dia. Não me orgulho nem um pouquinho de ter feito o que fiz no meu tempo "punk", entretanto sei que tirei a lição dali. Forçar a barra é destruir, aos poucos, o que o outro buscou tato ser: ele mesmo. Pode até parecer clichê dizer esse "seja sempre você" ou coisa assim, mas é a mais pura verdade. Obedecer aos seus comandos vai além de levantar ao braço e sentir fome. É contrariar aquele colega abusado que só lhe procura nos dias de prova com argumentos que os faça pensar no porquê de agir daquela maneira. E é também cortar bonito a velha história do seu amigo que só porque lhe vê com uma mochila nas costas pede logo pra você levar seu material. Esses dois casos são apenas exemplos de uma gama de fatos diários que acontecem de pessoas que exigem tanto de você a ponto de você mal saber se está fazendo aquilo por obrigação ou por querer.
A sua barra não deve ser forçada por ninguém. Por isso, trate de construir bases bem sólidas para ela e, caso algum gaiato venha tentar forçá-la, trate de fincá-la ainda mais ao chão. Seja forte e mesmo que a pessoa seja uma querida, jogue limpo e seja sincero, porque não há nada mais desgostoso e chato no mundo do que cair em contradição com algo que você passou um tempão para acreditar. Tipo em si mesmo.

domingo, 4 de setembro de 2011

Além da capa do livro

Julgamento precipitado. Quem aí já sofreu desse mal que atinge dez em cada dez seres humanos questionados? Pode até ser que você nem tenha sido vítima desta prática nada saudável, mas garanto que um dia você será criticado apenas por existir. E é bom estar preparado para isto.

Acredito que eu não precise nem dizer que já cansei de ser julgado precipitadamente. Desde pequeno, quando meus amigos diziam que não foram com a minha cara porque eu respondia as perguntas à professora até agora, na universidade, venho me surpreendendo com o que as pessoas imaginam que eu sou só por causa do meu tamanho, ou da minha cor de pele, ou do meu andar, ou do meu jeito de me vestir. A partir do momento em que descobri que os demais tinham imagens completamente diferentes do que eu era de verdade, passei a prestar um pouquinho mais de atenção neste assunto. E inevitavelmente, citarei um clichê-chavão que todo mundo já ouviu, mas que entra por um ouvido e sai pelo outro: condenar é fácil, ser condenado é que são elas. No geral, as pessoas que criticam, que fazem isso sem se dar conta de que estão passíveis ao mesmo tipo de crítica, vivem com seus egos lá no alto e superinflados, para que nada possa abalá-los. Isto é um mito. Ninguém é autoconfiante o suficiente para que possa se sair de uma crítica sem no mínimo pensar nela, mesmo que rapidamente. E mais, ninguém tem o direito de sair por aí, cuspindo inconveniências e falando mal de uma menina porque ela beija em público ou porque um guri não curte futebol. Essa mesma menina e esse mesmo guri podem muito bem gostar de coisas que você também gosta e inclusive de maneira ainda mais intensa quanto! Já pararam para pensar nisso? A patricinha do colégio pode não ser metade do que você acha que ela é e aposto que bastará uma conversa para que você se convença de que não precisava tê-la julgado apenas por ela parecer algo – que, aliás, não é.

Com tudo isso, aprender que o livro vai além da capa não parece tão difícil, parece? E mais, não há todo um gostinho bom em desvendar aquilo que nos intriga, mesmo tendo julgado-o antecipadamente? Não importa se você não curte o estilo gótico em meninos ou se detesta que meninas ouçam hip hop. O que importa é que eles são pessoas, prontas para serem conhecidas, desvendadas e que, por uma estranha coincidência, são seres pensantes como você. Conhecer não dói. E nunca é tarde para rever conceitos. Portanto, não custa nada parar aquele dez segundinhos antes de evitar fulano ou ciclano só por causa da sua aparência. O conteúdo dele, garanto, lhe surpreenderá mais do que gostaria. E sim, isso é bom!

 

***

Oi, gente! QUANTO TEMPO! Hahahaha

Senti uma saudade louca daqui, olha. Mas ultimamente, não sei mais o que é tempo de sobra sequer para pensar em escrever. Nunca imaginei que chegasse o dia em que, SEIS HORAS DA TARDE eu quisesse apenas chegar em casa e dormir até o outro dia. Mas quebrei a cara e não chegou só um dia, chegaram vários. Mas pelo menos uma coisa boa está acontecendo: já me adaptei à essa correria toda do mix vida de universitário feat. vida de trabalhador. Imaginei que seria mais complicado, mas está sendo mais fácil do que pensei! O lado ruim  é que vou ficando longe daqui ;( E para completar, meu notebook ainda está sem fonte, o que me distancia ainda mais da blogosfera. Espero resolver esse problema logo para que eu possa vir aqui mais vezes durante a semana! Um pedidão de desculpas à galera que provavelmente notou que eu sumi de seus blogs e um muito obrigado a todos que ainda vem perder seu tempo aqui lendo meus textos e melhor, gostando! Valeu mesmo, mesmo, mesmo!
Agora é hora de correr, porque preciso aproveitar o pouco tempo que tenho na internet agora! hahaha Ah, e qualquer coisa tô no Twitter e no Facebook!


Do seu escritor-aspirante

Tiêgo R. Alencar