quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sem pretensão, nem opção






Uma das poucas coisas que me deixam profundamente emocionado e triste de verdade é o desfecho trágico e quase sempre fatal daquela história em que a mocinha acaba perdendo o seu herói para o tempo, que o leva sem dó nem piedade para o infinito, para a eternidade. Parece que não só para a mocinha da história, mas para todos nós, que o tempo não passa nunca depois da partida de alguém. Lembro-me uma vez de ter aguardado ansiosa e incodicionalmente pela volta de uma amiga, há alguns anos atrás, e fiquei frustrado com o resultado de tamanha espera: ela não havia retornado depois de quase dois anos. Meu coração ficara amargurado por horas, meses, dias, anos. Eu a amava mais do que a mim próprio, se é que isso ainda era possível. Percebi que esperar não doía tanto, não tanto quanto o remorso insuportável que eu sentia por não ter me despedido de verdade dela. Levava comigo a todo lugar o pensamento, a lembrança do momento em que ela se fora. Vim saber anos depois, uma vez que eu já havia esquecido dela, que ela havia falecido, vítima de bala perdida em São Paulo. Não consegui conter as lágrimas. Mas pelo arrependimento grande de não ter me declarado e ter dado um fim diferente à história do que pela partida trágica dela.
Despedidas marcam. E estas marcas podem levar muitos anos para sarar. Arriscaria dizer séculos, já que a dor da partida não se iguala a nenhuma outra.
Despedidas doem. E sempre terão suas dores acompanhadas pela mescla infalível de lágrimas e tristeza de dias; lágrimas estas que lavam nossa alma depois do momento fatídico da despedida. Partidas podem nos fazer pensar muito, refletir bastante e retomar caminhos que já havíamos abandonado. Podem surgir as clássicas perguntas, porque necessitamos delas, se precisamos, porque existem e qual seu real signifacado.
Despedidas sempre serão inesquecíveis, sejam elas para sempre ou não. Afinal, a vida é cheia destes acasos que você sabe muito bem quais são e que, com toda a certeza, ajudam na hora de esquecer estes momentos ' despedidosos '. Quem não lhe garante que a felicidade está bem ali, ao dobrar a esquina?





º Pauta para o Post It - Edição 26 : Despedidas.





***



PS: E aí, gente? Tudo bom com vocês?
Bem, eu estou satisfeito com tudo. Fim das aulas, um bom final de semana, férias do trabalho e uma baita de uma preguiça chegando. Vocês estão indo pelo mesmo caminho? Junte-se ao clube! Rs.
Ah, recebi um convite ontem superinesperado : fui chamado para ser colunista do jornal da minha escola, que é administrado por uma amiga! Legal, não?
Outro ah, desculpem pelo texto incompleto. Na quarta feira o Blogger não quis colaborar comigo de jeito nenhum.
E boa sorte à mim com meu texto! Rs.

Beijos, abraços e até a próxima!

7 pseudocomentaram:

Ronaldo disse...

Opa

valeu por comentar la na entrevista.

Com calma voltarei ao teu blog depois

ABs e boa quinta feira

Erica Ferro disse...

Despedidas são tristes mesmo, né, amigo?

Quero ver a continuação, hehe.

Boa sorte, de qualquer modo, no PostIt.

Um beijo.

Mary disse...

Ninguém gosta do adeus, né...
Prefirimos o "Até logo"!

=D
M.

Leila disse...

pronfundo. bem profundo alias... boa sorte com o TDB :D participar do grupo é mto divertido :D

kassio disse...

huum!
bem profundo mesmo,não gosto de despedidas , mas aceito-as afinal oq podemos fazer?^^
abração tiêgo e continue firme e forte nos posts ^^

Erica Ferro disse...

Vivemos nos despedindo. Não podemos desmoronar por isso. É difícil, eu sei; mas é preciso se reerguer, porque a vida é MUITO pra fazermos dela tão POUCO.
E boa sorte no postit, viu?
Já disse que amo seus comentários, né? ;*
Um beijo ♥.

rrodrigues. disse...

Acredite. Os causos não são tão simples assim. Eu tenho que editar para que fiquem mais leves, sabe? oiaeuho
E para me preservar também, claro. rs

ps: ODEIO despedidas.