domingo, 20 de março de 2011

TiTiTi 2010 : o melhor remake de todos os tempos



Ontem demos o adeus definitivo ao remake mais bem produzido e sensacional da TV brasileira. TiTiTi 2010 entrou pra a história da teledramaturgia nacional por diversos fatores. O primeiro deles – e o mais importante, devemos considerar – foi a missão arriscada incumbida à Maria Adelaide Amaral de dar uma roupagem atual e descontraída a uma novela que foi sucesso de audiência em seu período de exibição (5 de agosto de 1985 a 8 de março de 1986). E podemos dizer sim que a autora cumpriu com louvor a sua tarefa. Mesclando núcleos de Plumas & Paetês (que assim como TiTiTi 1985 foi escrita por Cassiano Gabus Mendes), Elas por Elas, Locomotivas e Meu Bem, Meu Mal, o remake acertou em cheio ao tratar de assuntos não tão abordados na sociedade brasileira em geral, como moda, com um toque de naturalidade e extravagância que foram capazes de seduzir o expectador sem muita dificuldade.



Além disso, a novela teve seus momentos de ápice com a rivalidade sem fim entre os personagens André Spina/Jacques Leclair e Ariclenes Martins/Victor Valentim, rixa esta que conquistou o coração de todos. Os trejeitos forçados de André/Jacques como arma para seduzir suas clientes consagraram o ator Alexandre Borges, aclamado pela versatilidade do personagem. Murilo Benício, que deu vida à Ariclenes Martins, também deixou excelentes impressões ao encarnar o estilista espanhol Victor Valentim.



O núcleo cômico de TiTiTi também não ficou por menos. Rodrigo Lopéz e o próprio Alexandre Borges foram destaques e sinônimos nítidos de risadas na maioria de suas aparições.



Triângulos amorosos foram elementos que instigaram os telespectadores, seja para torcer ou simplesmente para tentar adivinhar quem terminaria com quem. Luis Otávio Martins, Camila Bianchi e Valquíria Spina, interpretados respectivamente por Humberto Carrão, Maria Helena Chira e Juliana Paiva, começaram a trama de um modo e terminaram de outro completamente diferente. Mas quem roubou mesmo a cena foi a personagem Marcela de Andrade, interpretada por Ísis Valverde, que viveu boa parte da novela em uma dúvida sem fim entre ficar com o pai do seu filho, Renato Villa (interpretado por Guilherme Winter), e o homem que aprendeu a amar, Edgar Sampaio (interpretado por Caio Castro). E o desfecho desse triângulo, só ficamos sabendo mesmo no último capítulo!



O público se comoveu com a história de Cecília Sipna e sua perda de memória. Acolhida por Ariclenes, a personagem de Regina Braga emocionou em vários momentos, desde suas lembranças da família até a confecção dos vestidos de suas bonecas (que Ariclenes usava para transformar nos croquis que davam origem às “criações” de Victor Valentim).




Os vilões de TiTiTi não decepcionaram no quesito maldade. Tanto os vilões cômicos, como Help e Rony Pear (vividos por Betty Goffman e Otávio Reis) quanto os vilões “de verdade” como Luísa Salgado e Stéfany Oliveira, interpretadas por Guilhermina Guinle e Sophie Charlotte, deram um show de interpretação. Mesmo que todos tenham tido um ‘final feliz’, não podemos deixar de bater palmas para os personagens no decorrer da trama. Despertaram muita antipatia e raiva de quem via o folhetim – inclusive eu.



Um parêntesis deve ser aberto para a atuação de Clara Tiezzi, a Maria Beatriz Spina, filha caçula de André Spina na trama. Em sua estreia na TV, a atriz mirim mostrou-se um tanto talentosa e sua personagem, que esbanjava inteligência e riqueza em seu vocabulário e bom gosto ao falar de moda, exigiu uma atenção a mais. Clara se mostrou mais do que só um rostinho bonito – e ganhou o respeito e a consideração de quem via a novela. Aprovada!



A internet foi uma grande aliada na trama de Maria Adelaide Amaral. O site da revista Moda Brasil, os blogs de moda como o de Beatrice M. e os portais de fofoca como o da revista Drix Magazine deram um toque de modernidade e adicionaram ainda mais tititi à história!



E eu não poderia deixar de citar o núcleo gay da novela, claro. André Arteche, em seu segundo papel na TV e de maior destaque, deu vida ao homossexual bem resolvido Julinho Santana – o que de longe foi um desafio bem cumprido pelo ator. Na história, seu namorado Osmar Sampaio (interpretado por Gustavo Leão) acaba falecendo num trágico acidente de carro. A dor da perda acabou dando lugar a um amor que foi crescendo aos poucos pelo surfista bem confuso e nem tanto resolvido assim Thales Salmeirón, vivido por Armando Babaioff. O final feliz dos dois agradou muito a quem acompanhava a relação cheia de altos e baixos. Mas além deles, Adriano Novais (personagem de Rafael Zulu), Vicky (interpretado por Marcos Tumura) e as belas namoradas Lourdes e Paula, vividas respectivamente por Maria Carol e Viviane Netto completam o time LGBT da novela, que diga-se de passagem foi muito bem elaborado.



As já aclamadas e admiradas Cláudia Raia, Cristiane Torloni, Nicette Bruno, Mila Moreira e Mônica Martelli simplesmente foram impecáveis com suas respectivas personagens Jaqueline Maldonado, Rebeca Bianchi, Júlia Spina, Stella Sanches e Dorinha Bacelar. Se meu respeito pelas musas já era grande, multipliquem por dois. Quem não quis dançar o Ilariê com a Jaqueline ou o amor incondicional de dona Júlia?



E pra finalizar, a trilha sonora maravilhosa de TiTiTi! Na nacional, dividida em dois álbuns, podemos contar com nomes de peso como Caetano Veloso (em Nature Boy), Titãs (em Go Back), Ney Matogrosso (em Seu Tipo) e Maria Gadú (em Rapte-me Camaleoa); sem contar os diversos outros artistas que contribuíram grandiosamente com os hits que embalaram a novela. E na internacional, cantores em alta como Ke$ha (em Blah Blah Blah), Wanessa (em Fallin’ For You), John Mayer (em Heartbreak Warfare) e Lu Alone (com Not The Right Day) fizeram por merecer estar ali. Impossível não ouvir as canções e não se recordar da novela. Baixei todos os cd’s das trihas!




Seria impossível falar de todos que fizeram esta novela, que foi mais do que só um sucesso. Chegando a superar as novelas das nove horas Passione e Insensato Coração, TiTiTi cumpriu sua missão e deixa o horário das sete horas da Rede Globo sem um motivo para reclamarmos. Á todos que ajudaram direta e indiretamente, o meu agradecimento por terem feito uma trama tão fantástica e envolvente. E mesmo quem eu não citei do elenco ficou gravado na minha memória, no meu coração. TiTiTi se vai, mas as lembranças de uma das novelas mais geniais que já assisti ficam. Neste momento, inesquecível é uma palavra que define tudo o que eu quis dizer. E que venham muitos outros tititis que nos viciem tanto quanto a trama de Maria Adelaide Amaral viciou.


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TEM RECADINHO PRA VOCÊS AQUI ACIMA DA PÁGINA DE POSTAGEM!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ma musique parfaite

 

Ah, a música. Desde pequeno sempre fui louco por música. A melodia, a harmonia, os vocais… Tudo me era mais do que sedutor. Naquele período, eu poderia sem medo me considerar eclético, musicalmente falando. Porém, fui crescendo. E à medida que ganhava centímetros, meu gosto musical ia se afunilando cada vez mais. Excluí pagode, tecnobrega, calypso (sim, eu ouvia tudo isso) da minha playlist. Até que cheguei ao ponto de ter certeza do que gosto e do que não gosto.

 

Neste momento, estou escrevendo inspirado pelo estilo pop. De longe, é meu favorito – o que não me impede de curtir rock, folk ou indie. Ouvir Mika, Lady Gaga, Fergie, Rihanna ou Céline Dion me inspira. Principalmente naqueles momentos em que eu não tinha de onde tirar a essência para meus textos. E acredito que a música perfeita para mim seria neste estilo. Nada me motiva mais a escrever d que a música pop. Consigo encontrar a palavra exatas tanto em “Quelqu’un m’a dit” da Carla Bruni quanto em “Comment te dire adieu”, performizada pelo Mika. É quase inexplicável! Simplesmente existe uma conexão entre mim e as canções que tanto me inspiram!

 

Com essa conexão, ficaria bem mais fácil compor uma música legal, daquelas que você ouve uma vez e não se esquece nunca mais. Minha música falaria de amor, de uma forma bem alegre (e sem um pingo de “vou-cortar-meus-pulsos”, lógico"). Falaria de amizade, da beleza da vida. Das melhores cores e das delícias de surpresas que que o destino nos reserva. Comporia sobre o céu, o mar, a lua e as estrelas. Minha canção poderia facilmente ser taxada de “sem organização”, mas acredito que eu não ficaria satisfeito falando ou só de amor, ou só de amizade, ou só das belezas da vida. Mesmo que a música virasse uma redação, já estaria feliz só por ter a certeza de que havia escrito algo com o qual as pessoas iriam se identificar! Porque afinal, a música foi feita para fins identificativos, não é mesmo? E é impossível não se achar na letra da sua canção favorita cantada pelo seu ídolo!

 

Minha música poderia nem ser tocada nas rádios, mas para mim bastaria se ela mexesse com você. Do brega ao pop, tem sempre alguém gostando, não é? Então para quê se preocupar? Vamos ser felizes com as músicas das nosas vidas, do jeitinho que elas forem!

 

 

Pauta para o Blorkutando – 129ª Semana : Minha Música

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LUTO OFICIAL: ACABOU TITITI.

 

Do seu escritor-aspirante,

 

Tiêgo R. Alencar

terça-feira, 15 de março de 2011

Cartas, cartas, cartas

Prontinhas as cartas das meninas que são e que não são da máfia das cartinhas <3


Como bem vocês sabem, eu sou uma pessoa antiga. Sempre prezei o costume não tão moderno, mas muito prazeroso e delicioso de trocar cartas. Desde que descobri esse meio de comunicação, em 2005, fui gostando cada vez mais e mais e hoje eu sou simplesmente fascinado pela magia que o carteiro traz ao bater no meu portão dizendo que tem carta pra mim - sim, até a CARTEIRA (vocês sabiam que as mulheres arrasam entregando cartas, né? A Dulce já tá no coração. hahahaha) me conhece de tanto que chega carta pra mim. Só que de uns tempos pra cá, a ascensão gloriosa de uma tal de internet ESTRAGOU com o encanto que as cartas proporcionavam. Ninguém mais queria trocar cartas e pior, pra ficar horas no Twitter  ou jogando conversa fora no MSN. Isso me entristeceu MUITO, mesmo eu sendo um viciado na web. Deusa Nyx sabe que eu valorizo muito o papel e a caneta. Até meados de 2008, eu pensava que fosse só eu que ainda era adepto desta prática. Só que me enganei, redondamente.

Por culpa da Gwen e de um plano muito legal dela de homenagear a revista Atrevida, acabei conhecendo-a. Virei fã desde que um texto dela foi publicado na revista em agosto (?) de 2008 e eu senti que precisava conhecer melhor aquela guria. E graças ao Orkut, esse lindo, nos conhecemos. Trocamos endereço, e não muito tempo depois, as cartas começaram a chegar. Uma atrás da outra, duas por mês. Isso me reanimou, totalmente. Minhas esperanças haviam triplicado. Ainda existiam pessoas que gostavam de trocar cartas! Não tardou muito para que eu fosse conhecendo gente com o mesmo amor pela escrita e por esse meio de comunicação. Depois vieram a Lays, a Van, a Isa, as meninas da Máfia das Cartinhas Amanda, Rúvila, Deyse e também as divíssimas Mayara e Bia TM que quiseram entrar na brincadeira comigo. Nem preciso dizer que estou FELICÍSSIMO com tudo isso, né? De repente, meninas lindas e sensacionais e que tem o mesmo amor pela escrita em comum trocando cartas comigo! Ainda estou em êxtase.

Suas lindas e sensuais, minhas cartas estão chegando logo mais na casa de vocês! Foi simplesmente mágico escrever cada uma delas e tenho orgulho por cada uma de vocês cultivar um ato tão legal como este. E que um dia meu acervo de cartinhas esteja do tamanho do meu contentamento por vocês quererem trocar cartas comigo!

Antes de concluir o post, foto do meu atual tesouro:

Ih, eu tinha muito mais do que isso. Mas minha sábia mãe achou que minha caixinha linda da dona Baratinha (MENTIRA) não era nada de mais e simplesmente tacou no lixo. Cheguei em casa da fisioterapia no comecinho de 2008 VIRADO NO CÃO morrendo de dor e ainda fico sabendo dessa. DÓI até hoje só de lembrar disso, olha. Eram quase 50 cartas acumuladas de 2005 até janeiro de 2008! :O

Meu maço lindo de cartas since novembro de 2008

E é isso, musos! Quem ainda duvidou da minha paixão por escrever, CALE-SE AGORA E ME MANDE UMA CARTA! Entre em contato comigo por comentário, por Twitter ou por sinal de fumaça. GRATO!

***
Oi, bebês!
Já falei quase tudo o que tinha pra falar pra vocês hoje. Eu ia postar uma coisa melosérrima, mais do que mel. MAZAÍ tive a ideia de postar isso e fomentar a prática do envio de cartas - e não e-mail, tá? - porque meu blog também é cultura, né. Tenho só algumas considerações pra colocar porque o post tá imenso e eu não gosto nada disso porque vocês não vão ler nada:

1) O QUE FOI O THALES SE DECLARANDO PRO JULINHO ONTEM EM TI TI TI? Dei uma morrida básica! Eu já estou apaixonado, vendo essas coisas então... Fico ainda mais! VEM GENTE! É a última semana da novela e tá tendo babado atrás de babado então NÃO SEJAM TOLOS E OUTS e arrasem! Tititi é TEMDENSIA E tá parei.
2) Hoje recomeça as aulas no meu curso de francês! Cá vou eu para o quinto semestre, cheio de expectativas! Posso realizar meu sonho de ir fazer intercâmbio esse ano! Torçam por mim!
e 3) QUEM ME AJUDA A CONTROLAR A ANSIEDADE PRO INÍCIO DA UNIVERSIDADE?


Do seu escritor-aspirante,

domingo, 13 de março de 2011

Todos amam Vitória, parte 2

- GUTO? – exclamei, um pouco surpresa e feliz demais do que deveria ter parecido, pra quem estava decidida há um segundo atrás.

Ele me olhou, sorriu daquele jeito que só ele sabe sorrir e disse, fazendo cada parte do meu corpo estremecer ao pronunciar aquelas palavras:


- Você não devia estar surpresa. Eu havia dito a você que nunca duvidasse da minha palavra, não disse? – ele parou de bater os pés impacientemente, levantou-se do sofá e caminhou até minha direção. Não vou dizer que quis fugir dali porque eu não queria; meu desejo era abraçá-lo, beijá-lo ali mesmo, sem pudor nem nada.

Mas eu tenho uma coisa muito legal chamada bom senso, que me impediu instantaneamente de fazer algo involuntário porque um, eu estava em casa e dois, eu não ia morrer de remorso horas depois me sentindo uma piriguete por tê-lo atacado.


- Não, Guto, a gente já conversou tudo o que tinha pra conversar. E você não tem o direito de vir até aqui pra…


- Pra isso? – ele me interrompeu, calando minha boca com seus lábios. Mais uma vez me sentia como se fosse cair no chão, tamanho era o jeito como o ele me beijava. Fiquei furiosa, mas não reuni forças o suficiente para me afastar dele. Para minha surpresa, depois de morder meus lábios como da primeira vez em que havíamos ficado, ele me soltou e antes que eu pudesse reagir de alguma forma, Gustavo simplesmente disse:


-  E não pense, depois disso, que eu vou desistir de você tão fácil – e caminhou até a porta.

Lógico que quis matar aquele garoto. Ele não podia ter ido até a minha casa às dez horas da manhã só pra me beijar e sair assim, como quem não fez nada. Que idiota que eu sou! Nunca tinha me sentido tão fraca assim, eu deveria ter sido mais dura! Não adiantou de nada lembrar do bom senso se o físico… bem, se o físico parecia tão mais irresistível. Aquela enxurrada de pensamentos ia tomar conta de mim se minha mãe não aparecesse para me despertar do devaneio.


- O bonitão sempre te deixa assim? Devo proibir algo entre vocês?


Fui pega desprevinida com as palavras de mamãe. Ela sempre foi liberal comigo a respeito de namoros e tudo, mas ela nunca parecia me empurrar para os caras que eu parecia me interessar, o que estava acontecendo naquele instante. Senti na voz dela o apreço pelo Guto. E eu decididamente detestei aquilo.


- Quer que eu seja bem sincera, mãe? Nunca mais quero ver esse idiota na minha vida! – disse, sem transparecer um pingo de indecisão.


Só que minha mãe sabia como me desarmar.


- Não foi o que pareceu quando você correspondeu ao beijo dele com tanta… receptividade, digamos assim – disse ela, completando com um risinho adolescente. Quis me enterrar naquele instante.


- A senhora viu? – perguntei, pasma.


- Claro que sim, sua boba. E não pense que não gostei. O rapaz me pareceu uma boa pessoa, deu pra perceber pela conversa dele. E eu não preciso nem pensar muito pra perceber a sua indecisão entre ele e outro cara. É isso, não é?


Eu simplesmente me detesto. Sou óbvia demais!


- É isso. E se a senhora não se importa, vou me deitar na cama e só acordar na próxima reencarnação, quem sabe isso não resolva todos os meus problemas – disse impassível, me retirando da sala sem dar chance para minha mãe responder. Eu me detestava quando tinha que fazer isso, mas a mania da minha mãe de querer ser adolescente às vezes me irritava. Não que eu não achasse o máximo, mas nessas horas eu preferia sofrer sozinha. Sim, eu sou masoquista.


Subi as escadas de volta para o quarto, enquanto ainda tentava absorver o que o Guto tinha feito comigo. Aquele cara não me merecia. O Rodrigo sim era perfeito pra mim. Mas porque era tão fácil assim do Guto mexer comigo? O que eu precisaria fazer para ele deixar de ser tão insuportável e irresistível?

Joguei-me na cama querendo muito uma luz. Minha cabeça precisava ser iluminada com algo que clareasse, não que deixasse só visíveis as coisas. Porque eu tinha que estar apaixonado por irmãos? E porque eles tinham tanto que fazer meu tipo?


Eu na certa passaria o resto da manhã e do dia lindo que fazia lá fora pensando nessas interrogações, mas eu tenho a sorte de contar com a Pri pra animar minha vida. Meu celular vibrou nos bolsos e era ela, me convidando por SMS para ir à uma festa na casa de um amigo nosso, o Luís. É, bem que eu estava precisando me animar… Era o que eu precisava, de uma festa para esquecer aquilo tudo. Era isso. Ao invés de me martirizar com a situação Rodrigo-Gustavo, acabei me deixando levar pelo lado menininha e planejei todos os meus passos para aquela noite.


* * *

Pri passou pontualmente às nove para me pegar. Eu já estava mais do que animada para a festa e entrei totalmente sem neuras naquele carro para ir ào aniversário do Luís. Não teria Rodrigo muito menos Gustavo para me impedir de ser feliz. E eu não ia perder meu tempo pensando neles com uma festa daquele nível para eu me divertir. O estilo balada do lugar me surpreendeu quando entrei naquela casa, devidamente equipada para o momento. Já estava apinhado de gente e só de sentir a vibração daquele lugar já me senti um tanto melhor. Decididamente era tudo o que precisava.

Eu e Pri estávamos no melhor da dança quando aquele cheiro, aquele perfume me preencheu. Mais uma vez, me senti inválida. Eu não ia lutar contra aquilo de novo. Aquele cheiro era irresistível, simplesmente. Guto me agarrara por trás e a Pri, ao invés de me proteger daquela tentação, acabou dando espaço para que ele se aproximasse de mim. Infelizmente. Eu conhecia o cheiro dele, mas eu tinha esperança de que não era ele. Pelo menos eu tinha, até ele me puxar contra ele e mais uma vez me extasiar com seu beijo.

O que eu não contava era que Rodrigo assistia à cena, totalmente arrasado.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Igarapé das Mulheres



Todos os dias, a mesma sina se repetia. As mulheres se reuniam à beira do rio para lavar roupa e também para conversar umas sobre as outras. Era quase que diária a rotina daquelas moças, damas, senhoras. Dona Luzia era uma delas. Criada pelos avós, Luzia sabia desde sempre que sua vida não seria fácil. Ela via pela televisão ainda sem cores que a vida lá fora parecia um conto de fadas. Luzia pensava que em São Paulo não existiam as dificuldades da vida no norte do país. A moça não imaginava que as coisas na cidade grande poderiam ser ainda piores do que na cidade pacata na qual vivia.

Aqueles anos todos à beira do Igarapé das Mulheres serviram para muita coisa. Uma delas foi fortalecer ainda mais a jovem e frágil Luzia que não havia tido escolha. Aos 20 anos, sua vida mudou de uma hora para outra: seus avós se foram sem aviso prévio, num desastre de barco no rio Amazonas. Luzia tivera que aprender a lutar sozinha contra tudo o que uma sociedade radicalmente machista e imponente impunha naquela época. Não fora nem um pouco simples tentar se manter. As guerras foram constantes. Vários nãos foram-lhe dados sem piedade, as pessoas fechavam as portas quando ela se oferecia para qualquer trabalho e ainda tivera que enfrentar o preconceito por ser negra. Mesmo com a beleza natural que todos sabiam que ela tinha, Luzia era simplesmente rejeitada. Por ser mulher, por ser solitária, por ser quem era.

Ela não se deixara abater com tamanha injustiça. Uma hora, iam reconhecer que ela não era inválida. E no Igarapé ela também aprendeu a ser persistente. Nunca desistir do que ela queria. A força, tanto física quanto psicológica, a ajudou mais do que qualquer outra coisa neste período. E se passaram tempos e mais tempos de batalhas, conflitos e muita, mas muita perseguição. Até que sua oportunidade chegou. Luzia era uma das poucas mulheres que tinha disposição para ensinar o pouco que sabia: ler e escrever. E foi com muito esforço e dedicação que ela conseguiu transformar a própria casa numa sala de aula. A comunidade carente do Igarapé das Mulheres se rendeu rapidamente à capacidade extraordinária que Luzia tinha para repassar conhecimento. Foi através da educação que Luzia conseguiu vencer todos os preconceitos contra ela e sua suposta condição. Ela incentivou toda uma geração futura de mulheres a seguir além com seus sonhos, vontades e desejos de mudar a situação na qual se encontravam, porque ser mulher não era simplesmente ser mulher. Ser mulher ia além disso. Ser mulher é ter a fragilidade de uma flor e a dureza de uma rocha. É possuir capacidade de distinguir o certo do errado. Ser mulher é ter resistência para enfrentar os mais duros momentos da vida. Mulher é um ser divino, abençoado. A mulher brasileira consegue ser muito mais do que isso tudo, a ponto de ser indescritível.

A mulher brasileira tem garra. É guerreira e sabe que é capaz de tudo. Mesmo que tudo signifique ter que enfrentar os obstáculos pelo caminho.

Luzia sempre dizia que desistir não era algo do qual alguém fosse se orgulhar. E mulher decididamente preferia riscar essa palavra do vocabulário. Luzia me fez admirar ainda mais toda a coragem e determinação que as mulheres tem. Em especial, aquelas que dão duro na vida aqui, no norte. A todas essas mulheres que batalham diariamente para sustentar uma família inteira, a todas essas mulheres que trabalham dura e dignamente e a todas as mulheres que sabem o real sentido do que é ser a mulher brasileira, o meu muito obrigado. Por contribuírem tanto com a sociedade e por darem um toque a mais de suavidade em nossas vidas. Mas acima de tudo, obrigado, mulheres nortistas, por serem exemplo constante de superação e vitória.

Ah, a Luzia? Bem, hoje ela é uma senhora aposentada de noventa e poucos anos que ainda faz questão de ensinar o be-a-bá para seus netos e bisnetos!


*Baseado em uma história real.
*Pra quem não sabe o significado de IGARAPÉ, é um rio pequeno. Um córrego, muito comum nos bairros aqui de Macapá. E Igarapé das Mulheres era o antigo nome do meu bairro.

Pauta para o Blorkutando - 128ª Semana : "Mulher Brasileira". 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Meme!




Ganhei esse meme lindinho do Edy, do Jovem Brilhante! Devia ter postado antes, mas só agora tive tempo.  VEM BRASIL E SE JOGA COMIGO!


Respondendo o que foi questionado acima:


1- Sim, Histórias da Turma, de Marcia Kupstas. Porque além de ser um livro super jovem, tem histórias pra todos os gostos!
 

2- Conte-me Seus Sonhos, do Sidney Sheldon. NUNCA me cansaria de ler essa história fantástica!


3- Eu leio muitas séries, então fica complicado escolher um livro só. Mas um livro muito bom que li há algum tempo foi “A Marca de uma Lágrima”. Adorei a trama!


4- Smell Of Secrets, Vida em Crônicas, Ella en Palabras, Manuscrito, Meu Outro Lado, Meu Espaço de Falar, Cão Sem Plumas, Cacatuas Não Choram,  Mundo de Nati e Minutos de Tédio


5 – Jovem Brilhante – http://jovembrilhante.blogspot.com .




É isso, Brasil! Logo mais vejo vocês! E não se esqueçam de ler a história abaixo, quero a opinião de todo mundo!



Do seu escritor-aspirante,



segunda-feira, 7 de março de 2011

Todos Amam Vitória, parte 1




Naquela noite, Rodrigo me fez sentir a melhor e a mais amada das mortais.


Ele não mediu esforços para que eu me sentisse protegida, uma das coisas que eu mais precisava naquele momento. Eu estava fragilizada. Odiava admitir, mesmo, mas a noite anterior fora de emoções ainda maiores. Gustavo tinha o poder de me deixar paralisada só de sentir a sua presença. Lógico que eu não deixava transparecer, mas ele sabia. Ah, se sabia. Eu não magoaria Rodrigo de modo algum, ainda mais por causa de um cafajeste como ele. Mas sabe, é quase impossível resistir. É uma tentação daquelas que te fazem perder a cabeça. É um desejo que vai além da razão.


A atração que eu sinto pelo Guto não é normal. Não, não é.


Ontem, Rodrigo me disse olhando os meus olhos que me amava. Que ele faria tudo pra que eu nunca desistisse dele e que eu jamais duvidasse do que ele sentia por mim. E eu acredito, cegamente, em todas as palavras que ele diz. Eu também o amo, muito. Rodrigo conseguiu atingir o patamar máximo do que eu considero perfeição. E sei que nunca encontrarei em lugar algum outro cara como ele. Queria muitíssimo retribuir do mesmo modo, e tento. Porém, existem impecilhos no caminho. Quando a esmola é demais, o santo desconfia, já diz o ditado. E o pior é que eu não consigo contar isso para ninguém! Queria poder ter um amigo para compartilhar toda essa loucura que estou vivendo. Não desejo isso nem para minha pior inimiga. Indecisão não é nada legal. E o meu medo maior é de dar um passo em falso e me arrepender pelo resto da vida.


Às vezes nem parece que tenho quinze anos. Parece que já o dobro. Mas aonde se encontra a maturidade das experiências? A certeza do que quero de verdade? A cada dia que passa, as certezas fogem ainda mais de mim. Sei que não quero ficar longe do carinho e da proteção do Rodrigo, mas o que eu vou fazer diante de tanta… irresistibilidade, por assim dizer, do Guto? Caramba, ele me deixa daquele jeito sem que eu possa nem me defender. Ele deveria ser um pouco mais compreensivo comigo. Um pouco mais. Afinal, ele brinca com o que eu tô sentindo e com o que o irmão dele sente! Não é justo, nem um pouco. Mas o que eu vou fazer se ele é daquele jeito?

Mal eu sabia o que ele ainda estava planejando para mim…


Acordei decidida naquela manhã. Eu daria um basta nessa história, já chega. O Rodrigo não merece que eu seja deste jeito com ele. E o Gustavo não deveria ter sido tão baixo comigo. Faz um sábado lindo e eu tenho todo o estímulo que preciso pra ser feliz em minha decisão. Nada vai me abalar. Preciso de estabilidade, chega de instabilidade. Não suporto mais esta situação. É hora de fazer o que eu já deveria ter feito há muito tempo.


Ou pelo menos era o que eu pensava até descer as escadas que davam acesso à sala da minha casa e me deparar com o Guto aguardando impaciente, batendo os pés num ritmo que nem de longe se comparava ao do meu coração.


***
Oi, gente! Como estão?
Espero que tenham entendido a moral da história. Ainda esta semana eu posto a última parte. Agradecer à @Radarisburning DIVÍSSIMA que me deu o furo de reportagem pra esse conto. Arrasa, V.!
Eu devia ter voltado antes, mazaí falta de inspiração feat. sono fizeram questão de acompanhar minha noite ontem. Sou sincero, lindos.
Amanhã postarei o selo que o Edy me repassou, aguardem :D
E o carnaval de vocês? Curtindo só o feriado ou pulando no meio da fubá? GENTE, ainda continuo mantendo distância considerável desse povo. SOU GLAMUROZO E QUEM TEM GLAMUR FICA LONGE DESSE PEGAPEGA ME DEIXEM
Ah, bapho forte pra vocês! Vou trocar cartas com a Mandy e com a Deyse! SIGAM O EXEMPLO E BORA ARRASAR SAINDO DO TECLADO DO PC E REAPRENDENDO A PEGAR NUMA CANETA, OK? Ontem fiquei horrorizado com meu primo escrevendo VC e PQ numa redação, só pra vocês terem uma ideia. FICA-A-DICA.

E acho que vou ficar por aqui, não vou me demorar que ainda tenho montes de coisas pra fazer. Ah, e já respondi todos os comentários, mesmo atrasado, risos.

Do seu escritor-aspirante,

                                                                                                                      Tiêgo R. Alencar

sexta-feira, 4 de março de 2011

Obliviate!





Eu confesso: sou esquecido. Esqueço da hora de tomar remédio, esqueço do que tinha pra fazer no dia seguinte, esqueço do que usaria para sair na night. Tenho a sorte de poder contar com despertador e meu celular para as eventuais precisões de não esquecer. Minha avó já me deu até chá de ginkgo biloba (dizem que é bom, sério!), mas não resolveu. Esses pequenos esquecimentos do dia-a-dia são até cômicos em certos momentos, mas acredito que eu não veria graça se minhas memórias fossem ocultadas como uma chuva que chega depois de um dia quente de verão, repentinamente.


No auge de um momento depressivo, ano passado, eu quis muito me esquecer de tudo. Sabem, queria ser acertado por um feitiço poderoso de esquecimento do professor Lockhart de Harry Potter e começar tudo de novo. As coisas começaram a dar errado, o mundo conspirou contra mim e eu fiquei indefeso diante de tanta fúria. Nesse caso, ter a memória apagada pra mim seria um recomeço dos bons. Eu precisava reiniciar tudo, como no computador, para ver se melhorava o desempenho. Só que como eu não vivo no mundo mágico de Hogwarts tampouco funciono como um computador, acordei pra vida. Minhas memórias não voltariam jamais se um dia fossem apagadas e o que seria de mim se não pudesse me recordar das festas na infância, dos natais em família e do meu primeiro beijo? A vida simplesmente não teria graça se essas lembranças me fossem tiradas. Arrancadas de mim, o vazio que restaria em minha mente dificilmente seria preenchido por coisas novas. Pelo menos não seria tão fácil.


Esquecer de tudo e de todos por alguns instantes pode parecer tentador. Afinal, quem não quer apagar da memória aqueles problemas intermináveis? Mas acho que não adiantaria muito quando se tem uma realidade que faz questão de martelar nas nossas cabeças o quão dura é… E esquecer involuntariamente de tomar o remédio às seis da manhã é bem diferente de esquecer de tudo e todos que nem naquele filme, “Como se fosse a primeira vez”. E eu tenho a leve impressão de que guardar recordações faz um bem danado pra alma.


Pauta para o Blorkutando – 127ª Semana : Perda de memória.



***


Oi, crianças!

Pois é, eu deveria ter voltado ontem, mas acabei tendo problemas trágicos com a internet. Ontem ela realmente estava TRÁGICA e eu não gosto nem de lembrar que passei horas tentando conectar e nada. Mas calma, não teremos um outro post imenso de reclamação, não. hahahaha
Ai, gente, Ti ti ti tá acabando :/ Tô tão triste com isso! Dia 19 (pensei que fosse dia 25, mas tudo bem) nós daremos adeus à uma das melhores novelas das sete de todos os tempos. Fará falta!
Bem, se vocês querem um bapho imenso, lá vai: TÔ IN LOVE. Totally apaixonado. Não se assustem se aqueles posts melosérrimos pegar vocês de surpresa aqui. Sabe como é, inspiração tem mania de PREENCHER a gente quando estamos amando. Tô feliz, e isso significa ainda mais porque estou sendo amado Coração vermelho Felicidade e satisfação me definem. Sem mais.
Ah, vocês nem sabem da última: andei xeretando no blog da Rúvila e sem querer fiquei sabendo de uma Máfia das Cartinhas, iniciada pela AMADÍSSIMA Mandy Arruda, do Maçãs Verdes. ACHEI NOBRÍSSIMA a ideia e queria muito que vocês ficassem cientes! Não sei se as gurias vão aceitar que eu me junte à elas, mas eu e a Bia (diva e sensacional) já nos combinamos de trocar cartas! POR FAVOR, quem estiver interessado entra em contato comigo, seja por Twitter ou pelos comentários, estou MUITO afim de repassar essa coisa fantástica que é a troca de correspondência. Eu já troco com a Van e com a Lays, então QUERO VER TODO MUNDO SE MEXENDO, HEIN?
Depois dessa, terminarei o PS. Quero voltar ainda esse final de semana. Ah, e adorei os comentários no post anterior, viu seus lindos e comentadores? AMO VOCÊS VOCÊS SÃO TUDO NA MINHA VIDA ~~TODOS FAZ CORAÇÃOZINHO E FIUKA~~

Do seu escritor-aspirante,

quarta-feira, 2 de março de 2011

Vamos falar de coisa séria?



Há algum tempinho atrás, eu havia escrito um texto completamente diferente do que tratarei agora. Mas vocês sabem como eu sou, não posso ver nada ainda mais chamativo que eu já fico com os dedinhos coçando pra escrever. E nesse caso, o papo é sério.


Como todos os dias, eu estava vendo a novela Insensato Coração quando a cena na qual o personagem vivido por Cássio Gabus Mendes agrediu verbalmente gays que não estavam fazendo absolutamente nada para ele, a não ser marcar presença naquele bar. A cena foi forte, sincera e, infelizmente, mais real do que imaginamos. Achei particularmente excelente a ideia da novela de começar a inserir de maneira mais explícita a aversão, a rejeição aos gays da parte de diversas classes sociais e tipos de pessoas – no caso do personagem, um jornalista. Mas eu não vim aqui falar da novela e sim da situação que por mais humilhante que possa ter parecido, alertou para o mal cada vez crescente da homofobia.



Eu nunca fui vítima de homofobia. Pelo menos não dessa rejeição desnecessária e aguda que foi retratada na novela. Entretanto, não muito longe disso, já sofri bullying. Por só andar com garotas, por saber falar de amor, por dar conselhos, por ser quem eu sou. Não é uma situação muito fácil de se lidar, garanto pra vocês. A gente se sente inferior. Rebaixado. Como se não fosse capaz de nada. Quando não se está pronto para receber tanta alfinetada da galera que não admite os gays, dói bastante ser chamado de mariquinha, de boiola ou do que for. Felizmente, eu nasci com uma maturidade que impressiona meus pais até hoje e aprendi a lidar com esses xingamentos baixos mais rápido do que imaginava. Só que então eu paro pra pensar em quem não teve a mesma sorte de possuir a mesma maturidade, a mesma facilidade de se autoaceitar. É ruim, muito ruim.



Certa vez, ao voltar da escola com amigos, um deles que é gay assumido esbarrou num homem já formado, arrisco dizer de uns trinta e poucos anos. Meu amigo pediu desculpas, mas o homem parou, olhou bem na cara dele e disse que desculpas não o deixariam mais limpo do que um banho. Simples assim. Lógico que meu amigo não ficou calado e tratou logo de ir falando pro homem que homofobia é crime que dá cadeia. Ah, um detalhe: o cara estava todo engravatado e saía do Fórum. Não demoramos a deduzir que ele trabalhava com advocacia. Ele não fez a menor questão de ouvir o que todos nós tínhamos para dizer à ele, entrou num carro e foi embora, com a cara mais lisa do mundo. Entramos no Fórum e perguntamos se o cara trabalhava lá, e explicamos a situação pra moça que estava na recepção e, frustrando-nos, ela não podia nos ajudar, nem conhecia o cara. Viemos embora para casa, mas aquela situação não me saía da cabeça. Não era possível que um ser humano, em pleno século XXI, pudesse pensar daquela maneira! NÃO ERA POSSÍVEL! O que passa na cabeça de uma pessoa que não consegue admitir que as diferenças existem? Que assim como existe o homem para a mulher, existe o homem para o homem? Não dá mesmo para acreditar que haja um pensamento tão medíocre e covarde a respeito desse assunto tão difundido nos dias de hoje. Publicações gays, gays na TV, nos jornais, em todo lugar! E mesmo assim essa maldita homofobia permanece incrustada na mente de muita gente por aí. Triste.



Eu entendo muito bem o que é a pessoa não simpatizar com a bandeira LGBT. Agora, existe uma esquina ou uma avenida IMENSA de diferença entre não simpatizar com gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros e respeitá-los como pessoa e não suportar nem ficar no mesmo lugar que eles. Isso SIM eu não admito. Não dialogar, não querer nem explicar o porquê de tanta rejeição. É RIDÍCULO! E mesmo com tanta discussão a respeito da homofobia, pisamos em ovos. Uma pessoa entende e começa a respeitar. Outras noventa e nove continuam pensando dessa maneira mesquinha e perversa.



Com tudo isso, espero ter conseguido que vocês abrissem mais os olhos para a realidade que os cercam. Não estou pedindo pra ninguém sair com um arco-íris pintado na testa protestando pelos direitos dos gays. Queria apenas que vocês se conscientizassem de que do mesmo modo que estamos destruindo o planeta com tanta poluição, estamos destruindo nossa capacidade de raciocinar ao pensar desta maneira. E POR FAVOR, não levem nenhum destes argumentos que apresentei aqui para o lado pessoal, porque não existe nada mais chato do que isso. Que vocês fiquem um pouquinho mais abertos às diferenças, porque num mundo de diversidade como o nosso, nada mais careta do que se manter fechado à elas.






[PS: Perdão por ter falado demais. Não suportei mesmo ver aquilo na novela. Vejo vocês logo mais.]

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Et moi, je déteste le carnaval.

 

Venho de uma família de brasileiros legítimos. Todos amam futebol, feijoada, samba e sempre deixam tudo pra última hora. Só que eu, como vocês já sabem, acabo quebrando a regra sendo como sou. E ainda venho com um bônus que me “estrangeiriza” completamente: TENHO AVERSÃO COMPLETA, TOTAL PELO CARNAVAL.

Vocês vão me chamar de retardado, afinal é a época do ano em que todo mundo pira no meio do povão, gritando, cantando aquelas marchinhas insuportáveis. EU NÃO CONSIGO ENGOLIR ISSO. De jeito nenhum. Nunca cogitei a possibilidade de ficar no meio daquela multidão que se esfrega loucamente, bebendo e fumando como nunca. Eu já fui obrigado a participar de carnaval de rua uma vez e eu decididamente odiei quando jogaram cerveja em mim e, quando cheguei em casa, parecia que eu tinha fumado um maço de cigarros todo, de tanto que eu fedia àquela fumaça pavorosa. Depois daquele dia, eu jurei para mim mesmo que nunca mais me envolveria em algo do tipo.

Sou super a favor da festa, claro. Afinal não é sempre que as pessoas podem se reunir pra se divertir com algo em comum. Mas ah, me chamem do que quiserem mas eu detesto carnaval. É uma festa que não me agrada, que não me anima e que me faz sentir muito mais anormal do que já sou.

 

Ainda bem que existe o ócio do feriado de carnaval pra salvar, porque né. Dormir é o que há quando uma coisa que você odeia tanto vira o assunto principal.

 

***

 

Oi, crianças!

 

Essa semana começa a folia maldita do carnaval. E eu DECIDIDAMENTE detesto. Precisava desabafar aqui porque olha, ninguém me entende e eu sei que meus leitores lindos e divos me entendem. Era só isso mesmo por hoje, senti uma vontade louca de escrever e só colocar no papel o que eu sentia não foi o suficiente. Sim, eu sou um retardado.


Ah, e tem um post novíssimo meu no O Quanto Quiser! VENGENT!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar