sexta-feira, 30 de julho de 2010

Confessarei à você que...

... fui estúpido. Não, não deveria ter agido como tal. Meu maior erro foi confiar demais em mim mesmo e esquecer de você. As minhas dúvidas, os meus reflexos, os meus insólitos pensamentos já não tem mais sentido se eu tento imaginar algo que não seja relacionado à você. Não entendo como pude fazer isto. Você, que sempre foi a pessoa que mais me apoiou na vida, não merecia o que eu lhe havia feito. Foi ultrajante! Trair sua confiança acreditando que eu estava fazendo um bem maior à mim próprio foi egoísmo. Entender isso é quase um martírio para mim. Já pensei em fazer coisas que eu jamais tinhapensado em fazer por alguém, mas que eu faria sem pestanejar por você. Meu final feliz já não está mais cogitado em fazer parte dos meus planos. Não serei feliz sem você. Diga-me como me redimir da culpa! Diga-me como fazer para você confiar em mim outra vez! Eu sei que trair é imperdoável, mas quando não se age dentro de si, é preciso rever seus conceitos. Eu não estava em mim. Você sabe que eu fui nitidamente induzido à praticar atos que não condizem com minha conduta por estar ingerindo o que jamais tinha me tocado os lábios. Errar dói, dói muito. Arrepender-se dói muito mais, você não imagina o quanto. Jamais deveria ter feito o que fiz com você, pois nada no mundo substituirá o amor inigualável vivido por nós dois. As cartas trocadas, os beijos intensos, os sonhos compartilhados e as experiências inesquecíveis. Nunca esquecerei do quando você foi importante para mim. E pretendo, mais do que nunca, reconquistar seu amor. Minha vida não faz sentido sem você. Eu te quero de volta. E estou arrependido. Confesso que sou um estúpido e que só irei me perdoar no dia em que tiver a mais plena certeza de que você me aceitou de volta. Porque nada nesse mundo me reconforta mais do que estar perto de você. Absolutamente nada, Jean Paul.

Eu te amo.

Nicolas."

Pauta para o Blorkutando - 96ª Semana : "Meu maior erro foi..."

[Pra quem boiou na carta do Nicolas, eu explico: é um casal gay que foi abalado por uma traição. O Nicolas foi drogado e traiu o JP. E errou,  mesmo que involuntariamente. O parceiro não quer mais voltar com ele e ele implora pelo amor de volta. Afinal, foi o único amor que ele teve em toda a sua difícil vida.

Tá, não falo mais nada! Interpretem o resto, sei que não vou ganhar no BK mesmo, mas foi a única ideia que tive dez minutos antes da meia-noite.

 Pra vocês que me amam,



@tiegoalencar.]

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Aventura no museu, parte final.

( Parte um. / Parte dois.)

Uma dor lancinante.

Foi o que eu senti quando me materializei nas nuvens do plano superior. Senti como se tivessem partindo minha cabeça em duas. Doeu muito mais ter que transferir meu corpo pra um plano superior, já que não me lembro de ter feito uma loucura assim antes. Conrad Stevens fez o favor de me arrancar de mim, como havia feito no corredor do museu do Louvre minutos antes. Minha dor de cabeça estava completamente insuportável! Se já doía me transferir de um metro para outro, imaginem só a sensação de mudar de plano! No plano mediano, que é no qual habitamos, a dor é bem menos intensa na hora da desmaterialização.

Nem tive tempo pra pensar na dor quando senti aquele chão macio como algodão me acomodar na queda. Conrad Stevens sempre dizia que a eu nunca iria conseguir me transferir para lá porque eu era um fracassado que não suportava nem a dor da materialização. Mas agora eu iria provar à ele quem eu era e porque Merlin havia dito que meu potencial seria capaz de desbancá-lo. Sentia-me patético pensando naquilo agora, com toda aquela dor insuportável mais Conrad Stevens pronto pra acabar comigo, e ainda tinha aquele insuportável pesadelo que eu teria que enfrentar.

E minha forte intuição me dizia que a solução para meus problemas era eliminando meu tutor. O mais rápido possível.

Um soco forte me atingiu no rosto. Não tive nem tempo pra responder, nem nada, a única reação que tive foi cair de cara no chão. E senti um nojo tremendo do Stevens quando ele murmurou:

- Fraco.

Não sei se aquilo foi só mais um estímulo, mas o ódio que corrompia minha alma naquele momento me fez esquecer da dor. Por um segundo. Ergui-me, coloquei-me em frente ao suposto tutor e o encarei, exatamente como ele havia feito com Merlin na primeira vez em que me viu, na estação de metrô, em plena meia-noite. A pena ou qualquer outro sentimento de compaixão não me afligia. A raiva era válida naquele momento. O sentimento de vingança fazia sentido agora. Tanto que não medi esforços pra me concentrar, fechando os olhos e tentando me desmaterializar, mais uma vez.

É, desmaterializar. Parecia loucura, mas a dor que eu iria sentir ao desfalecer no chão depois de fazer aquilo seria necessária, eu sentia isso. Mas imaginei o único lugar que me faria ser alguma coisa capaz de derrotar Conrad Stevens: o templo de Merlin.

O lugar era como nos meus sonhos: azul e amplo. De um azul-celeste penetrante. O castelo no qual Merlin se encontrava todas as vezes que eu abria as portas do meu sonho estava lá. Ele, soberano como sempre, estava ali, pronto pra me receber. O calor do momento invadiu cada centímetro cúbico do meu corpo e só me recordo de sentir mais uma vez uma dor lancinante no meio da testa, e de ter escutado o grito absurdamente alto de Conrad Stevens revoltado por eu ter conseguido me livrar dele, mesmo sendo um "fraco", como ele fazia questão de me lembrar.


Quando o doce aroma de rosas do campo invadiu minhas narinas, tudo o que eu sentia simplesmente sumiu. Não lembrava que estava num intercâmbio na França, não sentia dor na cabeça, não lembrava de Conrad Stevens. Aterrissei suavemente naquele campo de grama bem aparada feliz da vida, como se nada pudesse me deter. Avistei o templo à minha frente, magnífico como em meus sonhos. Merlin estava incrível naqueles trajes de mestre que cansei de ver em meus sonhos. Ele veio em minha direção e eu o saudei, como se já o conhecesse há anos:

- Hay nox dirtie - murmurei a saudação para o mestre dos mestres. Ele apenas balançou positivamente a cabeça, pôs a mão sobre a minha e disse:

- Abençoado seja, Rafael, por ter sido escolhido para ser meu substituto. Rai-Too-Min sabiamente me pôs em seu caminho, pois ele sabia que você um dia entenderia que precisaria me substituir. Está na hora de você aprender que a vida é inevitável. Ela simplesmente acontece. E ela acaba de acontecer, mais uma vez para você. Hay nox dirtie, pewt.

Não consegui conter as lágrimas. Merlin murmurou palavras em uma língua que não compreendi e nós nois brilhamos intensamente. Uma luz azul, como tudo ali, irradiava de dentro de mim. A luz que saía de meu verdadeiro mestre era violeta. Um súbito buraco abriu-se sobre sua cabeça e sugou-o para dentro, ao mesmo tempo em que o vento cortante me lambia o rosto. Não consegui reagir, uma sensação de soberania, a mesma que Merlin me transpassava, tomava conta de mim. O buraco fechou-se e o azul foi restaurado. E fiquei sem saber o que fazer. Olhei em volta e tudo havia sumido. O templo, as rosas, os pássaros. Só havia a grama verde bem aparada e um infinito imensurável. Concentrei-me mais uma vez, fechei os olhos e desmaterializei-me daquele lugar. Mergulhei na sensação que já não doía mais e me era até prazerosa.

Agora não me pergunte onde eu parei. Porque eu ainda estou tentando responder a esta pergunta.


 ***
[Conto ridículo, eu pensei que fosse gostar do desfecho, mas me esqueci completamente de como ia terminar -.-' Improvisei tudo, ficou horrível, e eu amanhã eu já venho com um post BEM melhor do que esse. Ah, e podem crer, vou continuar com o (meu) Tudo de Blog! Que bom que gostaram!]

domingo, 25 de julho de 2010

(Meu) Tudo de Blog - O Retorno!




Acho que alguns de vocês que acompanham meu blog sabem que eu sempre fui fanático pelo extinto Tudo de Blog, projeto da revista Capricho que selecionava blogueiros e blogueiras especialmente para falar sobre os mais variados assuntos, de moda a toque de recolher. Em março, como vocês podem ver aqui neste post, expressei minha revolta pelo fim do projeto recriando o Tudo de blog aqui, no meu simples blog, com a ajuda de algumas blogueiras do Tudo de Blog (Tayane Scott e Vanessa Bittencourt) e com a minha participação. Agora, para fechar a semana especialmente dedicada ao meu blog, retomo com muito orgulho o (meu) Tudo de Blog, com a colaboração inestimável de Juliana Lima, Jeniffer Yara e Natália Souza, grandes amigas e com quem eu pude contar de imediato, assim que disse que precisaria da ajuda delas.

Com vocês, eu apresento, orgulhosamente, o (meu) Tudo de Blog!

[Observação: o tema para a blogueira Natália Souza não é o mesmo para as outras duas, pois ela não conseguiu escrever a tempo. Mas ela fez questão de escrever sobre o primeiro tema que eu havia sugerido, "Modinhas".]

Todo e qualquer direito deste projeto está reservado à revista Capricho. Este post é apenas uma brincadeira, ok?



Tudo de Blog                                      Edição: Tiêgo Alencar

Modinha, influências, mudar por alguém ou alguma coisa... Nossas blogueiras explanaram sobre estes temas!


Nome: Juliana Lima
Idade: 19 anos
Blog: http://juhcentrismo.wordpress.com/

Mudar não, adaptar-se

Nós estamos em mudança constante. Por isso, não desconfie daquele velho clichê que diz que hoje você não é o mesmo de ontem e amanhã não será o mesmo de hoje. É verdade! Mudar é um processo e faz parte da natureza humana. Mas só percebemos melhor nossas mudanças depois de um período mais longo, como o de um ano para o outro, por exemplo. Talvez leve mais tempo, talvez menos, aí, vai de cada um. Eu mesmo, quando lembro do meu passado e nem precisa ser tão passado assim, tipo há um ano atrás, nem parece que estou lembrando de mim, parece até uma outra pessoa e não fui eu que decidi que mudaria, aconteceu naturalmente. Pelo o que eu lembro, nunca precisei mudar por alguém. O máximo que eu já mudei por alguém foi para me adaptar a pessoa [ou as pessoas]. E quem nunca teve que mudar algo para se adaptar, não é mesmo? Eu sou mega tagarela e agitada, mas se eu chego em um ambiente que as pessoas são mais na delas, não vou ficar ali no meio fazendo papel de palhaça, então, me contenho. Mas aí, não mudei só porque me contive, continuo sendo a mesma tagarela e agitada, só me adaptei àquelas pessoas. Então, não acredito que alguém mude totalmente por causa de alguém, acredito em adaptações e mesmo que alguém aparentemente mude muito por causa de uma outra pessoa [como um nerd que vira um rebelde da noite para o dia], no fundo, no fundo, esse alguém não mudou, continua sendo o mesmo, mas com um disfarce, que talvez nem ele perceba no momento. No momento. Mas depois, uma hora ou outra, vai perceber. Cada pessoa tem sua forma de viver, tem seus limites e tem seus valores e não é por causa de alguém que isso vai mudar. Afinal, uma mudança não está no nosso campo de visão, ela acontece além de tudo, dentro de nós e de uma forma natural.




 
Nome: Jeniffer Yara
Idade: 16 anos
Blog: http://jenifferyara.blogspot.com/
 
Influenciáveis
 
É inegável que o ser humano seja um ser influenciado e influenciável. Como disse o filósofo Karl Marx, "o homem é produto do meio". Ou seja, ele é o que o influencia; ele forma seu caráter através de bases ideológicas sociais e religiosas. A mudança que nós vivemos sempre irá existir, tal qual seja ela; sempre vamos mudar por algo ou alguma coisa. O que é questionável é a tal influência que sofremos. Por exemplo, mudarmos por algo que nos disseram sobre nosso estilo de vida ou nossos gostos, não é algo que acredito que seja certo. Não generalizando, mas existem pessoas que formaram suas personalidades através do que ouviram quando era criança ou do que viveram em épocas passadas e, dependendo do que viram, do que aprenderam e de como reagiram a tudo isso, esse pessoa pode ser alguém com personalidade própria, de caráter bom e maturo, ou pode ser o contrário. Vejamos o exemplo de adolescentes que são influenciados por 'modinhas' e aqueles que se rotulam, formando tribos urbanas: são seres influenciados por estilos musicais, por ideologias de comportamento, por amigos e até namorados (as), e acabam mudando de novo e de novo, por passarem várias fases da vida onde a ideologia em que viveu antes já não é para ele tão importante quanto uma nova que ele acaba descobrindo através de novas músicas, novos amigos... Não tem nada de errado em mudar, mudar por alguém, as mudanças através de algumas influências até são boas sim.
Portanto, mudar por algo ou alguém não é o problema em questão, ou o tal alguém que venha a influenciar. A tal mudança que deve ser questionada, tanto em crianças, adolescentes, como adultos de hoje, pois esta influência trás tanto mudanças boas quanto más.
 


 
Nome: Natália Souza
Idade: 18 anos
Blog: http://minutesofboredom.blogspot.com/
 
Modinhas S.A
 
Falar sobre modinhas é sempre a mesma coisa, algo de novo surge,vira modinha e todos ficam reclamando !
Para terem uma ideia , reparei e percebi que a minha geração inteira foi construída em torno de uma modinha , por exemplo : minha mãe tinha a modinha dos Menudos , minha avó teve a modinha do Roberto Carlos , e se não em engano minha bisavó teve a modinha do Frank Sinatra. Somos cercados por moda , e não falo só musicalmente , e sim de looks , por exemplo na época da minha mãe é a mesma moda de agora , roupas coloridas , tênis de cano alto e super neon , da minha avó era vestidos feitos sobre medida , já da minha bisavó era vestidos com espartilho e babados , um lusho ! Lógico que sempre vai ter pessoas que vão criticar , eu mesma , critico e muito a moda de agora musicalmente , pois acho que não tem nem comparação a musicalidade de meus antepassados , mais vejam bem , se é para se falar de moda em relação a looks , sou totalmente ligada ! Não especialmente a moda teen , mais se falando de moda mesmo de passarelas , eu sigo as tendências ! Todos nós seguimos uma moda , não adianta , pode até me dizerem que não tem um gosto nem uma roupa certa , e falar que não tem nada a ver com a moda ! Provarei que você vai estar errado , pois sua moda vai ser alternativa , e assim vai ...
Ou seja , falar de moda é tão nostálgico , que nem tem o porque de tantas confusões e desafensas !


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Bem, o resultado foi esse! Espero que tenham gostado, porque eu adorei! Comentem bastante, se eu devo continuar com o (meu) Tudo de Blog, se querem participar... Opinem, a opinião de vocês é essencial pra mim agora!

Agradeço muito às meninas, por terem me dado essa força mais uma vez, porque sem elas este projeto não seria nada! Muitíssimo obrigado, cats!

Pra vocês que me amam,

@tiegoalencar

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Gostar é sinônimo de discutir, mas também de dialogar, de negociar...

Eu gosto muito de chocolate branco. Sempre que posso, vou até o mercado e compro uma barrinha pra ficar feliz. Mas minha amiga, a Má, detesta chocolate branco e prefere mil vezes o amargo. Certa vez, a Má veio aqui em casa e a gente conseguiu fazer, depois de muito tempo, a noite liberada, na qual a gente fazia o que quisesse e desse na telha. No decorrer das compras pra noite, chegamos na seção de chocolates do supermercado e, como nossas economias significavam uma escolha só em um tipo de chocolate, formou-se a briga. Eu, quase berrando pra ela que o chocolate branco era melhor e ela, esperneando, apostando tudo o que ela tinha em cima do chocolate amargo.

Nesse dia, eu dei o braço a torcer e comprei uma barra imensa de chocolate amargo.

Quando chegamos em casa, que fomos comer e falar besteiras vendo filmes de suspense pra ficarmos acordados a noite toda, minha vontade de dar uma dentada no chocolate foi maior. E a Má me pegou, dizendo que gosto era mesmo uma questão muito relativa e que se eu nunca tivesse experimentado, jamais saberia que o amargo podia ser tão consumível quanto o branco. Daí, comecei a pensar numa questão que geralmente dá dor de cabeça em muitas pessoas: preferências. Na música, nas telinhas, nos livros, na internet. Há diferenças em todo o lugar e é quase impossível encontrar alguém que goste das mesmas coisas que você gosta. Tivemos um ótimo exemplo há alguns dias, com a briga entre o Fiuk e o Felipe Neto. Essa briga dividiu, literalmente, o twitter. De um lado, aqueles que achavam um absurdo que uma pessoa fique famosa falando mal de outra(s). Do outro, os que acreditavam que a verdade merece mesmo ser dita, mesmo que com palavras maldosas. Vou confessar que apoiei o Felipe Neto e sua verdade incontestável a respeito dos famosos que ele criticou, mas eu também preciso falar que tive que encarar a fúria de muitas pessoas por eu estar, supostamente, apoiando o lado negro das coisas. E aí que eu vi a questão do gosto de novo. Porque eu jamais ia ter total razão em cima de minha tese, porque o mundo é completamente diferente. Mais diferente do que você possa imaginar. As divergências sempre existirão, por mais que você encontre aquela pessoa que ama rock, assim como você, mas que detesta ler, coisa que você ama. As chances são grandes de chegar a uma discussão feia por causa de gosto. Só que eu acredito que não valha muito a pena estimular o lado discussivo-explosivo das pessoas, se você já tem vaga noção de onde isso vá parar.

Portanto, gosto é discutível, sim. Tá que não é muito boa ideia discutir sobre ele, mas é bom parar pra pensar um pouco no que lhe é conveniente. Não que eu seja o maior fã de chocolate amargo, mas aprendi a aceitar determinados gostos alheios. Assim como eu fiz a Má se trair comendo um pedaço imenso da minha barrinha sagrada de chocolate branco. Além de evitar eventuais brigas sem motivo, nem cola ficar discutindo por algo tão particular. O gosto é seu, a preferência é sua e pronto. Nada justifica a briga por tanta igualdade nos gostos. Senão o que seria do arroz sem o feijão e do amor sem o ódio?


Pauta para o Blorkutando - 95ª Semana : Gosto não se discute?

Rebeldia virou crime, já pode matá-lo!

Do EGO:

Anhan, tudo bem ele querer pagar de ator agora.
Mas será que ele não poderia levar um tirozinho que fosse? Rebeldia devia ser crime nos EUA. Principalmente se o rebelde tivesse uma franja horrorosa e uma feição tremendamente feminina.
Mas ó, não tô querendo falar nada. NA-DA.

Será a (milagrosa?) volta das Spice Girls?

Será mesmo que as Spice vão voltar com tudo?

É o que todo mundo tá comentando, já que elas retornarão ao cinema! Isso mesmo, às TELONAS! As gatas se reuniram com o diretor Judy Craymer para desenvolver o filme/musical Spice up your life. Só não se sabe ainda quando e se elas voltarão aos palcos, já que Emma Bunton, uma das Spices, apenas confirmou ao Daily Mail que elas farão o filme.

Eu não sei vocês, mas eu sempre fui fã das Spices. E acho que tá na hora delas voltarem, já que nem todas elas são Madonnas da vida. Mas se o primeiro filme foi uó, como disseram os críticos - coisa que eu não achei, tá? -, tô botando fé nas lindíssimas para este segundo, já que elas estão mais maduras e muito mais preparadas - pelo menos eu acho.

Ah, Spices! Tô esperando ansioso a volta de vocês, cats!


(Via InCommunSeries.)

Atacando de boazudas

Do Bafôn do Zo:


 Será possível?! Naomi, filha, você não vê que a top model daí é você (apesar da careca e tudo o mais...)?! E Kate, meu amor, num tá na hora de admitir que a Gaga ganhou o mundo - e não só uma capa de revista?

#ataquedesubcelebridademodeon

Riri?

Do EGO:
 Pra quem quiser ver as fotos, entra no link do site, porque já vi a Riri desinibida, mas a ponto de brincar de Mickey num varão? Quero a Riri desinibida de Umbrella, com aquele cabelo todo trabalhado no emo e com aqueles sapatos dignos de Alexander Mcqueen!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Analogias do Eliéser

Do Twitter do Eliéser do BBB 10:

 Tá, tudo bem ele comparar qualquer coisa com o BBB.

Mas essa coisa TINHA que ser o Ídolos? #FAILSMARTÃO

quarta-feira, 21 de julho de 2010

#ÉBAPHÔNICO !

Rolou hoje o maior bafafá entre o vlogueiro do momento Felipe Neto e o queridinho das adolescentes, Fiuk. Tudo começou quando o vlogueiro postou em seu canal do Youtube um vídeo criticando não apenas o estilo de Fiuk, mas o de várias 'estrelas' que estão começando  fazer sucesso ou já estão num estágio avançado dela.

Primeiro o Fiuk começou falando que ele tava quieto no lugar dele, tweet esse que ele teve a infeliz ideia de apagar #frouxomodeon. Daí veio os demais tweets:

Felipe Neto supersabendo se defender, botando lenha na fogueira depois do tweet tenso que o Fiuk deixou pra ele.

O único tweet vivo que o Fiuk deixou foi esse aí de cima, pra não demonstrar total covardia, claro. Mas ishpia ele fazendo a falsa minutos antes:

 
E mais, olha só o incentivo dele pras suas 'FIUKETES', como ele chama:

Pra você ver como são as coisas. #TEAMFELIPE

Não passou da hora não, Brasil?

                                        Casamento de Felipeh Campos e Rafael Scapucin - aqui no Brasil, tá?

Há alguns dias, o governo da Argentina aprovou a lei que legaliza o casamento gay no país. E isso, pra quem acompanha meu blog e acompanhou por um bom tempo meu drama pessoal, me deixou muito feliz, pois defendo sim a união entre gays e lésbicas. Acredito que a Argentina deu um grande passo em relação a países como o Brasil, por exemplo, que tem uma diversidade cultural muito grande e que ainda não legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Em época de eleição, acho meio ridículo da minha parte ficar fazendo pressão pra que o governo aprove logo uma lei que libere o casamento gay - se bem que acho pouco provável que alguém capaz de mudar alguma coisa na contituição leia isso, mas enfim. Não custa nada dar mais um empurrãozinho básico na cabeça das pessoas pra que elas entendam que o amor prevalece acima de qualquer coisa. Assim como um homem e uma mulher se juntam e pretendem ser felizes juntos, um homem e outro homem e uma mulher e outra mulher também tem esse direito de felicidade, não? Eu sei que vão vir umas quinhentas pessoas - tá, pelo menos umas cinco - me dizer que Deus fez o homem pra ficar com a mulher, e blábláblá, e mimimi. Eu queria muito entender se Deus ama a todos. Porque não é o que parece quando alguém religioso extremista vê um casal gay abraçado, ou em qualquer outro momento de afeto. Deus ama a todos, não é? Se alguém mata outro, Deus continuará o amando, assim como uma lésbica fica com outra - sem contar que isso não é crime, né, mas aí abafa. Eu sei que o Brasil não precisa de gente como eu pra ficar gritando pro mundo inteiro que é um país extremamente atrasado em termos de pessoas. Mas já tá na hora, Brasil, de ver que não é só um ou outro que é gay, não. Tem parada gay, tem as novelas mostrando - mesmo que muito recatadamente - gays, exemplos de famosos gays e que ninguém fala nada... O que é que tá faltando? Bom senso e um pouco mais de visão é o suficiente?

Pois é, eu me empolguei agora, e detesto me empolgar demais, porque sempre esqueço o propósito final do post. Mas quero que saibam que tô me corroendo pra comprar uma passagem pra Argentina, que até pra lá as coisas estão mais fáceis. Porque se for pra continuar num país que não dá a mínima pro que metade da população faz e que só liga pro próprio umbigo, é preferível partir para onde haja um pouco mais de sensibilidade populacional por parte dos governantes. Afinal, alguém precisa dar a cara a tapa.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Um brinde à amizade!



Sabe, eu tinha uma postagem pronta aqui. Era uma linda mensagem sobre a amizade, sobre essa força excepcional que une pessoas por anos, décadas. Mas revi algumas coisas aqui que me fizeram pensar. Por exemplo, o fato de ilustrar um dia tão bonito como o de hoje vai tornar as coisas mais realistas e naturais pra mim.


                                                   Eu e ela, na escola há uns três meses atrás.
       
A começar pela minha amizade de seis anos, praticamente, com a Bárbara, grande amiga e conselheira, que eu tanto ajudei e que me ajudou em momentos muito difíceis em minha vida. Com a Bá eu aprendi o real significado da palavra amizade e posso afirmar com todas as letras que tenho pelo menos uma amiga de verdade. Te amo, Bá!


                                                         Eu (cortado) e a Laurinha, linda <3

Minha amizade com a Laura está estabelecida há mais de um ano. E que ano foi esse! Tantos bafões, tantas histórias, tantos causos, tanto chororô... Eu me sinto totalmente conectado à Laura, minha amiga pra todas as horas, das conversas intermináveis no MSN e das colas na borracha nas provas. Conheço o suficiente da Laura pra saber que ela ocupa uma parte bastante significatva em meu coração e que ela é, sim, minha amiga de verdade. Laurinha, meu amor, eu te amo também! <3


                                                   Minha amiga mais do que especial, Letícia Sêcco.

Junte alegria mais simpatia com um toque de sinceridade. Você estará pensando nela, na minha amiga Letícia. Como eu gosto de passar horas com ela no celular, ou nos torpedos... Sem contar que há segredos entre nós que jamais nenhuma outra pessoa soube. E isso porque a gente só se conhece há cinco meses! Mas é uma força muito mais intensa do que eu posso superar. Amo essa garota, porque ela sabe me fazer sorrir nos meus dias tristes, como ninguém. Te amo, Ruy-Sêcco! ♥

Eu teria que postar umas trezentas fotos pra falar um pouco de cada um dos meus amigos mais importantes, mas as três aí de cima já dão conta do recado. Não que eu esteja menosprezando as outras, é que a amizade nem sempre se pode demonstrar assim, tão explicitamente. A amizade a gente faz, no dia-a-dia, convivendo com aquela pessoa e entendendo que ter um amigo significa carregar consigo um tesouro de valor inestimável. Meus amigos são presentes que guardarei pelo resto da vida!

E pra você, que leu isso aqui, de alguma forma eu me sinto seu amigo também, por estar compartilhando de minhas vivências com você. Feliz dia do amigo!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Parabéns pra você, A Pseudociência!


Um ano se passou. Mais de seiscentos e cinquenta comentários. Alguns convites inesperados e alegrias muito grandes. Vitórias em projetos e certas considerações por alguns passos dados.
Muita paciência.
Pessoas marcantes que cruzaram meu insólito caminho. Algumas até me surpreenderam por suas atitudes nada maduras e bastantes carregadas de más intenções, mas eu não acredito que este blog tivesse dado tão certo se seu dono não tivesse levado na cara.
Parcerias que deram certo.
Planos que conspiraram à meu favor.
E uma lição: nunca desistir.


No dia 17 de julho de 2009, depois de uma semana testando nomes, layouts e a aceitação pelo público, foi criado o A Pseudociência, com o intuito principal de entrar para o extinto Tudo de Blog. Eu já era leitor da revista Capricho há três anos e acompanhei todo o projeto, sempre com muita vontade de fazer parte do grupo. Tentei entrar no segundo ano do TDB, e nada. Excluí meu primeiro blog. Tentei no outro ano, e nada. Excluí meu blog novamente. Na última peneira de blogueiros do TDB, ano passado, eu também me inscrevi. Não consegui. Tive motivos de sobra pra chorar, fato. Mas foi aí que eu tive a ideia mais feliz da minha vida: criar um blog num domínio diferente, contrariando tudo o que eu já tinha feito até então.

Após nomes retardados e postagens ridículas, o A Pseudociência veio ao mundo internáutico, agradando nao só a mim, mas a muitas pessoas, que acreditaram no meu potencial e que viram que apesar das experiências frustradas, eu não desisti da blogosfera. Vale citar o nome de algumas delas: Jeniffer, Tay, Erica, Joabe, Ju Lima, Ju Alves, Nati, James, Júnior Batista, Gwen. Não posso deixar de dizer que eles foram apenas algumas pessoas que contribuíram para o sucesso deste blog, mas que todos, que leem, comentam, se identificam participaram desta empreitada junto comigo. Agradeço à todos!

Conquistei algumas honras para meu blog, dentre as quais constam colocações em projetos como o Blorkutando, o inativo Post It e o atual How Deal (vocês podem conferir no tópico Colocações ali em cima). Sinto orgulho ao dizer que fui recompensado por meus esforços ao ganhar nestes projetos. Foi um estímulo a mais para que eu escrevesse cada vez mais e com um pouco mais de confiança.

Não foi fácil a caminhada até aqui. Tive momentos em que quase desisti do blog porque eu acessava a internet de lan houses e nem sempre tinha dinheiro para ir. Sem contar que meus surtos de inspiração aconteciam em momentos que eu não podia registrá-los. Então, a arte do improvisation falou mais alto e eu consegui driblar este obstáculo. Álém de que eu moro num lugar onde ter um blog é uma ocorrência rara, de um a cada mil indivíduos (nada de pesquisas comprovadas, rs). Daí a pressão pra que desse certo. Ninguém dizia que essa minha história de manter um blog nas lan houses ia dar certo. Taí a prova vivinha da silva de que vale a pena sim se esforçar para algo que você goste.

Posso afirmar com todas as letras que meu blog ocupa um espaço imenso na minha vida e que sem ele eu provavelmente não seria uma pessoa feliz na internet. Ele me ajudou em momentos difíceis, me ajudou a mostrar ao mundo quem eu sou e me fez aceitar as coisas com mais maturidade do que eu já tinha.

À você, A Pseudociência, que com esse nome esquisito e cheio de verdades conquistou meu coração (own, cantada fail), eu quero deixar expressas a minha felicidade e a minha emoção neste momento. Você é e sempre será meu universo particular mais perfeito de todos. Obrigado por me suportar todos estes meses e muito obrigado por ter me ajudado a galgar em busca da felicidade. Feliz aniversário!

E que ele ainda comemore muitos e muitos anos de existência!



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Pois é, eu voltei. Não fiz o melhor post do mundo pra descrever a sensação que eu tô vivendo de conseguir manter um blog por mais de um ano, fato inédito em minha vida. Só sei que essa foi apenas uma parcela de gratidão à este blog, que tanto cooperou comigo.

Se preparem, que vem aí a Semana Do A Pseudociência! Postagens diárias, olha só que coisa! Quem sabe eu postarei até mais de uma vez no dia... De críticas, passando pelo pop e chegando aos contos, postarei a coisa mais eclética em termos bloguísticos que vocês já viram! E tenho dito!

Ah, e comentando duas coisas: ganhei em segundo lugar no Blorkutando com o James! Que honra!
E que baphônica essa nova novela das sete da Globo, hein? Adorei a liberdade de criação que deram à Maria Adelaide Amaral, para investirem num casal gay! Adorei! Sem contar que o Gustavo Leão e o André Arteche são lindos e fofos, né mesmo? A trama toda é ótima, muitas roupas, muita gente bonita (#MURILOBENICIOECAIOCASTROFEELINGS) e muitos bafões! Adoro! Não percam, é ótima!

Um beijo do feliz adolescente que já está com seu PC de volta,

sexta-feira, 16 de julho de 2010

AVISO URGENTE.

POR MOTIVOS DE FORÇA MAIOR, O A PSEUDOCIÊNCIA  NÃO COMEMORARÁ SEU PRIMEIRO ANO AMANHÃ, 17 DE JULHO, CONFORME O PREVISTO NA MINHA CONSTITUIÇÃO. TIVE SÉRIOS PROBLEMAS E ESTOU HERCULEAMENTE ENVERGONHADO DE NÃO PODER SOPRAR AS VELINHAS DO MEU AMADO BLOG NESTE SÁBADO. VOLTAREI EM BREVE, EU NÃO FECHAREI O BLOG, OK? RETORNAREI QUANDO MEUS PROBLEMAS ESTIVEREM SOLUCIONADOS. RESPONDEREI AOS COMENTÁRIOS UM A UM QUANDO TIVER TEMPO.



AGRADEÇO MUITO A COMPREENSÃO DE TODOS, E ESPERO, MESMO, QUE MINHA SITUAÇÃO SEJA SOLUCIONADA ATÉ O FIM DA SEMANA. UM GRANDE ABRAÇO, DO @TIEGOALENCAR.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Depois da tempestade, sempre vem a calmaria.


Sei que posso não estar tão certo ao afirmar, depois de ter tido três cunhadas e uma namorada, que pode haver uma ligação, mesmo que não tão forte pra ser amizade, entre os 'separados'. Calma, eu explico para aqueles que insistem em acreditar que uma vez terminado, sempre terminado: na vida, há uma política que diz que "sem intrigas, pode-se conviver bem mesmo depois de um rompimento brusco num relacionamento". Talvez seja por ela que consegui encarar, tão bem, o fim do meu namoro.

Não, não é fácil. SEPARAÇÕES SÃO TRISTES, FATO. Só que se a gente se der conta de um fator simples, capaz de reverter toda a situação trágica, tudo muda de figura - pra melhor: lembrar que há males que vem para o bem. Pode ser que se separar daquela pessoa que um dia você considerou sua alma gêmea tenha sido o melhor a se fazer. Ou então quando o amor acabou, simplesmente acabou. E não há desculpas para não ser amigo de sua alma gêmea, já que a afinidade entre vocês dificilmente será abalada. Foi o que eu pensei, quando minha primeira - e única - namorada terminou comigo, após um ano e onze meses de uma relação de altos e baixos. Ela teve os motivos dela, acabei acatando os meus e, depois de um tempo, conversei com ela e deixei claro que não existia motivo pra não sermos amigos, pois ainda existia proximidade o suficiente para conversarmos horas a fio, seja pelo telefone, pelo MSN ou pessoalmente.

Portanto, ter passado por experiências o suficente pra dizer que tem sim como manter amizade depois do namoro só me fez amadurecer como pessoa, assim como eu aposto que você também vai se sentir melhor depois que descobrir que vale a pena manter a amizade com seu ex-prometido. Todo mundo merece conviver em harmonia com os demais membros da sociedade, que por uma grande ironia do destino, também incluem ex-cunhadas, ex-maridos, ex-esposas e até ex-namoradas, olha só que coisa!



Pauta para o Blorkutando - 94ª Semana : Podemos ser amigos?

***

Por motivos de força maior - leia-se PC DESGRAÇADO QUE DEU PAU DO NADA -.-' ,- estarei me ausentando daqui por alguns dias. Ia postar a semana inteira em homenagem ao aniversário do meu blog, sábado (17), mas infelizmente alguns imprevistos ocorreram. Mas ainda farei uma singela homenagem à ele, que tanto me ajudou nesse um ano inteirinho que passou, de tantas emoções e de tantas alegrias. Volto logo, gente!

Pra vocês que me amam,

@tiegoalencar

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Aventura no museu, parte dois.

Acho que nunca mais vou esquecer do susto que levei ao ver Conrad Stevens ali, parado ao meu lado, no museu do Louvre, impedindo mais uma vez meus planos.
Conrad Stevens era um sujeito que se autodenominava "o senhor da matéria". Tudo bem, ele foi designado por Merlin, o Deus-mor da matéria, a me instruir nas aulas de desmaterialização, só que elas nada tinham de agradáveis. Eram sessões de tortura, basicamente. Eu sentia como se casa músculo do meu corpo fosse achatado por uma marreta invisível a cada distância maior que eu deveria aparecer. E o pior, Conrad só me mostrava que aquilo poderia ser mais cruel do que eu estava sentindo. E ele não tinha a menor pena de mim.

- Ah, Philipe! Quantas vezes eu já te avisei pra só se dematerializar ou se materializar em locais menos perigosos? - disse ele, furioso.

- Não, Stevens, desta vez foi necessário - eu disse, extremamente revoltado com aquele cara impedindo meus planos pela milésima vez.

- Ah, então me diga o que é mais importante do que rejeitar uma ordem de Merlin, Philipe.

- Destruir algo que insiste em me aterrorizar os sonhos, Stevens - concluí, feliz por não ter vacilado com minha voz nenhuma vez. Eu geralemente tinha pavor daquele cara.

- Se há algo que você precisa destruir aqui, esse algo sou eu, garoto.

Observei a prepotência e a petulância em seu tom de voz. Parecia que ele era o dono do mundo e eu, apenas um simples criado. E afinal, do que ele estava falando? Será que ele tinha alguma coisa a ver com os meus pesadelos com aquele corredor sombrio e cheio de quadros aterrorizantes? E o que ele quis dizer com "se há algo que você precisa destruir, esse algo sou eu"?!

O ar, de repente, ficou gélido, mais do que já estava. Senti um estalo na coluna e, contra a minha vontade, fui desmaterializado por Conrad. Ele tinha esse poder. E eu achava isso uma grande injustiça. Fui deslocado para um pouco mais além de onde estávamos, num local onde os raios de laser que denunciavam os ladrões estavam nitidamente ligados. Eu sabia o que Conrad estava armando. Ele queria me incriminar para, como sempre, se manter o santo da história. Mas eu tinha uma carta nas mangas, e como, ai como eu gostava de contar vantagem. Eu ainda estava ali no Museu do Louvre, com a cabeça rodopiando e os quadros quase berrando na minha cara, mas eu sabia o que devia fazer.

Nada poderia ser melhor do que se materializar até o plano superior.

E lá travar a luta mais justa da minha vida - ou quem sabe, destruir o motivo dos meus pesadelos constantes com um certo corredor.

sábado, 10 de julho de 2010

Aventura no museu, parte um.



Eram quase sete da noite quando aterrissei no aeroporto internacional de Paris. A turbulência do avião somada ao cansaço em demasia que o tempo da viagem havia arrebatado meu corpo não impediu que minha promessa feita antes de me despedir de meus pais no Brasil fose cumprida. Como minhas malas haviam ido junto com a dos outros intercambistas, não me importei com o peso extra delas. Apenas pedi permissão ao instrutor para ir até o Museu do Louvre, o ilustre Museu do Louvre, onde provavelmente estaria a solução das minhas dúvidas.

Parei um táxi logo na saída do aeroporto e instruí o motorista em meu francês polido a me deixar em frente ao museu, mesmo estando um pouco tarde para o horário de visitas. Rapidamente chegamos lá e paguei o senhor de idade, que dirigia muito melhor do que qualquer outro jovem de atualmente dirige, em euros. Desci e, já consciente de que eu estava mesmo em Paris, atravessei a rua calma e me direcionei até o portão do museu. Se não foram quinze guardas imensos que vieram ao meu encontro, eu não sei. Só percebi quando toquei na imensa portarra de ferro e aço bruto e vários guardas gritavam em um francês rápido e alto para mim, o que pareciam xingamentos nada delicados. Dei meia volta e fiquei apoiado num imenso pinheiro que se posicionava ao lado de mais dois, em frente aos portões do museu. Articulei um modo de saber como entrar ali, o único local onde encontraria a resposta que eu precisava para meu quebra-cabeças. O frio tomava conta das ruas como o sol toma conta da praia no Rio de Janeiro e meu corpo se arrepiava aos poucos, me deixando com medo. Mas não consegui desistir do meu objetivo e fechei os olhos, tentando mais uma vez adentrar aquele recinto.

Esqueci de falar, mas eu tenho um dom. Eu consigo me materializar e desmaterializar quando quero. Só que às vezes isso pode me custar caro.
E muito caro.

Assim que evitei o frio, concentrei-me na seção onde estavam os quadros mais sombrios de todo o museu. Aquela seção, em particular, me fazia ter arrepios, pois eu já estive ali muitas vezes (em meus pesadelos) e agora eu ia ficar de frente com o que me dava esses arrepios. E como eu só podia me materializar próximo ao meu objetivo, tive que aguardar como nunca esta viagem à Paris.

E como aguardei.

A seção sombria, como eu a chamava, apareceu em minha mente como num flash. Estava fresca em minha memória, assim como eu me lembrava de escovar os dentes todas as noites antes de dormir. E assim que ela apareceu, invadindo qualquer outro pensamento que viesse tentar atrapalhar minha concentração, senti o estalo que atingia minha coluna vertebral toda vez que eu me materializava e desmaterializava.

E aí eu sumi, bem na cara dos guardas, que não viram absolutamente nada.

Reapareci em frente ao quadro daquela mulher que se retorcia debaixo da mesa. Como se tivessem me puxado pelos cabelos, minha cabeça rodava e doía bastante. Tive que me sentar num dos bancos próximo à pintura para tentar reorganizar as ideias na cabeça. Tudo bem que parecia idiota de minha parte, com o pouquíssimo tempo que eu tinha pra procurar o que me afligia os sonhos e aqueles guardas monstruosos vigiando cada passo ali no museu, mas realmente doía muito se desmaterializar. Por isso eu detestava ter que fazê-lo, era apenas nos casos mais extremos que eu me atrevia a tanto.

Ao percorrer aqueles metros de quadros e mais quadros, esculturas e mais esculturas, senti um choque no cérebro. Parecia que eu havia encontrado o lugar onde deveria proceder para exorcizar aquelas sombras que me faziam acordar suando em plena madrugada. Procurei algo que me confirmasse que aquele era o local exato para continuar a agir, quando um par de mãos tocou meu ombro e um homem trovejou, como se já conhecesse aquela voz há anos, mesmo sem conhecer seu dono pessoalmente:

- Pelo visto você ainda tem muito o que aprender.

Conrad Stevens havia me encontrado, mais uma vez.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Desafio, bitches ;D

Acabei de ver que o Joabe, do blog Atrevido e Meio, me desafiou a escrever sobre meus defeitos e minhas qualidades, cinco de cada um. Como uma pessoa supermodesta que sou, sempre tenho na ponta da língua meus defeitos e minhas qualidades, porque sei que todo mundo vai querer saber pra algum propósito, em algum dia. Vamo lá conhecer mais de mim?


Qualidades:
  
  1. Amigo: pode contar comigo sempre que quiser. Sempre tenho ouvidos quando meus amigos querem desabafar. E não, eu não cobro por conselho.
  2. Inteligente: eu disse que sou modesto. E admito que sou sim, inteligente! Muita gente pode nem perceber, mas eu simplesmente posso ser um perigo pra você por conta dela. Cuidado, guys!
  3. Sincero: enquanto muita gente pensa que ser sincero é um defeito, eu puxo a sardinha pro meu lado. Acho uma baita de uma qualidade, porque quanto mais verdades tiver uma relação, melhor. Coisas transparentes, YEAH!
  4. Expressivo: falar é um dos meus fortes. Expresso-me com facilidade, coisa que é essencial à minha futura profissão: escritor.
  5. Perseverante: não desisto TÃO fácil dos meus objetivos. Tanto que ainda sonho fazer parte dos 100 melhores blogs teens do país - e sem contar também que fraquejar é escrotão, né? (ai, que pelavra feia! hahaha)

 DEFEITOS

  1. Top Gossip: se fosse pra eu escolher um esporte favorito, esse esporte seria falar dos outros. Pense numa pessoa que não pode ver outra e que já quer fofocar. Yeah, esse sou eu :O Só não costumo fazer isso com quem gosto, of course. Eu gossipeio, sim! Vai me dizer que você também não ADORA uma fofoca, vai? Haha
  2. Cara-de-pau: sou descarado. Posso não te conhecer, nem nunca ter te visto, mas mesmo assim, falo contigo na boa se for necessário alguma informação. Sem contar que sou o cupido da galera, sempre sobra pra mim ter que "fazer os papos", como a fubá costuma falar.
  3. Papagaio: não posso escutar nada novo que eu saio repetindo, parece um disco quebrado. Exemplos óbvios disso: falar oi? quando a pessoa faz a pateta; aloka pra qualquer coisa e Alejandro pra chatear.
  4. Contestador: pode ter certeza de que se eu estiver certo e muito certo (de uma coisa), vou defendê-la até o final - o que me enquadraria, basicamente, no perfil de um advogado, se não fosse minha paciência, que tem o tamanho de um grão de arroz, e meu bom humor, nada bem-vindo nessa profissão.
  5. Perfeccionista: é, eu sou. Não consigo fazer as coisas por fazer. Pra mim, elas devem seguir um padrão, que rigidamente deverá ser seguido. Sou fresco até quando pisam de sandália nova no meu quarto. Pior ainda se ele estiver limpo! Não posso ver nada fora do lugar, não admito erros de ortografia e sou caxias até os ossos quando o assunto é limpeza. Anotou?

Pronto. Eu garanto que vocês vão adorar saber mais de mim ;D Hahaha, afinal, quem é que não gosta de saber mais da vida de alguém, principalmente quando esse alguém é um conhecido internáutico?! Enfim, eu repasso o desafio pra mais quatro blogs:

- Cão Sem Plumas, do James;
- Sacudindo Palavras, da Erica;
- Fora do Teu Canpo de Visão, da Vit <3 e
- Minutes of Boredom, da Nati <3.

Bem, é isso! Tô querendo escrever pro Blorkutando e pro How Deal, cujos temas estão excelentes essa semana. Só espero que o How Deal não dê pra trás e comece a inventar de copiar o Bloínques, porque senão vai desandar. Essa história de edição visual, edição do cão, edição de não sei o quê virou de cabeça pra baixo o mundo dos blogs /fato. Mas vai de cada um, só tô dando a minha opinião.
Volto assim que der.

Pra vocês que me amam,

@tiegoalencar.

sábado, 3 de julho de 2010

Falar de amor não é ser emo.

Vocês viram, depois de uma semana sem postar praticamente, eu escrevi esse parágrafo abaixo falando de amor. Tá, tudo bem. No MSN, um amigo me falou uma coisa relacionada ao fato de que não se pode mais falar de amor na música que a banda/cantor é tachado de emo.

Tocou bem na minha ferida.

Pra início de conversa: ninguém tem o direito de julgar outro só pelo fato deste gostar de se expressar de modo mais emocional, ao invés do racional. Aliás, quem é que não prefere ouvir algo com sentido do que ouvri asneiras do tipo "REBOLATION, REBOLATION" ou "EU VOU PASSAR CEROL NA MÃO, VOU TE CORTAR NA MÃO" ? Já viu coisa mais grotesca e infundada? E outra: não consigo entender porque tanto martírio pra cima de quem faz rock romântico. Que tal se os senhores-sabem-tudo-de-música se dessem conta de que esse tipo de música é que faz o tipo de muita gente? O AMOR FAZ A MÚSICA (BOA) DAR CERTO. E já era de se esperar que as pessoas soubessem disso.

Sabe, gente, eu tinha zilhares de coisas pra falar pra esse bando de FDP que não tem o que fazer e fica criticando bandas firmes e legais que fazem seu som falando de amor, mas eu simplesmente percebi que nenhum deles merece saber que atiçaram minha raiva a ponto de escrever um post no meu blog.

Afinal, é preciso ter classe, acima de tudo - coisa que essas pestes não tem.


{PS¹: Eu sumi porque tô sem inspiração.}
{PS²: Eu tô ocupadíssimo lendo os livros da série A Mediadora e escrevendo meu novo livro! Mais informações sobre ele no próximo post!}
{PS³: Segue o link do MySpace da banda do meu amigo, que é muito foda mesmo: http://myspace.com/radiovoxx. Recomendo!}
{PS¹²³: Só voltarei quando realmente estiver disposto a blogar frequentemente de novo. Surtos de falta de inspiração acabam com um blogueiro, vou te contar. Ah, e responderei aos comentários assim que tiver tempo, ok? Pra vocês que me amam, Tiêgo Alencar.}

And when you stare me like this...

... eu sinto como se fosse capaz de tudo. Não posso ter me envolvido o suficiente pra já me sentir convencido ao falar "eu te amo" à você, mas não posso deixar de admitir para mim mesmo: já não posso mais viver sem seu olhar. Imagino-me soprando doces frases em seu ouvido, confortando-a de que nada acontece quando estamos um com o outro. E apenas seu sorriso misturado com uma dose de alegria me fazem felizes por completo.


- Uma pena que seja tão pouco duradouro este momento.