domingo, 8 de maio de 2011

CRÍTICA: “Antonio Prata, um gênio”

 

Acredito que todos já tenham constatado que meu estilo de escrita é a crônica.  Desde que me entendo por gente, me saio muito melhor escrevendo em primeira pessoa do que em qualquer outra e até os professores reconheciam isso, mesmo que eu me saísse bem nos outros estilos de escrita. Pois bem, voltemos ao assunto que me trouxe aqui hoje: um cronista. Se duvidar, o maior cronista em atividade no Brasil. Conheci o Antonio Prata sem querer, folheando uma Capricho há muitos anos atrás, creio que em 2002/2003. Aquele modo de escrever, aquela versatilidade e o poder de nos contagiar com cada palavra dita fez com que eu me tornasse um fã dos grandes do Antonio, mesmo sem saber um ai sobre a vida dele. A cada texto publicado na revista, fui me interessando mais e mais e certa vez, não podendo mais conter tanta admiração, quis imitar o mestre. Sim, paguei de plagiador e na maior cara de pau fui copiando os termos desconhecidos mesclados com as minhas vivências. Pronto, surgia ali a minha primeira narrativa em primeira pessoa. Que bobo, havia escrito sobre a morte recente do meu cãozinho… Confessei isso tudo só para dizer que a influência que Antonio Prata tem em minha maneira de posicionar cada palavra na formação de um conjunto harmônico é grande. Imensa. Posso até arriscar dizer essencial. Não tenho vergonha em dizer que não tenho como ídolo literário Machado de Assis, nem meu xará de sobrenome José de Alencar e  nem Graciliano Ramos. Não sou hipócrita. Ídolo para mim é aquele que te faz querer seguir atrás dos seus objetivos, que te faz pensar em certas coisas sem fazer esforço e que acima de tudo não apela para nenhum meio para que seja reconhecido como tal. Antonio Prata é meu ídolo. Depois de ler “Adulterado” este final de semana, pude confirmar ainda mais todas as impressões mais do que positivas que já tinha dele. O livro é uma reunião das crônicas publicadas nos quase sete anos em que Antonio escreveu na coluna ‘Estive Pensando…’ da revista Capricho e tem uma mágica sem igual. Sabe aquele livro que você lê cada página como se fosse a última? Então, é deste tipo de livro que eu estou falando. “Adulterado” não deixa a desejar e para quem segue, como eu, o estilo de escrita do Antonio Prata, é imperdível. Não preciso nem dizer (já dizendo) que recomendo muito, não? Só cuidado para uma coisinha: você corre o risco de terminá-lo mais rápido do que gostaria. E essa sensação chata de quero-mais-e-não-tem não é muito legal…

 

 

Título: Adulterado

Autor: Antonio Prata (que não é nada para a Liliane Prata)

Páginas: 148

Onde comprar: na Saraiva

[Só um PS: eu disse que seria um #TopFive a ser postado hoje. Mas acaba que essa loucura de dia das mães não me deixou pensar direito num, então aguardem ainda essa semana um novinho em folha! E falando em mãe, já deram um beijo e um abraço nas suas mães musas e sensacionais? Tô acreditando no sim de vocês, hein? Eu beijei e abracei muito a minha genitora linda e fashion porque ela merece e é tuuuudo na minha vida <3 Enfim, até mais, seus lindos!]

4 pseudocomentaram:

Jota disse...

Eu não o conhecia, mas a crônica também é o meu ponto forte [eu acho]. Esse estilo de escrita é o mais fascinante... são poucos os que conseguem dar um tom poético a realidade e logo eu, que vivo a realidade dentro dos textos.

Abração Tiêgo!!!!!

Luísa Chaves disse...

Sempre fui apaixonada pela coluna dele. Era uma das primeiras coisas que eu procurava na revista! Sem dúvidas vou dar uma lida nesse livro... obrigada pela sugestão! [=

bjs :*

Jeniffer Yara disse...

Como já te disse,não conhecia ele,vim ouvir falar dele,por você Ti,e do jeito que escreveu esse texto sobre ele e a influência da obra dele em seus textos,eu quis muito ler o livro. Mas confesso,Machado de Assis é meu ídolo na escrita,junto com Clarice Lispector,eles me fizeram enxergar um tipo de literatura que eu não tinha visto antes,aquele que faz sentir as palavras ao lê-las,e não simplesmente absorver as histórias,e sim vivê-las. Ah enfim,amei sua recomendação *-*

Beijo

Leila Ice Girl disse...

não conheço textos desse escritor, mas pelo entusiasmo que você tem ao falar dele, deve valer a pena conhecer né?
Hum,tbm adoro crônicas, mas acho que eu sou melhor em ficção, lol.
Beijos seu lindo