terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Um encontro no metrô (Parte 6)

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- Que diabos você está fazendo aqui? - disse Stevie, já detestando o tom prepotente na voz de Ernie McWhalen.

- Vim ter certeza que o covarde do Victor não vai abrir mão dos seus incríveis dons por causa de um sujeitinho ridículo que mal sabe que dia é hoje! - rebateu Ernie. - Victor foi covarde ao trazer para cá, Stevie. Dez anos após aquele encontro "lindo e cheio de mistérios" é palhaçada e exagero!
Stevie tentou compreender a confusão em seus pensamentos ao ler a data do dia no cabeçalho do The New York Times: 19 de setembro de 2020.
Era tudo verdade de Victor Bouvier.
Stevie largou o jornal no chão e bateu a porta na cara do visitante inesperado. Ao retornar ao quarto, Vitor já estava arrumado, porém muito tenso.

- Quem era? - perguntou ele, já sabendo qual era a resposta.
- Ernie McWhalen - o nome do rapaz saiu da boca de Stevie e atingiu as terminações nervosas do corpo de Victor.
- O que ele esse idiota queria? Acabar com a minha vida? - disse, soando mais como uma ironia do que como uma pergunta.
- Não sei, não sei! Não sei de nada! Estamos em 2020 e você não me disse nada! Medo, receio, decepção, tudo tá passando pela minha cabeça como se fosse um furacão! Eu não sei como esse cara nos achou, nem porque o nome dele martelava na minha cabeça antes mesmo de você falar dele. Tenho tantas dúvidas, tanto medo... Você me colocou numa enrascada por causa de algo que nem eu mesmo entendo! - soltou Stevie, dizendo tudo o que lhe estava entalado na garganta.
- Fazendo um resumo rápido: nossos beijos fizeram com que uma ligação fosse estabelecida entre nós. Você é capaz de sentir o que eu sinto, viver o que eu vivo e de ver o que eu vejo. Por conta disso, você sabia de Ernie antes que eu pudesse te dizer qualquer coisa. Eu precisava de um contato físico intenso pra que você pudesse gostar de mim do mesmo jeito que eu de você. Teremos tempo de sobra pra falar disso la no presente, fiz a maior burrada da minha vida te pondo em perigo e te trazendo pro futuro. Temos que fugir daqui antes que Ernie nos alcance!
- Victor, eu moro no oitavo andar! Como vamos fugir? Pulando pela janela? - ironizou Stevie. - E porque essa preocupação toda se você pode muito bem me puxar pela mão e me levar de volta pra 2010?
- Simplesmente porque precisamos, os dois, estar juntos no mesmo lugar onde aterrissamos e eu preciso me controlar naquela bendita plataforma na qual te encontrei. E como diabos você quer que eu me concentre com aquele desgraçado tentando arrombar a porta?! - exclamou Victor, agoniado. Ernie McWhalen batia com força na porta e parecia que a qualquer momento ela cederia e o deixaria invadir o apartamento de Stevie.

- O rastro do meu tênis ali próximo à estante! Corre! - berrou Victor.
Stevie correu de olhos fechados para próximo da marca preta de borracha riscada no chã. Victor repetiu seu ato no exato momento em que Ernie McWhalen derrubara a porta e também fechava os olhos.
Tudo parecia estático.
Era como se o tempo tivesse congelado.

- Achavam mesmo que iam se ver livres de mim? - disse Ernie, com um sorriso maldoso de orelha a orelha.
O que se passou acontecera em questão de segundos. Victor segurara bem forte a mão de Stevie e gritara "agora!", quadndo Stevie sentira uma ferroada atingindo-o em cheio no cérebro. Stevie sentia como se entre mil borboletas e uma abelha, ele tivesse atraído justo a abelha, que o ferrou bem na cabeça. Tudo passava numa velocidade inimáginável. Stevie só distinguia Victor porque estava preso a si com uma algema e isso dava uma certa ideia a ele da forma do rapaz. Os dois abriram e fecharam os olhos, se viram em um segundo, e no outro mergulharam de cabeça num infinito completamente desconhecido.
Um grande clarão e uma dor insuportável fizeram Victor parar e arregalar os olhos. Stevie sentiu o choque e também parou, no que parecia um grande túnel escuro e sinistro. Sem largar a mão um do outro, os dois se encararam sem querer e se abraçaram num mix de sentimentos. Stevie sentiu as lágrimas de Victor em seu rosto quando uma vibração bastante intensa tomou conta do recinto. Victor urrava de dor. Stevie não podia fazer nada, absolutamente nada pelo amado.
Audível o suficiente, uma voz já conhecida ecoou, seguida de uma risada:

- Nunca mais subestime o meu poder,  Bouvier.





***

Oi, crianças bonitas e comportadas do meu coração!
Era pra eu ter postado ontem este capítulo de Um Encontro no Metrô, mas tive problemas de força maior (leia-se SONO E CANSAÇO E FRIO E XXX) e me senti megaculpado por não postar, mas juro que não conseguia distinguir um S de um G. ENFIM, consegui digitar e espero que tenham curtido! Logo mais surpreendo vocês com o final. AGUARDEM!
Ah, mais tarde começa o BBB!! Estou preparando um post superinformativo pra colocar meus leitores lindos e divos a par de tudo que tá acontecendo na casa mais vigiada do Brasil (ops, merchan feelings). Se joguem comigo e arrasem! Eu disse que ia inovar em 2011, não disse? Então bora ser feliz cas mudança que no final tudo sempre dá certo :)
Acho que era isso. Desculpas a todos pelo atraso na postagem e comentem sobre o layout! Quero saber se agradou!

Do seu escritor-aspirante,

1 pseudocomentaram:

Jeniffer Yara disse...

Ahh aguardo anciosa para o final o/

Beijos!