segunda-feira, 27 de junho de 2011

CRÍTICA: clássico e atual, atual e clássico

Há muito não víamos uma mudança tão grande nas histórias das novelas como estamos presenciando neste momento na TV. Já se foi a época em que vilões e mocinhas eram os personagens principais de um folhetim das sete ou nove horas. E por mais demorada que tenha sido a transformação do modo de escrita das tramas televisivas, a ousadia dos autores e a capacidade interpretativa dos atores compensa bastante.

A personagem de Giovanna Lancelotti, Cecília Machado, sendo vítima de bullying pelos colegas de faculdade

Tenhamos como exemplo a novela Insensato Coração, que já foi assunto para crítica aqui no blog. Inicialmente, digo isso sem medo, era uma novela monótona. Sem emoções fortes. Sem aquele feeling que as novelas das nove horas tem para o sucesso. Mesmo achando isso, resolvi acompanhar o desenrolar da trama. E não me arrependo por ter esperado tanto pelo êxtase que a novela vem proporcionando há dois meses.Não precisarei repetir aqui seus personagens nem suas respectivas funções no enredo; mas venho atentando para a mesclagem de todos os núcleos da novela, através de vários personagens (a exemplo do promoter Roni Fragonard, vivido por Leonardo Miggiorin), o que acaba sendo um elemento essencial para que novelas decolem. Além disso, agora questões atuais fazem parte das tramas, o que contribuiu/contribui consideravelmente para que haja toda uma quebra no tabu de que novela é coisa de gente desocupada. Temas como bullying e homofobia trabalhados em meio à vinganças, ascensão social rápida e ilicita e os velhos romances costumeiros, vem mostrando seus potenciais e melhor, mostrando que estes temas são mais normais do que parecem. Há uma estrutura perfeitamente montada e encaixada, misturando núcleos que aparentemente nunca se encontrariam e cativando o público, acima de tudo.

O publicitário Eduardo (Rodrigo Andrade, de preto) vive um dilema com sua sexualidade. O professor de direito Hugo (Marcos Damigo) é gay assumido

 

Estamos sendo incentivados a falar de assuntos antes escondidos nos pensamentos de pessoas que faziam de tudo para escondê-los. A hora certa da inevitável conversa sobre sexo dos pais com os filhos, limite entre maldade e bondade, sexualidade e conceitos antigos sendo reavaliados são apenas alguns destes. Em novelas, não existe apologia a nada. Existem jogadas para a atração do público pela trama e se para isso forem necessários beijos gays ou assassinatos em série, por exemplo, que seja. Se o telespectador for influcienciável o suficiente para se deixar levar pela ficção, isso já é outra história. As novelas andam tão aproveitáveis que o clássico, felizmente, se une ao atual formando enredos no mínimo interessantes e capazes de prender nossa atenção do início ao fim.

 

***

Oi, lindos!
Cheguei arrasando na pokerface com essa crítica que eu já tava querendo fazer há séculos. E só um parêntesis: se eu escrevo num blog, sei que estou sujeito a tudo que é tipo de opinião. Agora por favor, XINGAR é diferente de DAR OPINIÃO. Fiquei extremamente decepcionado com um comentário na minha primeira crítica sobre Insensato Coração, pois um anônimo bem revoltado disse que eu estava incentivando meus leitores a virarem homossexuais, que eu estava desempenhando mal o meu papel como blogueiro e mimimi. Respirei fundo e apaguei o comentário. Nunca que eu vou aceitar xingamentos de um anônimo. Mas caso você esteja lendo esse post aí, seu anônimo recalcado, o blog é meu e vou continuar falando sobre gays, sobre novelas, sobre mim e sobre o que for. Ok?
YEAH, DEI ALOK FUJAM DAQUI MENTIRA RSSSSSSSS
Ai, lindos, tô ótimo com meus dezessete anos. Acabo de me recuperar de uma série de noites com pesadelos seguidas de insônia. Tô tão bem que até postei, rs. Aliás, espero estar voltando logo logo aqui, porque pode ser que eu não volte tão cedo. Preparativos de festa do meu trabalho SÃO CANSATIVOS. E cansado eu não consigo pensar nem em porque eu tô vivo, então estejam avisados desde já ;D
E é isso, seus musos! Até mais!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

4 pseudocomentaram:

Jéssica Trabuco disse...

Pra ser sincera faz tempo que eu não acompanho novelas, mas é por falta de tempo mesmo.
Acredito que já estava mais do que na hora da criatividade se aguçar e falarmos de coisas que nós, reles mortais, realmente vivenciamos. As novelas são entretenimento, correto. Mas devem educar também e se assim o fazem hoje, meus parabéns.
Gostei do jeito que você escreve :)

Como Ganhar Dinheiro disse...

Muito bom o blog. Super interessante. Parabéns! valeu mesmo...

leila disse...

Nem posso xingar você agora, por que não vejo novela, ahaha, ai tem gente que é BESTAné não colega?
Mas falando sério, vc tem razão, os enredos das novelas estão super diferente, mas pra mim estão piores que antes, antes eu via e gostava, lembra de Terra Nostra, Força de um desejo, mulheres de areia, Roque Santeiro, ok, eu não tenho 5o anos, mas Vale a pena ver de novo hein, enfim, hoje eu não me ligo mais em nenhuma novela, cansei.

Jeniffer Yara disse...

Achei ótima sua crítica desse post e da outra vez,concordo o que disse. E felizmente mesmo que o clássico está junto ao atual,até eu voltei a ver novelas por essa transformação na TV. Haha
Até mais Ti,quer dizer,até quando minha internet voltar pro meu pc,rs.

Beijo