sexta-feira, 28 de maio de 2010

Companhias, companhias, julgamentos à parte.

Não serei hipócrita em não afirmar que já julguei o outro pelas companhias dele porque eu já fiz isso sim, algumas vezes, irracionalmente. Só que esse meu senso crítico me fez parar pra pensar quando olhei para mim próprio.O Tiêgo é a pessoa mais social que você possa imaginar: faço companhia a todo tipo de pessoa, do nerd ao punk, passando pelas patricinhas e pelos revoltados. Eu julgava as pessoas pelas companhias delas e não me dava conta de que eu poderia ser o alvo dos comentários alheios por aconselhar a patricinha, trocar ideia com o nerd ou falar abobrinhas com os revoltados. Nunca parei pra avaliar a minha posição para os demais. E foi quando aconteceu aquela discussão que me fez conhecer a diretoria e a fúria dos meus pais, na tarde do dia 23 de agosto de 2006 - sim, eu lembro até hoje.


O professor de ciências havia acabado de chegar na escola e como todo professor novo - e bonito -, causou a histeria das meninas. O grupo com o qual havia me unido naquela época começara a desfiar críticas a respeito daquelas meninas tão alvoroçadas. Eu, além de ouvir, falava junto e colocava ainda mais lenha na fogueira. Até então, seria só mais um de nossos momentos gossip. Se não fosse a Júlia, a maior fofoqueira do colégio, ter escutado justamente a parte em que as meninas falavam da Ângela, a garota "evangélica e santa" da nossa classe, que era a que mais arrastava asa pro professor.A língua venenosa e ardente de ódio por mim da Júlia desatou a contar detalhe por detalhe do que eu, exclusivamente eu, tinha dito. Pronto, a guerra tinha começado. Ameaças, brincadeiras de mau gosto e agressões morais infernizaram-me durante todo o resto do dia. A Ângela e as amigas dela resolveram executar o grand finale com a tradicional vergonha alheia do ano: a queda. E eu não tinha ideia do porquê daquelas alfinetadas delas só para o meu lado. No fim da aula, elas me pregaram uma peça nada legal: com o chão liso propositalmente, acabei deslizando e batendo o braço com força no chão e os joelhos no último degrau da escada. Isso tudo na frente de toda a escola! Todos riam descontroladamente e eu só me recordo da Sâmia, minha melhor amiga, ter me levantado rápido e dizer:


- "Pois quem procura, acha."


E ela voou na Ângela, que chamou suas "amigas" para ajudá-la. Elas, num ato covarde e medíocre, riram amarelo e saíram dali. Com o braço ainda todo dolorido e os joelhos ralados, dei um jeito de fazer a Sâmia parar, mas a Ângela já estava machucada o suficiente pra Sâmia ganhar uma suspensão. Os demais alunos assistiam, incrédulos, a cena. O carinha mais bem comportado do colégio e as garotas mais tranquilas de toda a turma 825 ali, passando por aquele constrangimento. Mas o fato de eu andar com as garotas não fez com que o meu caráter e a minha dignidade fossem alterados. Além do que eu era perto deles e delas, existia um "eu" livre de qualquer crítica e com uma personalidade única. Mas, naquela momento, eu era o fofoqueiro.Por andar com aquelas garotas, virei fofoqueiro pros demais. E isso me abalou, profundamente.


No fim da história, o inspetor de disciplina levou os três para a diretoria e ganhamos um belo sermão da diretora. A Ângela pegou três dias de suspensão e a Sâmia, só um. Eu levei uma advertência pra casa e uma lição que jamais esquecerei: sempre tomar muito cuidado com quem você anda ou fala. Você não percebe, mas os olhos das outras pessoas são carregados de malícia e de um senso crítico, exatamente como eram os meus olhos naquele tempo.


Hoje, posso afirmar que não vejo mais as pessoas pelas suas companhias. Tanto que, se eu fosse selecionar meus amigos, eu estaria desolado! "Diga-me com quem andas que eu te direi quem és" é só mais um clichê, daqueles que passam de boca em boca e que já perdeu o significado.


Ah, quer saber o que aconteceu com a principal causadora da confusão, a Júlia? Alguém a entregou, dizendo que ela tinha sido a autora de toda a confusão. E como não era a primeira nem a segunda vez que ela se metia em encrencas, ela foi  expulsa da escola. Foi a consequência que ela teve que arcar por ver maldade onde não existia e, pior,por construir uma imagem totalmente errada de mim pelas minhas companhias. Afinal, quem faz o que quer, ganha o que não quer e isso é fato.






Pauta para o Blorkutando - 86ª Semana : Posso te dizer quem és?

domingo, 23 de maio de 2010

Prazer, Daniel Humphrey!

Penn Badgley, o ator que deu vida ao Dan Humphrey nas telinhas.


Vou confessar que não sou nenhum fanático por televisão, mas certos programas e séries tem o poder de persuadir o telespectador a ver o que eles tem a nos oferecer. Foi o caso da série Gossip Girl comigo, que ao contrário do que eu imaginava, me surpreendeu bastante. Não há como não se identificar com pelo menos um dos personagens, que apesar de morarem na alta sociedade, tem problemas assim como eu e você temos. E eu, assim que conheci Daniel Humphrey, enxerguei o reflexo da minha personalidade nele. Nossas semelhanças começam na vida pessoal: ele mora no subúrbio e é privado dos luxos comuns aos demais jovens de sua escola. E o mais impressionante é que ele se apaixona pela garota mais linda e rica da cidade - bem parecido com o meu caso: certa vez, deparei-me com uma garota linda, filha de importantes donos de lojas aqui em minha cidade. E eu não sou nem um pouco rico, muito menos estiloso e não tinha nada que pudesse agradá-la, e também sabia que seria estúpido de minha parte me apaixonar por ela, mas aconteceu. Uma pena que nunca aconteceu nada entre nós, mas conquistei a amizade dela e somos amigos até hoje! Diferentemente do Dan, que chegou a namorar a Serena van der Woodsen. Outra coincidência entre nós é o esforço absurdo que temos que fazer para alcançar nossos objetivos e, mesmo tendo alcançado, o dinheiro e a avareza das pessoas conseguiram destruir nossos sonhos. Triste, não? Pois acreditem, já aconteceu de eu ter feito uma prova impecável, tirado uma excelente pontuação, e mesmo assim ter ficado de fora, porque gente que tem seus recursos pode muito mais do que alguém como eu, como o Dan. Ah, eu sofro muito por amor. E não desisto tão fácil dele, assim como o Dan. Ele fez loucuras para conquistar a Serena. E eu preciso dizer que já fiz muita coisa que não faria em sã consciência pelo amor. Meus problemas familiares também são bem parecidos com os que o Dan tem na trama. Vale frisar que a série da televisão é apenas baseada no livro e que eu me assemelho muito mais a ele nas telinhas.
Enfim, somos de realidades completamente diferentes, mas isso não nos impede de ser tão parecidos.


É por esse e outros motivos que eu afirmo com toda a certeza do mundo: eu seria Daniel Humphrey.








Pauta para o How Deal - 4ª Edição: qual personagem de televisão você seria?




***

Eu não resisto ao charme do Penn! Eu TINHA que postar essas fotos:

Fazendo a carinha de bebê que eu tanto gosto!


Vai mesmo dar esse olhar fatal, Penn?




Com raiva?


Pra finalizar, todo largadão.

Vou logo avisar à vocês que eu postei isso tudo porque talvez fique off a semana que vem toda. Estejam preparados! Haha.


Pra vocês que me amam (!),


sábado, 22 de maio de 2010

E agora, o P.S!

[Ontem o Blogger não quis colaborar de forma alguma para que eu postasse o PS. Foi o jeito ter que fazer um post todo só pra ele - mas não comentem aqui, mas no conto do Kaléo e da Marina aqui de baixo, ok?]

Oi, gente!

Vocês devem ter reparado que eu não levo muito jeito com a narrativa, apesar dos elogios nos comentários. Eu fiz mesmo porque eu quis homenagear, de certa forma, um grande amigo, o Kaléo. Eu o conheci através da internet - sim, ela mesma -, mas ele estuda no mesmo colégio que eu. Fomos conversando, rindo, se entendendo... Acaba que o Kaléo ganhou toda a minha confiança. Daí o nome diferente pro mocinho, Vanessa. Ah, e antes que eu me esqueça, vamo colocar a rash tag no Twitter #chegalogomudancadoKaleo? Pra mudança da casa dele chegar logo aqui. Hahaha, é sério, vamo dar essa força pra ele :) Ele merece, é um dos meus melhores amigos - se é que não é o melhor.


Bem, eu não tava me sentindo muito disposto pra blogar, não. O Willian teve mesmo que abandonar o curso e eu fiquei assim, desolado. Já não tenho amigos homens, pra ele ainda fazer essa comigo! Tô triste até agora, mas ainda tive a sorte de encontrar outros amigos homens - eles me entendem bem mais do que as meninas, sinto dizer. Haha


Eu já tenho outra postagem pra amanhã, sobre qual personagem de TV eu seria. Tive a resposta logo de cara, mas vocês só vão ficar sabendo amanhã :) É, eu gosto de deixar vocês morrendo de curiosidade.


Já disse que tô armando o (MEU) Tudo de Blog edição nº 2? Aguardem novidades!


A escola tá me matando a cada dia que passa. Cada vez mais trabalhos. cada vez mais apresentações... O único lado bom disso tudo é que as férias tão quase chegando. E meu aniversário também. Mas eu nunca senti tanta falta da escola como agora. Descobri que minha vida só acontece ali, de verdade. E as pessoas que eu mais amo também estão ali. Enfim, só me resta a saudade mesmo.


Deixa eu me lembrar... Ah, eu tive a brilhante ideia de me apaixonar de novo. Tô retardado, sim, eu sei. Mas eu não pude evitar. Não mesmo. Eu encontro a felicidade no próximo muito rápido - e isso me irrita profundamente, mas fazer o quê? É pior do que eu imaginei.


Tô num estado crítico de vem-que-eu-te-quero. Depois de um 2009 inteiro quase sem beijar ninguém, 2010 veio pra matar: só essa semana já fiquei duas vezes com garotas, vale frisar. E eu juro que não foi por ficar, simplesmente aconteceu. Só isso.


Acho que é só. Tô morto de cansaço e eu tenho que postar isso ainda hoje. Não esqueçam de comentar só na postagem daqui de baixo, ok?






Pra vocês que me amam,


@tiegoalencar.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Final feliz.

Kaléo não tinha a menor ideia do que estava fazendo, mas sabia que aquilo ia lhe levar à felicidade. Seu amor por Marina era maior do que qualquer coisa no mundo e ele já havia aprendido a admitir isso. Era como se fosse uma imã, Marina era seu imã. E ele teria que sair dali a todo custo, mesmo que fugir significasse morrer caso fosse pego. Kaléo não tinha escolha: seu instinto agia contra a razão. E isso fez ele agir involuntariamente.


O rapaz conseguiu tirar discretamente a minúscula mala que estava sobre o armário, colocou dentro dela seus pertences mais necessários - uma flauta doce, um caderno, uma caneta, um bilhete de ônibus e o principal, todas as cartas que havia recebido de Marina durante todos os quinze meses em que esteve confinado. Ao virar-se pela última vez para o quadro com a pintura que ele próprio havia feito de Marina, as lágrimas escaparam de seus olhos. Só lhe restou murmurar um " estou chegando, meu amor " e partir para sua longa caminhada.


Kaléo passou horas andando em direção à rodoviária, até encontrar o prédio em que se encontrava a dita rodoviária. Era meio sombria, não havia tanto movimento como nas cidades grandes, mas ainda havia pessoas circulando lentamente pelas passarelas ao lado das vias por onde os ônibus passavam. Kaléo decidiu agir como os demais para não dar a entender que ele havia fugido. Mas a polícia foi um tanto mais esperta que ele e o pegou mesmo antes dele correr para o ônibus que ia para a cidade de Marina, Ouro Preto. Na delegacia, os agentes não deram a menor chance para Kaléo se defender, apenas o jogaram em uma das celas escuras que existiam dentro daquela casa de detenção. O rapaz pensava em Marina e chorava, relembrando os poucos dias que estiveram juntos, mas que marcaram profundamente a vida dele. A vida dele era pensar em Marina como se ela fosse o ar que ele respira.


Passadas duas horas, um dos agentes abriu a porta da cela de Kaléo e disse:


- Você foi solto. Alguém pagou sua fiança.


Com os olhos negros e fundos, Kaléo tentou entender quem o tiraria dali, se ele não conhecia ninguém que pudesse saber que ele se encontrava ali. Rapidamente, ele se levantou de sua cama de concreto improvisada e correu até a recepção da delegacia, onde se encontrava seu anjo protetor.


Marina.


Com o coração pulsando como nunca, Kaléo a abraçou como se nunca mais fosse vê-la e não pensou duas vezes antes de beijá-la, matando de vez a sede que ele tinha de possuí-la mais uma vez em seus braços. Marina sorria enquanto o beijava, e isso deixava Kaléo muito feliz também. A paixão que ele sentia por ela, de uma vez por todas, havia se transformado em amor. Um surto repentino de curiosidade fez Kaléo perguntar à Marina:


- Como você soube que eu estava aqui?


- Meu amor por você me fez cometer a maior loucura da minha vida: fugi, para lhe ver novamente.


- Se eu lhe dissesse que estava aqui pelo mesmo motivo, você...


- Acreditaria - disse ela, completando as palavras dele com uma certeza grande e encostando de leve os lábios frios e vermelhos de Kaléo.


Kaléo pôde enfim, mesmo sem o malete com as cartas de Marina e as outras coisas, partir feliz com ela, para o horizonte ou qualquer outro lugar no qual eles pudessem ser felizes.







Pauta para o Blorkutando - 86ª Semana : Cinco Palavras.

***


Vou postar agora só a história. o PS vem depois, tá dando erro no Blogger.

sábado, 15 de maio de 2010

Considerações sobre minha ausência.

Eu sei, podem me atirar sete pedras e meia, pois admito que mereço. E estou sendo um incompetente para com este blog. Reduzi a frequência de postagens consideravelmente e estou me sentindo envergonhado por isso. Passou-me pela cabeça milhares de vezes a possibilidade de deletar de vez o A Pseudociência, ao invés de deixá-lo aqui, pegando poeira e podendo fazer a felicidade de outro aficcionado por nomes nerds para blogs. Só que não é bem assim que eu faço as coisas. Refleti por alguns momentos e decidi não deletá-lo, pois o único lugar no qual me sinto à vontade pra falar de mim sem medo e tão abertamente é aqui. E seria idiotice minha abrir mão de tal espaço. Posso atribuir a minha ausência a alguns fatores que, para facilitar a vida de vocês – e a minha -, estão listados abaixo:

1 – Internet: aqui em casa é uma decepção. A madrugada é a melhor hora do dia para cumprir minhas obrigações internáuticas e eu, infelizmente, nunca reúno forças o suficiente para acordar três horas da manhã para sentar em frente ao PC e escrever (trabalho de manhã, lembram?). E quando o Blogger colabora comigo, vem alguém e leva o modem! #FAZENDOAMALDITA.

2 - Escola: tive uma semana cheia. Cheia de atividades-surpresa, apresentações, alguns trabalhos para organizar, mais uns probleminhas – já resolvidos – particulares... Uma loucura só.

3 – Danielle Mitterrand: adquiri uma intimidade maior com o francês de segunda-feira pra cá e isso está me deixando tão feliz! E como a dificuldade e os desafios da gramática estão cada vez maiores, tenho que me concentrar cada vez mais. E é o que estou fazendo; estimulando minha concentração sempre que posso. E isso exige um esforço enorme de mim.

4 – UNIFAP (Universidade Federal do Amapá): não, eu não passei no vestibular tampouco estou cursando algo lá. É que aconteceu, nos dias 13 e 14 de maio, a 2ª Jornada Científico-Cultural de Francês Língua Estrangeira (o chamado FLE, pelos estudiosos) e eu, claro, não perdi a oportunidade de participar de um evento tão importante! Foi um pouquinho cansativo, confesso. Mas valeu a pena e agora tenho mais do que certeza que quero sim cursar Letras na universidade. Eu tinha outros planos, mas eles que fiquem pra depois. Quem planeja demais nunca completa seus objetivos.

5 – Indecisão sexual: nunca pensei que eu estivesse com toda essa bola pra relacionamentos. E olha que maio é meu inferno astral, por anteceder o mês do meu aniversário – é, eu acredito em horóscopo e em astrologia -. Conheci um cara, o Rafa, que é lindo, inteligente, tem papo e tudo o mais que me chama a atenção em outro cara. Ele me entende e me ajuda como ninguém. Detalhe: quer ficar comigo. Eu senti e sinto uma forte atração por ele, não vou negar. Só que aí vem o destino e me prega uma peça bem retardada: há anos, conheço a Ju, mas tudo por Orkut, MSN, e mimimi. Terça-feira, eu a conheci pessoalmente! Ela é lindíssima, independente, inteligente e loira. Ela é o sonho de qualquer homem. Não preciso nem dizer que ela me balançou. Ainda não decidi nada. E vale a pena frisar, pois muita gente me pergunta: eu não sinto interesse sexual por nenhuma das partes. Pensar nisso desfocou toda a atenção que eu tinha com o blog. É muito difícil, gente, lidar com tal situação.

6 – Willian Leite: esse cara tá me deixando louco! Uma hora é meu melhor amigo, pra quem eu conto até as coisas mais absurdas que acontecem comigo; na outra, é o pegador da turma que só faz isso pra impressionar! Onde que foi parar toda a perfeição que eu tinha encontrado nele, ONDE?! O pior é que eu me mordo de ciúmes quando ele dá em cima das meninas na minha frente – e já diz no pé do meu ouvido em quem ele vai avançar e como! O FIM. Ele continua aquele cara legal pra conversar e tudo, que me aconselha e me faz rir, mas ele muda tanto quando a galera tá perto! Queria entender isso. Uma pena eu ser um moleque de 15 anos que mal sabe do que gosta de verdade. Erica Ferro em seu comentário no meu post anterior estava certa. O perfeito não existe mesmo: nós é que o fazemos.


E bem, é isso. Espero que me entendam. Muitos acontecimentos pra pouco coração e preparo. Quero voltar mais inspirado na próxima postagem. Aceito conselhos, please! Vocês sempre estarão em meu coração, sempre!


Pra vocês que me amam,

Tiêgo Alencar.

domingo, 9 de maio de 2010

Salada mista?

 Imagem daqui.



No fim do ano passado, eu conversava com alguns amigos sobre um certo grupo da minha escola que brincava o famoso jogo de "verdade-ou-consequência" de um modo bem diferente: cada membro do círculo continha sete pulseiras de silicone em cores sortidas nos braços. A ponta vermelha da garrafa dava o direito de um dos integrantes do grupo de arrebentar uma das pulseiras de qualquer outro integrante. Para mim, a brincadeira parava ali, pois eu não tinha a menor noção do que era aquilo. Pesquisei na internet por coisas parecidas, e nada. O significado daquele gesto eu só viria saber muito tempo depois, com uma notícia na TV sobre uma garota que havia sido estuprada por dois adolescentes por causa da "brincadeira" que eu tanto queria saber qual era: as pulseirinhas do sexo. Uma evolução da antiga salada mista, talvez? Tenha certeza que não. Fiquei extremamente revoltado quando vi que simples adornos para o pulso tinham intenções tão grosseiras e pretensiosas. Confesso que quando era menor, usei várias delas por um bom tempo e só as larguei porque minha massa corporal as fez arrebentar por si sós. Mas não seria por causa deste significado que surgiu só agora que eu deixaria de portá-las. Acredito que só cai na "brincadeira" de transar quem quer. Portar as pulseirinhas do sexo não é um convite para o ato em si: é necessária, no mínimo, uma intimidade entre os participantes deste jogo nada modesto. Não é possível que ninguém consiga impedir a ação de um indivíduo que arrebenta as ditas pulseiras se não estiver afim de jogar o jogo. É um ato desrespeitoso e constrangedor, que deixa traumas incorrigíveis e que serão levados para o resto da vida. Já houve o tempo em que beijar na boca era considerado sexo explícito. Atualmente, o sexo explícito pode também ser resumido em apenas pulseirinhas coloridas e frágeis que tem um valor bastante significativo. O uso delas, eu não condeno. Eu não aprovo o que foi acrescentado à elas. A solução mais óbvia que temos para este problema é começar a ter um pouquinho mais de bom-senso e uma real cobrança sobre os princípios de cada um. Não adiantará de nada proibir as crianças/pré-adolescentes/adolescentes de usar as pulseiras, pois o circo já foi armado há muito tempo. Aquela velha história de ingenuidade jovial ficou mesmo para trás.Não há culpados nesta novela das pulseirinhas do sexo. O mundo por si só não atua mais como mero coadjuvante em nenhuma destas peças da vida. Nada é por acaso. Que tais joguinhos continuem, porém que haja a responsabilidade de quem for jogá-los. Afinal, quem está na chuva, tem que se molhar.






Pauta para o 2º Tribunal How Deal - Pulseirinhas do sexo: chegou ao extremo?


***

Oi, gente!

Eu disse que ia voltar mais cedo, né? Hehe ;D
Esse meu texto foi o primeiro pro How Deal. Amei a proposta dele! Bem organizadinho, temas bons... Resolvi participar, e não tô me arrependendo! Recomendo também!
Ah, eu conheci um cara. Rafael, o nome dele. Ele é incrível. E arrastou uma asa imensa pra cima de mim. Mas o meu amor pelo Willian não me deixou ir além com o Rafa, que é um amor de pessoa. Eu não consigo acreditar que eu não esqueci o Will. Também, com tanta perfeição, como é que eu vou esquecer alguém tão marcante na minha vida? Oi? Ele é meu melhor amigo, vou conviver com essa perfeição pro resto da vida! Ou pelo menos, penso eu. Só sei que tô todo confuso e não sei pra onde seguir. Me ajudem! Não posso deixar de viver minha vida por causa de alguém que não me quer nem nunca vai querer! Concordam?
É , eu acho que eu tava precisando desabafar com vocês. Nunca gostei tanto de falar aqui nesse blog. E tamo seguindo! Brigadão pelo apoio e atenção de vocês. Amo todos vocês, muito!

Amanhã começa tudo de novo. #todocagado. Odeio as segundas-feiras. São um fardo na minha vida. Ninguém merece!

E ao som de We Are Golden, do Mika, eu tô partindo pra uma semana cheia! Mais novidades por aí!


Pra vocês que me amam,


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Se um é pouco e dois é bom, três ou mais é melhor ainda!

Desde que me entendo por gente, sempre tive certa facilidade para me envolver em grupos, grandes e pequenos, do mais radical ao mais calmo. Em sala de aula, sou admirado por fazer amizade com o nerd, com a roqueira, com a tagarela e com o rebelde. Em minha rua, todos sabem que acato amizades rapidamente e me dedico muito a elas. A noção de social, de que eu preciso estar inserido em grupos para sobreviver acompanhou todo o meu desenvolvimento moral. Como antes não existia essa história de popular na escola, eu era apenas conhecido por todos. Agora, posso dizer que sou, sim, popular – e não, não é gabolice de minha parte.

No período da Idade da Pedra, viver em grupos era quase uma obrigação: havia a ajuda mútua, sem mesmo existir um dialeto, língua ou qualquer outro meio de comunicação. Um pouco depois, na Idade Média, o agrupamento das pessoas não só tornou-se uma obrigação como também se mostrou essencial na vida de uns com os outros. Podemos ter como exemplo as revoltas e revoluções, que em sua maioria era comandada por grupos minoritários indignados com o modo como eram tratados. Acelerando um pouco mais o tempo, parando na Idade Contemporânea, ainda se observa a união das pessoas em prol de uma característica em comum, só que em uma escala menor do que acontecia antes. Não que o homem tenha aprendido a viver só e totalmente isolado do mundo; mas que ele se fez um ser mais egoísta. Mais egocêntrico. Mais dono de si. Posso estar errado, mas já percebi muitas vezes certos indivíduos excluindo-se de um grupo para habitar o seu próprio mundo, consigo mesmo, preso em suas ideologias e pensamentos. Parece que compartilhar com o próximo os seus problemas, alegrias, mágoas e momentos de êxtase não é melhor ou igual do que seria se compartilhasse das mesmas coisas consigo mesmo. Viver em grupo é uma necessidade que as pessoas precisam entender que faz parte da vida. Assim como um lobo não se vê sem sua alcateia, nem uma abelha se vê sem sua colmeia, nós não temos nenhuma condição de viver sozinhos. “Ninguém pode ser feliz sozinho...”, já diz a música.

Não me imagino vivendo só em meu mundo conflitante; não posso viver sem meu grupo vasto de trabalho com o qual atuo competente e alegremente; não consigo enxergar um outro eu sobrevivendo longe da turma da escola que me aconselha, nem distante da turma do curso de francês que tanto me fez amadurecer em apenas um ano. Se há uma lição que eu posso tirar da convivência em grupos é que não existe pessoa sem duas ou mais pessoas. O grupo, seja ele familiar, amigo, amoroso, dentre outros, é necessário sim, em todas as fases da vida e isso é incontestável. Você já se imaginou sequestrado, sem ninguém a quem recorrer? Tente viver sozinho. Garanto que você desistirá no primeiro minuto.




Pauta para o Blorkutando – 84ª Semana : Em grupo.


***


Oi gente!

Bem, eu sou um incompetente por não ter postado antes. Juro pra vocês que não foi por querer. Tive uma série de acontecimentos que me obrigaram a parar pra refletir. E ainda tive algumas provas também, o que requeriu um estudo a mais da minha parte. Precisava mesmo contar pra vocês.
Agora, sem siglas nem nada, e de peito aberto, confiante, posso dizer: meu amor pelo Willian voltou. Nossa amizade se fortaleceu muito, fato. Só que ontem eu percebi que nada me faz feliz que um toque das mãos quentes dele. Eu preciso desse calor perto de mim, me protegendo e me guiando por onde quer que eu vá. Eu sabia que um amor desses não ia acabar assim. Sabia.
Ah, pessoas, obrigado pela atenção e pela compreensão comigo quando revelei o que sou de verdade no post anterior. Valeu mesmo! Não seria nada MESMO sem vocês!
Tava com saudades daqui! Tô muito feliz e, ao mesmo tempo, confuso comigo mesmo. Sei que não tenho futuro algum com ele, mas o que seria do homem sem os sonhos? É, eu gosto de alimentar ilusões – e colher lágrimas, também.
Acho que de novidades é só. Ah, passei em todas as matérias no primeiro módulo na escola, e no Danielle Mitterrand, meu curso de francês, também me saí bem nas provas.  Também, com aquela motivação linda e perfeita ali, sorrindo pra mim, como é que eu não vou arrumar motivo pra me empenhar ainda mais nas minhas provas?

- UPDATE: Escrevi esse texto na quarta e só vim postar hoje. ontem conversei com o Willian sobre sexualidade e ele esclareceu que não teria mesmo nenhum caso com outro homem. Eu vou confessar que foi como um balde de água gelada na minha alma, mas já era de se esperar, né? No curso de francês foi muito firme! Não teve aula e ficamos de bobeira até altas horas da noite, tirando fotos e conversando. O Willian, como já disse, é formado em Letras pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e me convenceu até a raiz dos cabelos que eu devo fazer Letras também. E é o que eu quero pra mim. Vou me formar cedo se passar esse ano. Vou adorar passar e deixar uns idiotas lá da minha sala que se matam de estudar e não tiram nenhuma nota alta. Odeio gente que se acha por fazer cursinho pré-vestibular. É o cúmulo do cúmulo. Antes mesmo de saber de vestibular, deve-se passar na escola, não é mesmo? E um monte de gente esfrega na minha cara que eu vou me dar mal por não fazer também. #UmFodaSe pra essa fubá. Sim, eu vim mais revoltado dessas férias de uma semana daqui. Vim trash, vim maduro, vim tarado (!), vim louco. Esperem mudanças no meu modo de falar com vocês, mas saibam que vocês sempre serão os melhores pra mim, tá? Rs.

E sobre o Willian: ainda tô totalmente apaixonado por ele. Me reapaixonei (!) por ele. Não posso evitar tamanha perfeição em uma pessoa só! Ele me mata ♥. Mas acho (só acho!) que os conselhos que ele me deu sobre sexualidade vão servir pra alguma coisa esse fim de semana. Vou postar mais vezes, aguardem! Tanta coisa pra acontecer, e o meu coração só amarga o dia em que ele for embora. #ACEITOCONSELHOS.

Bem, é isso. 

Pra vocês que me amam,